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Controlar não permite acompanhamento

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Denúncia

Este é cercadinho que o proprietário tem que ficar esperando estranhos mexer no seu carro.

A empresa Controlar, contratada pela Prefeitura do Município de São Paulo destinada a avaliar o índice de poluição nos veículos cadastrados dentro da capital, exerce um comportamento diferente em cada unidade conforme depoimentos de vítimas deste sistema imposto sem consulta popular.

Aliás para taxas e tributos, quando é que a população é consultada?

Venho aqui reclamar de uma atitude que não concordo em hipótese alguma.

A Fila com hora marcada

Quando se aguarda a sua vez, numa fila com hora marcada, um funcionário leva o seu carro até a plataforma de avaliação.

Começa aí o erro! Quem deveria conduzir o veículo deveria ser o proprietário ou o condutor do mesmo.

Após posto lá na área de inspeção você é convidado a aguardar a uma certa distância.

Daí então começa um absurdo ainda maior.

O avaliador visual pede para acelerar o veículo, parado a uma rotação muitas vezes acima do recomendado para um motor que está sem tração. Já irrita ver seu carro na mão de um estranho acelerando como se fosse um KART de brinquedo.

Lá atrás do carro fica um sujeito especialista visual, acho que um elemento treinado com olhos precisos e com algum chip instalado que avalia o índice de fumaça e a quantidade de água que sai pelo escapamento.

Após a precisa e indiscutível avaliação por este fiscal da fumaça, aprova ou não, a seu critério.

Se ele disser que está com fumaça visível, você pergunta quanto acima do tolerável e qual o critério técnico e científico aplicado, uma vez que não há instrumento de avaliação aprovado pelo INMETRO, que deve sim colocar um selo de inspeção na testa do avaliador. Não tem conversa, ele reprova e você fica sem parâmetro ou informação necessária.

Alem disso temos que ouvir opiniões destes especialistas: Seu motor está fumando, leva pro mecânico de sua confiança.

Se aprovado, vem um outro especialista em imagens pelo olhar de águia sem selo do INMETRO, parece cão farejador procurando drogas embaixo de seu carro. E você fica ali no cercadinho como se estivesse sofrendo uma intervenção policial ou aguardando ansiosamente se vai ou não ser detido para averiguação mais criteriosa.

Ufa! não encontraram nada, agora um outro sujeito com os pés calibrados e especializado em acelerar acima da rotação desejada, que fica olhando para o painel e todo o interior do carro para ver o que tem lá dentro além das coisas corriqueiras, começa o ritual do pega defeitos.

Enquanto tudo isso acontece, eles agem como se fossem peritos policiais e como se o carro fosse do pai deles, aquele que vão para as baladas se aparecer com o patrimônio alheio. E você ainda no cercadinho, vendo estranhos mexerem no seu carro.

Considero um absurdo, este procedimento deveria ser acompanhado pelo proprietário do veículo.

Não concordo e nem acho respeitoso o proprietário ficar no cercadinho enquanto estranhos mechem em sua propriedade.  Afinal, pagamos para sermos insultados e desrespeitados, e ainda ficamos sujeitos a critério dos olhos de pessoas desconhecidas e um sistema que não oferece confiança ao contribuinte, uma vez que tudo é feito sem que você possa acompanhar o procedimento de perto.

Deveríamos todos exigir que permitam nosso acompanhamento.

Luiz Sergio