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Áreas de Risco na Cidade de São Paulo

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Prefeitura analisa novo mapeamento de Áreas de Risco Geológico

O mapeamento das áreas de risco da capital já é usado como ferramenta de estudo de ações da administração pública, orientando a prioridade de ações, obras e elaboração de projetos nos locais classificados por grau de risco de escorregamento de encostas e solapamento de margens de córregos.

O mapeamento das áreas de risco da capital, contratado pela Prefeitura de São Paulo junto ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), já é usado como ferramenta de estudo de ações da administração pública, orientando a prioridade de ações, obras e elaboração de projetos nos locais classificados por grau de risco de escorregamento de encostas e solapamento de margens de córregos. Esse estudo está sendo analisado por todos os secretários envolvidos e será divulgado na próxima semana com a avaliação técnica de todas as pastas e suas respectivas responsabilidades.

O mapeamento, que também contemplou uma atualização do último estudo realizado em 2003, foi feito em todo o município de São Paulo, nas 31 subprefeituras. O estudo anterior compreendia 14 subprefeituras. Dados divulgados pela imprensa fazem parte dos resultados obtidos pelo estudo, como, por exemplo, o número de 407 áreas de risco em 26 subprefeituras. Essas áreas de risco estão divididas da seguinte forma: 176 áreas na região Sul da cidade, 107 na região Norte, 100 na Leste e 24 na zona Oeste. Segundo os próprios técnicos do IPT, este pode ser considerado o maior mapeamento realizado no Brasil em uma única cidade.

Atualmente, 27% das moradias instaladas em áreas de risco estão em setores considerados de risco Alto e Muito Alto, que representa cerca de 29 mil moradias, com aproximadamente 115 mil pessoas. Já nos setores de risco Médio e Baixo, está concentrada a maioria das moradias: 73%, que representam mais de 105 mil residências.

É importante ressaltar que a Prefeitura já vem desenvolvendo um programa de eliminação de áreas de risco. Em 2010, a Secretaria das Subprefeituras investiu R$ 29,6 milhões em ações para redução de risco geológico. Foram executadas 74 intervenções em toda a cidade, beneficiando 29 mil pessoas. Desde 2005, foram transferidas 59 mil pessoas de áreas de risco com obras de urbanização de favelas, Programa Mananciais e outras ações da Prefeitura. No mesmo período, mais de 400 obras foram realizadas para eliminação ou redução do risco nessas áreas.

No ano passado, também foram capacitados cerca de 90 funcionários para realizar o mapeamento, monitoramento e gerenciamento de risco. Para este ano de 2011, a Prefeitura pretende realizar 110 intervenções de pequeno e médio porte nos setores mais críticos. O objetivo é investir R$ 100 milhões, incluindo as obras do PAC-2. No total, a previsão é que sejam aplicados cerca de R$ 1 bilhão, considerando as intervenções de outras áreas que também contribuem para redução de riscos.

Entre as ações de planejamento estão também: a integração como os programas municipais de urbanização, regularização fundiária e operações urbanas, além de estruturação dos sistemas de monitoramento e alertas em áreas prioritárias.

Através dos dados e informações consolidados por este novo mapeamento, a Prefeitura subsidiará suas ações de prevenção, além de definir prioridades de obras. Inclusive, a Devesa Civil poderá indicar quais residências precisam ser verificadas ou monitoradas a cada situação de chuva.

fonte: http://www.prefeitura.sp.gov.br/portal/a_cidade/sala_de_imprensa/releases/index.php?p=42517

Áreas de risco

Região/Bairro Número de áreas de risco
Zona Norte
Perus

24

Freguesia do Ó

25

Vila Maria

2

Pirituba e Jaraguá

20

Santana

1

Jaçanã

14

Casa Verde

21

Zona Sul
Campo Limpo

32

Cidade Ademar

24

MBoiMirim

50

Capela do Socorro

42

Parelheiros

11

Ipiranga

4

Jabaquara

13

Zona Oeste
Butantã

21

Lapa/Jaguaré

3

Zona Leste
São Mateus

20

Vila Prudente

8

Penha

5

Aricanduva

6

São Miguel

7

Ermelino Matarazzo

6

Itaquera

12

Cidade Tiradentes

7

Itaim Paulista

12

Guaianases

17

13 de Junho – Aniversário de ADAMANTINA – SP

domingo, 30 de maio de 2010

Parabéns Adamantina!

