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Filhos da Lua

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Vejam esta reportagem esclarecedora da Radioagência NP

Pesquisas realizadas nos Estados Unidos e na Europa apontam que uma em cada 17 mil pessoas nasce com albinismo. O problema se caracteriza por uma falha genética na produção de melanina, que provoca a ausência de pigmentação na pele. Há ainda, o albinismo ocular, que prejudica a visão e deixa os olhos sensíveis à radiação solar.

Devido à falta de proteção natural contra os efeitos do sol, os albinos costumam sair para as ruas no período noturno. Por conta desse hábito, são conhecidos como “Filhos da Lua”. Em entrevista à Radioagência NP, o professor universitário Roberto Biscaro, portador de albinismo, revela como superou o preconceito.

Editor do blog Albino Incoerente, que utiliza as ferramentas da internet para combater o preconceito, o professor fala da ausência de políticas públicas voltadas para o combate ao câncer de pele. Faz ainda relatos da violência na Tanzânia, onde há uma crença de que o consumo da carne de albinos atrai sorte e riqueza.

Radioagência NP: Roberto, você é professor universitário, com doutorado pela Universidade de São Paulo. Como encontrou motivação para estudar?

Roberto Biscaro: Eu teria de sair de qualquer forma. Para comprar pão ou para ir ao supermercado. As pessoas iriam me insultar de qualquer forma. Foi aí que decidi sair para fazer outras coisas. Enfim, eu acredito que um dos fatores dessa superação foi o fato de eu ter me tocado de que não adiantava ficar quietinho aqui em casa chorando.

RNP: É mais difícil enfrentar o preconceito durante a infância?

RB: Eu, particularmente, passei por esse processo. Como a gente não tem pigmentação, recebemos apelidos como “Gasparzinho”, “vovô”. Ouvir isso quando você é criança e adolescente, tem efeitos devastadores. É uma época em que a gente está desenvolvendo a auto-estima e aprendendo a se relacionar com o mundo. É especialmente complicado.

RNP: Fora do Brasil os albinos também são tratados com preconceito ou violência?

RB: Em certas partes da Tanzânia e do Burundi, na África, existe uma superstição. Se as pessoas usarem parte do corpo de albinos para fazer porção mágica, elas terão dinheiro e sucesso. Então, os albinos tem sido sistematicamente mortos. São histórias escabrosas de decepação de partes do corpo e de crianças que são mortas diante da família.

RNP: As organizações de defesa dos direitos humanos já se mobilizaram para tentar conter isso?

RB: A ONU e a Comunidade Europeia já foram alertadas. Já existem ativistas lá para tentar amenizar a situação, mas o problema principal é econômico. Como as pessoas não tem dinheiro e, por outro lado, há quem possui para comprar partes do corpo de albinos por milhares de dólares, acaba criando um comércio.

RNP: Quais os cuidados mais comuns em relação à saúde dos albinos?

RB: A gente precisa usar protetor solar todos os dias, mesmo quando não saímos de casa. É preciso reaplicar a cada três horas. O fator de proteção do filtro solar deve ser de 30 para cima. Imagine o preço que fica isso? Quando a gente consegue encontrar em oferta, varia em torno de R$ 30.

RNP: Como as pessoas de baixa renda fazem para ter acesso a esses produtos?

RB: A resposta é simples. Cruel, mas simples: elas desenvolvem câncer de pele. Isso é um dado alarmante. Acaba saindo bem mais caro para os cofres públicos por uma questão lógica. Se a pessoa não usou protetor solar porque não tem dinheiro para comprar, quando desenvolve o câncer de pele, ela vai procurar atendimento público. Não é apenas a dor e o desconforto do tratamento, mas também o custo que isso representa para os cofres públicos. O ideal seria se estado bancasse a distribuição de protetor solar.

RNP: Existe algum projeto de política pública voltada para os albinos, no sentido da prevenção de câncer de pele?

RB: Em agosto de 2009 entrou em tramitação na Assembleia Legislativa um projeto do deputado Carlos Gianazzi (PSOL), que prevê a distribuição de protetor solar e óculos aos albinos residentes no estado de São Paulo. Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso também têm projetos semelhantes.

RNP: No Brasil existem movimentos organizados formados por albinos?

RB: Até agora, o único estado do Brasil onde os albinos estão organizados é na Bahia. Isso há uns dez anos. Em virtude dessa organização, já desfrutam de protetor solar gratuito, desde 2006, e outros benefícios.

Para obter mais informações sobre o albinismo, acesse o site www.albinoincoerente.blogspot.com

De São Paulo, da Radioagência NP, Jorge Américo.

18/06/10

http://www.radioagencianp.com.br/8796-filhos-da-lua-fogem-do-sol-e-do-preconceito

Cuidados com o Calor e o Sol

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Enfrente as altas temperaturas com muita água, refeições ligeiras e frequente lugares frescos.

Muita água
Quando transpiramos, perdemos muitos líquidos. Para não sofrer de desidratação, beba mais água, mesmo sem sede. Esta é, muitas vezes, inferior às necessidades hídricas do organismo. A água é a bebida por excelência, mas pode optar por sumos naturais, ricos em sais minerais, que perdemos com a transpiração. Para repor os níveis de sais minerais, pode acrescentar à água um pouco de sal ou açúcar ou recorrer às chamadas bebidas para desportistas, se não for diabético ou hipertenso.

Refeições ligeiras
Opte por refeições ligeiras e repartidas, ricas em fruta e legumes crus. As refeições muito pesadas demoram mais a digerir e exigem uma maior quantidade de sucos gástricos, subtraindo água ao organismo.

