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História do Natal

terça-feira, 22 de novembro de 2011

História do Natal
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Papai Noel: um dos símbolos do Natal

Origem do Natal e o significado da comemoração

O Natal é uma data em que comemoramos o nascimento de Jesus Cristo. Na antiguidade, o Natal era comemorado em várias datas diferentes, pois não se sabia com exatidão a data do nascimento de Jesus. Foi somente no século IV que o 25 de dezembro foi estabelecido como data oficial de comemoração. Na Roma Antiga, o 25 de dezembro era a data em que os romanos comemoravam o início do inverno. Portanto, acredita-se que haja uma relação deste fato com a oficialização da comemoração do Natal.

As antigas comemorações de Natal costumavam durar até 12 dias, pois este foi o tempo que levou para os três reis Magos chegarem até a cidade de Belém e entregarem os presentes (ouro, mirra e incenso) ao menino Jesus. Atualmente, as pessoas costumam montar as árvores e outras decorações natalinas no começo de dezembro e desmontá-las até 12 dias após o Natal.

Do ponto de vista cronológico, o Natal é uma data de grande importância para o Ocidente, pois marca o ano 1 da nossa História.

A Árvore de Natal e o Presépio

Em quase todos os países do mundo, as pessoas montam árvores de Natal para decorar casas e outros ambientes. Em conjunto com as decorações natalinas, as árvores proporcionam um clima especial neste período.

Acredita-se que esta tradição começou em 1530, na Alemanha, com Martinho Lutero. Certa noite, enquanto caminhava pela floresta, Lutero ficou impressionado com a beleza dos pinheiros cobertos de neve. As estrelas do céu ajudaram a compor a imagem que Lutero reproduziu com galhos de árvore em sua casa. Além das estrelas, algodão e outros enfeites, ele utilizou velas acesas para mostrar aos seus familiares a bela cena que havia presenciado na floresta.

Esta tradição foi trazida para o continente americano por alguns alemães, que vieram morar na América durante o período colonial. No Brasil, país de maioria cristã, as árvores de Natal estão presentes em diversos lugares, pois, além de decorar, simbolizam alegria, paz e esperança.

presépio também representa uma importante decoração natalina. Ele mostra o cenário do nascimento de Jesus, ou seja, uma manjedoura, os animais, os reis Magos e os pais do menino. Esta tradição de montar presépios teve início com São Francisco de Assis, no século XIII. As músicas de Natal também fazem parte desta linda festa.

O Papai Noel : origem e tradição

Estudiosos afirmam que a figura do bom velhinho foi inspirada num bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia em 280 d.C. O bispo, homem de bom coração, costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas.

Foi transformado em santo (São Nicolau) pela Igreja Católica, após várias pessoas relatarem milagres atribuídos a ele.

A associação da imagem de São Nicolau ao Natal aconteceu na Alemanha e espalhou-se pelo mundo em pouco tempo. Nos Estados Unidos, ganhou o nome de Santa Claus, no Brasil de Papai Noel e em Portugal de Pai Natal.

A roupa do Papai Noel

Até o final do século XIX, o Papai Noel era representado com uma roupa de inverno na cor marrom ou verde escura. Em 1886, o cartunista alemão Thomas Nast criou uma nova imagem para o bom velhinho. A roupa nas cores vermelha e branca, com cinto preto, criada por Nast foi apresentada na revista Harper’s Weeklys neste mesmo ano.

Em 1931, uma campanha publicitária da Coca-Cola mostrou o Papai Noel com o mesmo figurino criado por Nast, que também eram as cores do refrigerante. A campanha publicitária fez um grande sucesso, ajudando a espalhar a nova imagem do Papai Noel pelo mundo.