” Jóia da Alta Paulista “
Aniversário – 13 de JUNHO ( 1949 )

SOBRE A CIDADE DE ADAMANTINA

Área da unidade territorial: 412 Km2
Latitude do distrito sede do município: -21,4107°
Longitude do distrito sede do município: -51,0421°
Altitude: 401 m

Prefeito 2009/12: José Francisco F. Micheloni – DEM 25

População de Adamantina
(*) Estimativa Populacional
IBGE-2009: 34.424 hab.

Fundo de Participação dos Municípios
FPM-2009: R$ 9.102.630,01

Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação
FUNDEB-2009: R$ 5.245.052,59

Estimativa Populacional IBGE-2008: 34.536 hab.
Fundo Part. Municípios FPM-2008:R$ 9.800.356,68
Participação FUNDEB-2008: R$ 4.211.818,51

BREVE HISTÓRIA DE ADAMANTINA

Segundo o critério adotado pela ferrovia, de se reiniciar em Adamantina a nova seqüência alfabética terminada em Zona da Mata (atual Lucélia), foi solicitado pelos dirigentes da empresa colonizadora que o nome da nova cidade começasse com a letra A. O Nome ADA, em homenagem a uma pessoa ligada a um desses dirigentes, teve como conseqüência Adamantina.

1937: Chegada dos primeiros pioneiros à região – funcionários da CAIC (Companhia Agrícola Imigração e Colonização).
1938: Conclusão da abertura do caminho entre Tupã e Adamantina.
1939: Início da venda de terras, em lotes.
1945: Primeira visita da diretoria da CAIC.
1946: Grande produção de café e cereais. Rápido povoamento.
1947: Numerosas edificações e construção de um cinema.
1948: Luta pela conquista do município, coroada em 24 de Dezembro com a sanção da Lei nº 233, que criava o Município de Adamantina.
1949: Primeira eleição municipal, com a efetiva instalação do município em 02 de Abril.
1950: Criação e instalação da paróquia de Santo Antônio; chegada da estradada de ferro; cemitério; matadouro; coletoria estadual; delegacia de polícia; posto de saúde; ampliação da rede elétrica; ginásio e escola normal; posto de puericultura; guias; sarjetas e passeios.

Fonte: PM ADAMANTINA

O Aniversário de Adamantina é comemorado no dia 13 de Junho, dia de Santo Antônio, padroeiro da cidade, cuja igreja é esta torre que aparece em primeiro plano na foto.

Fonte: Silvia Tiezzi – Cidadã Adamantinense

fonte:

http://www.nossosaopaulo.com.br/Reg_01/Reg01_Adamantina.htm

12 de Junho – Dia do Correio Aéreo Nacional

quinta-feira, 27 de maio de 2010
12 de Junho – Dia do Correio Aéreo Nacional


No dia 12 de junho é comemorado o dia do CAN-CORREIO AÉREO NACIONAL, que também já foi chamado de Correio Aéreo Militar e de Correio Aéreo Naval. O CAN entrou em operação  em 12 de junho de 1931, quando os tenentes do Exército, Casimiro Montenegro Filho e Nelson Freire Lavenère-Wanderley, da Aviação Militar, fizeram a primeira viagem, partindo do Rio de Janeiro com uma mala postal contendo duas cartas, em direção a São Paulo. Devido ao vento forte vento, a viagem levou mais do que as duas horas previstas. Já era noite quando chegaram. Sem conseguir localizar o campo de pouso, os militares foram aterrissar na pista do Jóquei Club da Mooca. De lá, pegaram um táxi até a Estação Central dos Correios, quando, finalmente, puderam entregar a mala postal.

A partir deste vôo pioneiro, outras linhas foram sendo criadas com novos roteiros: MatoGrosso, Ceará, Minas Gerais, Ceará…, até chegar à região amazônica em 1935. Em 1958, o CAN passou a operar os aviões-anfíbios Catalina, nas linhas para a Amazônia, aumentando enormemente a sua capacidade  de atendimento.  Hoje, esta instituição presta os mais relevantes serviços onde o progresso não chegou, levando víveres, medicamentos, atendimentos médico e odontológico, e até água potável. Paralelo à todos estes serviços essenciais, existe a Operação Misericórdia, acionada quando um índio ou militar estiver em risco de vida.