Locais frescos
Nas horas mais quentes do dia, mantenha a casa na penumbra. Feche estores ou reposteiros e use ventoinhas com a cabeça rotativa, para maior circulação de ar. Se tiver ar condicionado em casa, regule-o numa temperatura confortável, não demasiado fresca, para evitar grandes diferenças de temperatura. Refresque-se com água fria, molhando os pulsos, as têmporas e a nuca. Evite fazer cozinhados que precisem de estar muito tempo ao lume, no forno ou fogão. Se a sua casa for muito quente, procure refugiar-se em locais com ar condicionado nas horas mais quentes, como museus, centros comerciais e cinemas. Evite esforços físicos.

Evite a exposição solar
Nas horas de maior calor, não se exponha ao Sol. Se não puder evitar, use chapéu, óculos de sol e protector solar. Opte por roupas leves e largas.

Golpe de calor
A exposição excessiva ao Sol pode provocar uma subida repentina da temperatura corporal, ou golpe de calor, situação por vezes perigosa. Sinais de alarme: pele vermelha, quente e seca, pulso rápido e forte, dor de cabeça, tonturas, náuseas, confusão e perda de consciência.

Esgotamento devido ao calor
A perda excessiva de líquidos e de sais minerais pode levar à desidratação, especialmente grave nos idosos e nos hipertensos. Sinais de alarme: transpiração excessiva, palidez, cãibras, cansaço e fraqueza, dor de cabeça, náuseas e vómitos, pulso rápido, respiração rápida e superficial, desmaio.

Medidas de emergência
Perante os sinais de alarme, e se a situação não for grave, algumas medidas simples são suficientes para o restabelecimento. Procure um local fresco, descanse e tente baixar a temperatura corporal: beba água e aplique panos molhados localmente.

Ligue para o 112, perante situações mais graves ou se a vítima for vulnerável aos efeitos do calor (idosos, crianças pequenas, pessoas acamadas, com insuficiência cardíaca ou respiratória, diabetes, hipertensão ou com outras doenças crónicas). Enquanto espera pela ajuda médica, tente arrefecer o corpo. Se a pessoa tiver cãibras, dê-lhe sumos naturais ou bebidas com minerais (bebidas para desportistas). Caso a vítima tenha contracções corporais involuntárias, não se deve dar líquidos. Coloque algo na boca que a impeça de se morder.

http://www.deco.proteste.pt

16 de Setembro – Dia Internacional da Preservação da Camada de Ozônio

domingo, 12 de setembro de 2010

Em 16 de setembro de 1987, 46 países assinaram um documento chamado “Protocolo de Montreal” no qual se comprometiam a parar de fabricar o gás Clorofluorcarbono (CFC) , apontado como o maior responsável pela destruição da camada de ozônio na estratosfera.

Para comemorar o feito, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou a data como Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio.

Mesmo com a queda do consumo de CFC em 76% no mundo todo, observada entre os anos de 1988 e 1995, o gás é comercializado no mercado negro, movimentando entre 20 e 30 mil toneladas por ano.

O gás clorofluorcarbono (CFC), conhecido desde 1928, é tido como o principal vilão do aumento gradativo do buraco na camada de ozônio. Ao ser liberado em excesso, ele “fura” o escudo protetor – que é a camada – e deixa os raios ultravioleta do sol alcançarem a superfície da terra. Uma única molécula de CFC pode destruir até cem mil moléculas de ozônio.

Amplamente utilizado na indústria, esse gás é encontrado, principalmente, nos aparelhos de ar condicionado, chips de computadores, embalagens plásticas, espumas plásticas, inseticidas, geladeiras e líquidos em forma de sprays.

As primeiras pesquisas sobre o impacto do CFC na camada de ozônio foram feitas por dois químicos, ganhadores do prêmio Nobel de Química de 1995, Frank Rowland e Mario Molina.

Desde 1974, eles observavam a ação do gás na estratosfera, confirmando que o mesmo reduzia progressivamente a espessura da camada. Em 1984, observaram ainda um desgaste considerável em determinada região da Antártida.

    • Podemos fazer a nossa parte no que diz respeito à proteção da camada de ozônio e também à nossa própria proteção.

      Uma contribuição importante (quando possível, claro) é a troca dos eletrodomésticos antigos pelo mais modernos, que já possuem meios de economizar energia, emitindo, assim, menos gases para a estratosfera, onde se encontra a camada de ozônio.

      Nos produtos brasileiros, quando se lê a palavra clean gravada neles, significa que não contêm clorofluorcarbono (CFC).

      Também ao usar a lavadora de roupas, com dispositivo para água quente, fria ou morna, podemos dar preferência à temperatura de água menos quente ou mesmo fria. Podemos ainda evitar as temperaturas máximas dos aparelhos de ar refrigerado ou dos aquecedores, fechando bem as janelas ao utilizá-los.

      Caminhar, andar de bicicleta, utilizar transporte de massa, reutilizar, reciclar, plantar árvores para ter mais sombra, pintar as casas de cores claras nos países quentes e de cores escuras nos países frios são atitudes simples que qualquer pessoa pode ter e que, em larga escala, economizam energia e, conseqüentemente, evitam as emissões de todos os tipos de gases na atmosfera.

      Usar protetor solar (fator 15), sempre que estiver exposto ao sol, é outra grande dica. Não só quando for à praia, mas em qualquer situação de exposição à luz solar. Bom lembrar que o uso de óculos escuros é fundamental e que os melhores horários de praia são: até às dez da manhã e depois das quatro da tarde.

      fonte: http://www.ibge.gov.br