Curiosidade: o nome do Papai Noel em outros países

- Alemanha (Weihnachtsmann, O “Homem do Natal”), Argentina, Espanha, Colômbia, Paraguai e Uruguai (Papá Noel), Chile (Viejito Pascuero), Dinamarca (Julemanden), França (Père Noël), Itália (Babbo Natale), México (Santa Claus), Holanda (Kerstman, “Homem do Natal), POrtugal (Pai Natal), Inglaterra (Father Christmas), Suécia (Jultomte), Estados Unidos (Santa Claus), Rússia (Ded Moroz).

fonte: http://www.suapesquisa.com/historiadonatal.htm

A vida de Papai Noel em detalhes

domingo, 20 de dezembro de 2009
Muitos países europeus negam a crença norte-americana no Pólo Norte como o lar do São Nicolau.

Nem o Papai Noel escapou da fúria biográfica. Sorte nossa que o historiador americano Gerry Bowler, mais do que uma biografia, escreveu uma história completa das representações do Papai Noel na cultura ocidental, revelando aspectos inusitados e pouco conhecidos do curriculum deste imbatível campeão de popularidade. Se a polêmica sobre sua existência virou lugar-comum, pelo menos a história de sua representação coletiva existe, concretamente, nas centenas de estudos e livros consagrados ao surgimento, invenção e reinvenção cultural dessa figura tão conhecida.

Muitas pesquisas recentes procuram demonstrar as fortes relações lendárias de São Nicolau – e por extensão, do Papai Noel – com seus ascendentes pagãos. A associação das festas natalinas às prodigalidades gastronômicas e à entrega de presentes é bem mais antiga que o cristianismo: já eram costumes arraigados e bastante difundidos nas festas pagãs da Saturnália e das Calendas – consagradas ao excesso e à abundância – e depois lentamente transferidos para as festas cristãs do Natal e da Epifania. Mas que coisa mais absurda. As pessoas vêm chegando boquiabertas, esperando receber alguma coisa umas das outras. Os que deram estão abatidos; os que receberam um presente não o conservam consigo, pois passam-no adiante para outros, e aquele que recebeu de um inferior o dá para um superior. Isso não é nada mais que uma nova forma de suborno e servilismo, à qual se liga inevitavelmente o constrangedor elemento da obrigação. Esta advertência ancestral – não destituída de uma certa lucidez – do bispo Astério de Amaséia, a todos os cristãos, é de janeiro do ano 401!

Apesar disso, o surgimento anual de um presenteador mágico, que gostava particularmente das crianças, levou mais de mil anos até tornar-se a mais conhecida e divulgada criação cultural chamada Papai Noel. Embora narrativas desencontradas afirmem que São Nicolau era um bispo da cidade de Mira, na costa da atual Turquia, apenas no século 11 ele se tornou um dos santos mais poderosos da Igreja. E depois que os primeiros colonizadores vikings batizaram uma catedral com o seu nome, o culto se espalhou por toda a Europa, principalmente nos países nórdicos. Bowler detalha também lugares e épocas nas quais surgiram novos hábitos, como o costume medieval das freiras de deixarem presentes às crianças pobres na véspera do Dia de São Nicolau, no começo de dezembro. Analisa ainda como a ascensão do cristianismo fez com que a festa começasse a ser transferida para a véspera do aniversário de nascimento de Jesus; e como a figura de São Nicolau esteve muito distante da figura moderna e benevolente do Papai Noel – sobretudo porque sempre foi representado como um santo severo, rígido e disciplinador, hábil em fustigar incréus e malfeitores com varas e chicotes. No longo período de tempo entre a Reforma no século 16 e a revolução tecnológica no 19, São Nicolau foi associado a uma série de representações lendárias e fantasmagóricas que incluíam, além da óbvia figura barbuda, com um gorro cinzento e rosto sério, uma variedade imensa de espantalhos desgrenhados, feiticeiras, figuras fantasmagóricas, fadas, reis, anjos, duendes e até um espantoso pedaço de tronco que urinava e defecava.