Atribui-se ao Brigadeiro Eduardo Gomes, o mérito pela superação de inúmeras dificuldades estruturais e econômicas do CAN. Como reconhecimento, em 6 de novembro de 1984, este oficial foi proclamado “Patrono da Força Aérea Brasileira”. Já o  Tenente-Brigadeiro Nelson Freire Lavenère-Wanderley, que estava no primeiro vôo, foi proclamado “Patrono do Correio Aéreo Nacional”, em 12 de junho de 1986.

fonte: http://lproweb.procempa.com.br

Imigração Alemã no Brasil

sábado, 22 de maio de 2010

Razões da Emigração na Alemanha

Quando se fala em imigração alemã há 170 anos, é bom pensar como eram as coisas naquele tempo, na Alemanha, no Brasil, no Rio Grande do Sul.

O Brasil tinha meia dúzia de centros notórios, como Rio de Janeiro, a capital do recém criado Império Brasileiro; Salvador, antiga capital; Recife, São Paulo e núcleos mais provincianos como Porto Alegre. O Brasil era movido pelos escravos. De seu suor, sangue e lágrimas vivia a jovem nação. Açúcar, gado, cacau, pedras preciosas, tudo nascia de suas mãos. E como eles fossem em maior número do que os homens livres, é provável que esse fato levasse o Governo a pensar em imigrantes de outra categoria. O Rio Grande de São Pedro tinha Porto Alegre como capital. Ainda marcavam presença Viamão, Rio Pardo, Pelotas e Rio Grande, para citar apenas alguns núcleos. O gado constituía a grande riqueza, indelevelmente ligada à História do extremo sul. Aqui também o braço servil era uma realidade.

“O começo na mata virgem.” – Imagem pertencente ao Museu Histórico Visconde de São Leopoldo
Falar na Alemanha da época requer registrar que ela não existia como unidade nacional. Havia reinados, principados, ducados, independentes entre si. O que identificava a todos, e daí falarmos em Alemanha, era a língua. Na Idade Média, predominava os dialetos. Ainda hoje a Alemanha é rica em dialetos. Com Lutero ao traduzir a Bíblia para que os alemães pudessem lê-la, criou-se a língua alemã ou simplesmente, o alemão. Ao uniformizar o idioma, havia um elo comum entre todos os departamentos políticos vindos da Idade Média. Logo, ao falarmos em imigrantes da Alemanha, antes de 1871, ano da unificação formalizada por Bismark, referimo-nos às pessoas de fala alemã. Os passaportes da época registram a origem das pessoas como sendo da Prússia, de Schleswig-Holstein, Renânia, Hesse ou Pomerânia. Como todas falassem a mesma língua, a História só registra “alemães”. Mas isso não tira o mérito da imigração entre nós.

Agora podemos perguntar – o que leva uma pessoa a deixar seu lugar de nascimento?

Ora, com nossos imigrantes alemães houve, como em qualquer ser humano, o desejo natural de progredir, a visualização de novos horizontes em razão de situações existentes em sua terra natal.

Na família alemã vamos encontrar o “Erbrecht” (morgadio), direto hereditário do filho mais velho. Como não houvesse mão-de-obra à disposição, eram comuns famílias com oito, dez ou mais filhos. A propaganda brasileira então feita na Alemanha deve ter produzido os efeitos desejados, já que muitos viam a grande oportunidade de terem suas terras próprias. E muita terra! Enfim, sessenta ou setenta hectares era muita terra. Não seria hora da realização da utopia de cada um? Outrossim, é preciso considerar que, ao tempo do início da imigração, a Alemanha saíra das Guerras Napoleônicas, que causaram uma devastação fácil de imaginar: lavouras destruidas seguidamente, moradias em chamas, mortes, dizimação da juventude masculina, a soldadesca deixando seus restros junto ao elemento feminino… Quanto aos renanos, o maior número de imigrantes, suas terras sempre foram palco de lutas travadas ao longo do rio Reno, fato que pode explicar sua inquietação. Mais. A emigração começou em 1824, setenta anos depois da invenção da máquina a vapor, na Inglaterra, cujos efeitos técnicos começavam a fazer sentir na Europa continental. A máquina dispensa mão-de-obra e a previsão de desemprego para tanta gente deve ter exercido sua influência sobre a emigração. Depois veremos que os artesãos, começando a perder suas oportunidades na Alemanha, foram aqui muito importantes, porque lançaram as bases da industrialização. Além desses fatores gerais, em cada região de onde provieram imigrantes, com destaque para a Renânia, Vestfália e Pomerânia, havia fatores locais a influir na saída de seus filhos.

Razões da imigração no Brasil

Por que alemães vieram ao Brasil?

Quem sabia na Renânia que o Brasil existia?

Onde ficava esse Brasil?

Nos meios políticos e governamentais certamente o Brasil era conhecido porque a filha de Francisco II, último Imperador do Sacro Império Romano de Nação Alemã, ao mesmo tempo, Francisco I, primeiro Imperador da Áustria, da Casa dos Habsburgos, era casada com o jovem Imperador Pedro I, da Casa de Bragança. O nome dessa mulher ressoou e ainda ressoa no Brasil, mormente no sul, em virtude da imigração alemã. A arquiduquesa Leopoldina Carolina Josefa contraiu matrimonio com D. Pedro, apenas príncipe, no dia 13 de maio de 1817, por procuração, em Viena. Pelas descrições, Leopoldina não era um “monumento” de beleza, mas seria simpática, cabelos louros, olhos azuis, atenciosa, inteligente, cativante. Ela conquistou os brasileiros, que a consideravam uma “mãe”, como registram os livros. E quanto mais os brasileiros ficaram conhecendo seu Imperador, com todos seus pecados, tanto mais Leopoldina subia no conceito deles. É fácil imaginar que o fato de uma princesa germânica ser a Imperatriz do Brasil tenha dado ênfase à imigração. Leopoldina sabia que sua antepassada, Imperatriz Maria Teresa, havia colonizado terras ao longo do Danúbio, para impedir o avanço dos turcos em direção ao centro da Europa, com ameaça ao território austríaco. O Brasil vivia uma situação parecida no sul. Ali constantemente havia invasões e atividades bélicas para manter as fronteiras brasileiras. A colonização mais intensa daquele pedaço de terra poderia ajudar a manter o equilíbrio geopolítico. Na verdade, os açorianos, então “donos” do Rio Grande, eram, também, os “eternos vigilantes”. Afirmava-se que dormiam com um olho só; o outro estava sempre aberto para ver o inimigo chegar.
Colonizar o sul. Mas onde buscar os colonizadores?

É claro que não viriam portugueses, de quem o Brasil acabara de se emancipar. Espanhóis, nem pensar, porque eram os inimigos naquela região. Franceses também não, porque um dia haviam invadido o Rio de Janeiro, fundando a “França Antártica”. Ingleses também não, porque igualmente haviam tentado instalar-se no Brasil. Holandeses fora de cogitação, pois estiveram 24 anos no Nordeste. Alemães. Leopoldina era alemã. A Prússia, que depois integraria a Alemanha, tinha um exército reconhecido e admirado por D. Pedro I, cujas tendências militaristas era conhecidas. O Brasil precisava de soldados, já que os portugueses, com a Independência, haviam voltado para Portugal. Quem defenderia o Brasil? D. Pedro I interessou-se por mercenários alemães e provavelmente, para não ser notado esse “movimento militarista”, passou a contratar também colonos que ocupariam as terras sulinas.

Para proceder adequadamente, foi enviado à Alemanha Jorge Antônio von Schäffer, preposto do Império. A missão de Schäffer, embora exitosa, teve muitos percalços. A Europa estava impedindo que soldados saíssem como mercenários. Quem desejasse emigrar, deveria renunciar à nacionalidade e apresentar provas de que o país destinatário lhe daria nova nacionalidade. Os países europeus queriam prevenir-se contra futuras responsabilidades.

O governo brasileiro oferecia: passagem paga; concessão de cidadania; concessão de lotes de terra livres e desimpedidos; suprimento com primeiras necessidades; materiais de trabalho e animais; isenção de impostos por alguns anos; liberdade de culto.

No Brasil há uma expressão popular que diz: “Quando a esmola é demais o pobre desconfia”. É muito possível que alguém considerasse a oferta grande demais. Isso iria confirmar-se mais tarde, porque chegar ao Rio Grande, mais especificamente a São Leopoldo, e receber um lote de terras a 30 ou 40 quilômetros distantes da sede, sem estradas, sem escolas, na mata virgem, deve ter provocado muitas lágrimas. Com relação à liberdade de culto oferecida – o Governo deveria prever que entre os imigrantes havia luteranos – era inconstitucional, porque pela Constituição Imperial de 1824 a religião católica era oficial. Outros credos poderiam ser praticados, em caráter particular, em casas, sem aparência exterior de templo.