Foi na pragmática e utilitária cultura oitocentista norte-americana que toda esta tradição complexa, variada, multiforme e sincrética de representação de Nicolau acabou sendo escoimada, filtrada e desinfetada para inventar – ou reinventar – esta figura gorducha e coberta de peles chamada Papai Noel. As primeiras menções impressas são de 1810: versos anônimos publicados no New York Spectator e um poema do nova-iorquino Clemente Moore, o qual – inspirando-se na figura do condutor holandês que o conduzia, de carruagem, para sua casa – descreve o gorducho personagem à sua família. Mas, quando este último poema é publicado, em 1823, a figura de Noel já foi completamente dessacralizada e secularizada – tanto que ele já se mostrava capaz de descer pelas chaminés tanto dos lares católicos quanto protestantes. Sua vocação disciplinadora também foi mantida e bem temperada com traços do seu caráter mágico – em resumo, surgiu uma figura que dispunha de uma autoridade sedutora e transcendente, à qual se podia apelar tanto quanto a qualquer outra autoridade em casa, na família ou na imaginação nacional. No final do século 19, o Papai Noel era tão popular que os movimentos sociais e políticos começaram a recrutá-lo como porta-voz das mais variadas bandeiras de lutas e reivindicações na arena pública, transformando-o num precoce lobista das mais diversas causas.

O paradigma atual de sua imagem, vestido de vermelho e branco, contudo, só se consolidou nos famosos desenhos realizados pelo ilustrador Haddon Sundblon para a Coca-Cola Company, em 1931. Daí a figura que conhecemos ganhou enorme prestígio e popularidade em canções, filmes, folhinhas, revistas e lojas de departamentos – sem contar que chegou a ser recrutado como uma espécie de propagandista neutro durante a 2.ª Guerra Mundial. Ressaltando-se sua prodigalidade e auto-indulgência, durante todo o século 20, Noel transformou-se num autêntico pau para toda obra, virando propagandista, aliciador mercantil, tema de arte kitsch natalina, e até personagem de sites pornográficos na internet. Fundamentalistas condenaram e proibiram seu culto como mera idolatria. Já intérpretes estruturalistas chegaram a descrevê-lo como profeta-vendedor, cujo papel era induzir astuciosamente as pessoas a comprar e – ao mesmo tempo – disfarçar as origens comerciais desses presentes. Lévi-Strauss definiu-o como o único deus de um grupo etário específico: as crianças, que sempre o homenageavam com cartas e preces. Uma visada pós-moderna chegou mesmo a inverter o mecanismo da crença: nós não estamos mais engendrando a figura de Noel – é ele que está veladamente nos moldando, porque todo ano ele renasce e nos torna participantes de uma aventura de consumo que dura um mês inteiro.

Hoje, é grande até a disputa turística por Papai Noel: muitos países europeus negam a crença norte-americana no Pólo Norte como o lar do famoso velhinho. Suécia, Dinamarca, Noruega e Finlândia divulgam folhetos turísticos indicando cidades onde nasceu e viveu São Nicolau. Recentemente, até a Turquia muçulmana entrou na disputa, reivindicando ser o lar original do primitivo santo. Mas não será uma olhada na enorme bibliografia referente ao bom velhinho que vai decidir a questão. Em síntese, Papai Noel ficou tão trivial que provavelmente ninguém mais se interesse pelas suas origens. Bowler resume grande parte das mais recentes pesquisas, voltadas para entender como se formam e perduram os mecanismos de uma crença cultural tão renitente. E, neste caso, as crenças não se limitam ao Papai Noel. Em muitos países, o menino Jesus ainda é o seu mais poderoso concorrente. Muitas crianças italianas escrevem bilhetes não para Noel, para o Gesù Bambino. Recentemente, saíram duas coletâneas com trechos das melhores cartas e bilhetinhos das crianças, nos quais surgem perguntas muito pertinentes, surpreendentes até para os mais profundos teólogos. Como a de Marcello, um milanês de 9 anos, que, fazendo jus à criatividade implacável desta idade, escreve: Querido Jesus, em vez de você fazer as pessoas morrerem e aí criar novas pessoas, por que você não fica com as que já têm?