A primeira leva de imigrantes

Os imigrantes contratados por conta do Governo brasileiro por Jorge Antônio von Schäffer na Alemanha e componentes da primeira leva, depois de passarem pelo Rio de Janeiro, chegaram a Porto Alegre em 18 de julho de 1824. Seguindo instruções recebidas, o Presidente da Província, José Feliciano Fernandes Pinheiro, encaminhou os imigrantes para a Feitoria desativada à margem esquerda do Sinos.

É fácil imaginar a viagem Sinos acima. Uma vegetação luxuriante, com árvores enormes e flores em profusão; muitos animais povoando as margens: jacarés, capivaras, ratões do banhado, fuinhas e, sem dúvida, alguma cobra deitada preguiçosamente sobre um tronco caído na água. No céu bandos de aves a fazerem seu balê ao vivo e em cores; garças, biguás, um mundo de pássaros coloridos. Numa palavra: um encanto! Um mundo novo à espera de quem fizera uma viagem de 12.000 quilômetros em busca de uma nova pátria. Do rio, carretas de boi levaram os imigrantes até a Feitoria. era o dia 25 de julho de 1824, um domingo, data da fundação do primeiro núcleo de colonização alemã no sul do Brasil, que viria a transformar-se na cidade de origem alemã no Estado, a data é festejada em todos os quadrantes.

A primeira leva de imigrantes era formada pelas seguintes pessoas, nun total de 39: Miguel Krämer e esposa Margarida, católicos. João Frederico Höpper, esposa Anna Margarida, filhos Anna Maria, Christóvão, João Ludovico, evangélicos. Paulo Hammel, esposa Maria Teresa, filhos Carlos e Antônio, católicos. João Henrique Otto Pfingst (en ?), esposa Catarina, filhos Carolina, Dorothea, Frederico, Catarina, Maria, evangélicos. João Christiano Rust (Bust?), esposa Joana Margarida, filha Joana e Luiza, evangélicos. Henrique Timm, esposa Margarida Ana, filhos João Henrique, Ana catarina, Catarina Margarida, Jorge e Jacob, evangélicos. Augusto Timm, esposa Catarina, filhos Christóvão e João, evangélicos. Gaspar Henrique Bentzen, cuja esposa morreu na viagem; um parente, Frederico Gross; o filho João Henrique, evangélicos. João Henrique Jaacks, esposa Catarina, filhos João Henrique e João Joaquim, evangélicos.

Essas 39 pessoas, 6 católicas e 33 envagélicas, são as fundadoras de São Leopoldo, nome e lugar então inexistentes, porque tudo se resumia à Feitoria do Linho-Cânhamo.

É fácil imaginar o quadro na Feitoria com a chegada dos alemães.

Um lugar nunca imaginado, gente de língua desconhecida e costumes estranhos. E por que tudo tinha um ar de abandono? Se a isso juntar-se um dia de inverno no Vale do Sinos com frio, cerração e umidade, a chegada deve ter causado impacto. Mas aquele dia ajudou a fazer um novo Rio Grande, razão para dividir-se sua História em “antes” e “depois” de 1824.

Na parte econômica, podemos referir que a produção agrícola em poucos anos floresceu, a ponto de a colônia abastecer a capital, Porto Alegre. Mais: ao lado do trabalho agrícola, os alemães também eram Handwerker, isto é, artesãos. Trabalhavam a madeira, o ferro, o couro, as fibras. Desse artesanato, na Alemanha, provieram muitos nomes próprios. Assim, Schmidt é ferreiro; Schuster, sapateiro; também Schuhmacher, sapateiro; Weber, tecelão; Zimmermann, carpinteiro; Schreiner, marceneiro; Schneider, alfaiate; Wagner, construtor de carroças; Müller, moleiro. Com seu trabalho, os artesãos formaram as bases da industrialização no Rio Grande. Não é para menos que o Vale do Sinos transformou-se numa extraordinária concentração industrial. Muitas grandes fábricas espalhadas pelas cidades de origem alemã começaram com um verdadeiro artesanato, em pequenas casinhas de porta e janela, onde tudo era feito à mão.

Na parte cultural merecem citação muito especial as escolas. Não as encontrando aqui, os colonos as criaram para ensinar as crianças a ler, escrever e fazer contas. Assim surgiram as escolas de comunidade, em alemão Gemeindeschule. Não havia picada, lá no fundo do mato, onde não funcionasse uma escolinha. As crianças vinham de longe, até de um raio de 4 ou mais quilômetros. Algumas vinham a cavalo. O material de aula era simples: a lousa, em alemão Tafel; o lápis de pedra, em alemão Griffel, e mais tarde a cartilha, em alemão Lesebuch. Aumentadas em número a cada ano e espalhadas com as novas levas de imigrantes em novos espaços, essas escolas garantiram a luz das letras a milhares e milhares de pessoas. Por volta de 1938 eram mais de mil escolas coloniais. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registra o menor número de analfabetos na “colônia alemã”.


Fotografia tirada no “Atelier de Photographia de Barbeitos & Irmão” – Porto Alegre
Ainda na parte cultural, podemos dizer que os alemães têm um caráter muito associativo, isto é, gostam ou até precisam viver em grupos. O clima frio deve ter sua influência sobre tal comportamento. Já nos climas quentes as pessoas andam soltas, fora de casa, sem o aconchego da lareira. A intensa vida em família e os encontros nos locais de lazer, nos clubes, fez surgir grupos de música, de teatro, de canto. Assim o canto coral, tão intenso em nosso Estado, a ponto de haver uma Federação de Coros, é uma das grandes heranças alemãs. Não há vila de origem alemã onde não se cante em grupos masculinos, femininos ou mistos. No mínino, nas comunidades religiosas há um pequeno coro que abrilhanta os cultos, acompanha enterros ou alegra as festas de igreja.

Fonte: 1824 ANTES E DEPOIS – O Rio Grande do Sul e a imigração alemã
Texto: Telmo Lauro Müller

fonte: http://www.colono.com.br/asp/entrada_historia.asp

9 de Maio, Dia das Mães

segunda-feira, 26 de abril de 2010

A mais antiga celebração do Dia das Mães tem origem mitológica. Na Antiga Grécia, a entrada da primavera era festejada em honra a Rhea, esposa de Cronus e mãe de Zeus , considerada a Mãe dos Deuses.

Bem mais tarde, no início do século XVII, a Inglaterra começou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães das operárias inglesas. Este dia ficou conhecido como o Mothering Sunday (Domingo das Mães). Nesse dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as mães e levavam o mothering cake, um bolo, de presente para elas.

Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada, em 1872, por Júlia Ward Howe, autora da letra do hino do país. Seria, na concepção dela, um dia dedicado à paz. Mas foi outra americana, Ana Jarvis, da Filadelfia, que em 1907 iniciou a campanha para instituir o Dia das Mães. Ana perdeu sua mãe e entrou em grande depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a idéia de perpetuar a memória de sua mãe com uma festa. Ana quis que a homenagem fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas. Em pouco tempo a comemoração se alastrou por todo o país e, em 1914, sua data foi oficializada pelo presidente Woodrow Wilson: dia 9 de maio, o segundo domingo de maio.

O Brasil teve sua primeira comemoração promovida pela ACM (Associação Cristã de Moços), em Porto Alegre, em 12 de maio de 1918. A data passou a ser celebrada no segundo domingo de maio, conforme decreto assinado, em 1932, pelo presidente Getúlio Vargas. Em 1949, vários proprietários de lojas de São Paulo, lançaram uma grande campanha publicitária incentivando a compra de presentes para as mães e o hábito de presentear as mães ganhou impulso.

Fonte: Duarte, Marcelo – O Guia dos Curiosos. Cia da Letras, S.P., 1995.

Para Todas as Mães!

Do teu ventre sai o fruto do teu amor
Amor que protege e alimenta este ser
Mãe, porque te atiras no rio sem saber nadar
Para salvar seu filho?

Por que te angustias ao ver seu filho chorar?
Ao cair seu filho se apóia e ergue-se
Com o auxílio da tua mão.
Mão que acaricia e ensina os caminhos da vida.

Se tu repreendes seu filho é para que ele seja
Um homem melhor a cada dia
Com um futuro promissor
E retribuindo-te com amor e alegria.

(Poesia enviada por Daniel Miranda e  Francine Moura)

Fonte:  http://lproweb.procempa.com.br

Nesta data, envia para sua Mãe uma homenagem em forma de Telemensagem.

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www.leetelemensagem.com.br