Elias Thomé Saliba é historiador, professor da USP e autor, entre outros, de As utopias românticas.

fonte:

http://www.parana-online.com.br/editoria/almanaque/news/275459/?noticia=A+VIDA+DE+PAPAI+NOEL+EM+DETALHES

Resgate do Espírito do NATAL

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Para Resgatar o Espírito do Natal

Jaime Carlos Patias, imc *

O tempo de Natal acelera a vida nas ruas e aquece o comércio. O glamour das peças publicitárias e o brilho nas decorações transformam o ambiente ao nosso redor, misturando-se com desejos de paz, harmonia e felicidade. Mesmo sabendo que nenhuma mercadoria anunciada, e até mesmo os votos de Feliz Natal realizam de fato o que prometem, somos envolvidos por um espetáculo contagiante. Por outro lado, o vazio existencial e a busca do sentido da vida seguem nos desafiando. A humanidade anseia pela felicidade, verdade, fraternidade e paz: um anseio universal somente alcançado à luz da revelação de Deus, num menino que nasce em Belém. A celebração do Natal de Jesus tem por objetivo recordar a primeira vinda do Filho de Deus entre a humanidade e ao mesmo tempo nos tornar vigilantes à espera de sua segunda vinda, no final dos tempos. Ante à perda do sentido da vida, temos no Natal do Senhor razões suficientes para aprofundar a nossa espiritualidade “enquanto força do Espírito que sustenta e faz novas todas as coisas” (cf. Ap 21, 5). Especialistas afirmam que o vazio existencial do ser humano na sociedade contemporânea é acelerado pela pressão do consumismo, que valoriza e reconhece a pessoa pelo que ela tem, parece ter ou parece ser. Passa-se então a forjar uma aparência de sucesso, fama, beleza, magreza, não importando o custo. Isso está afetando profundamente as relações sociais e cotidianas da sociedade, famílias e comunidades. Por outro lado, percebemos uma sede de espiritualidade, revelando a falta que ela faz. As pessoas têm desejos profundos de viver em comunhão ou união com o divino. Por influência da mesma sociedade de consumo, notamos também uma variedade de ofertas e propostas de produtos da fé, nas diversas manifestações religiosas que florescem por toda parte. Nessa busca ávida pelo religioso, criam-se confusões: existem coisas úteis e coisas menos apropriadas.Na nossa busca, deveríamos sempre nos voltar para Cristo. Destacamos duas experiências na vida de Jesus, pilares que até hoje sustentam o cristianismo como caminho espiritual: uma experiência mística e outra política. A mística é a experiência de sentir-se Filho de Deus, enviado entre a humanidade como Salvador e Messias. Sendo Jesus da mesma humanidade que nós, porque é nosso irmão, essa consciência de ser Filho do Pai abre a possibilidade a cada um de nós de fazer a mesma experiência, sentindo-nos seus filhos e filhas queridos (cfr. 1Jo 3, 1). Como seria diferente a humanidade se todos soubessem e fossem respeitados como filhos e filhas de Deus, nas diferenças, nas raças e nas culturas! A segunda experiência de Jesus é de natureza político-religiosa. Em sua pregação, Ele anunciou que o Reino de Deus está próximo e, de fato, já se encontra em nosso meio (Mc 1, 15). O Reino é a presença ativa e transformadora de Deus no universo e em cada ser humano. Jesus revela um Deus cheio de compaixão e misericórdia, que ama e cuida, cura e restabelece a vida. Ele não se isola das pessoas, mas se aproxima de todos, especialmente dos rejeitados, até porque se não fizesse isso, a encarnação não teria sentido.

O mundo se desenvolveu de maneira extraordinária, e ao mesmo tempo não consegue nos tornar mais humanos. A sociedade como um todo está perdendo o essencial, a sua alma e os valores que dão sentido à existência. A espiritualidade existe justamente para recuperar a alma quando a perdemos, a partir de uma união profunda com Deus, viver a solidariedade, a justiça, a paz e a defesa da Criação integrados no seu conjunto com a mesma espiritualidade de Jesus. Resgatar o verdadeiro espírito do Natal na chegada do menino-Deus nos ajuda a assumir um estilo de vida segundo o Espírito de Cristo, e a contrapor a sociedade do espetáculo e do consumo.

Fonte: http://www.adital.org.br/site/noticia2.asp?lang=PT&cod=25575