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Aniversário de Maceió – 5 a 9 de Dezembro

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

História

O povoado que deu origem a Maceió surgiu num engenho de açúcar. Antes de sua fundação, em 1609, morava em Pajuçara Manoel Antônio Duro que havia recebido uma sesmaria de Diogo Soares, alcaide-mor de Santa Maria Madalena. O povoado que deu origem a Maceió surgiu num engenho de açúcar. Antes de sua fundação, em 1609, morava em Pajuçara Manoel Antônio Duro que havia recebido uma sesmaria de Diogo Soares, alcaide-mor de Santa Maria Madalena.
As terras foram transferidas depois para outros donos e em 1673 o rei de Portugal determinou ao Visconde de Barbacena a construção de um forte no porto de Jaraguá para evitar o comércio ilegal do pau-brasil.

História

O nome Maceió tem denominação tupi “Maçayó″ ou “Maçaio-k” que significa “o que tapa o alagadiço”. O povoado tinha uma capelinha em homenagem a Nossa Senhora dos Prazeres construída onde hoje está a igreja matriz, na Praça Dom Pedro II. O desenvolvimento do povoado foi impulsionado pelo porto de Jaraguá sendo desmembrado da Vila das Alagoas em 05 de dezembro de 1815, quando D. João VI assinou o alvará régio.
Com a emancipação política de Alagoas, em 1817, o governador da nova Capitania, Sebastião de Mélo e Póvoas iniciou o processo de transferência da capital para Maceió, um processo tumultuado que encontrou resistência de homens públicos e da câmara Municipal. Uma expedição militar de Pernambuco e da Bahia chegaram a Maceió para garantir a ordem e no dia 16 de dezembro de 1839 foi instalada a sede do governo em Maceió. A partir daí Maceió consolidou seu desenvolvimento administrativo e político. Teve início uma nova fase no comércio e começou a industrialização.

As principais atrações da cidade são suas praias, destacando a piscina natural da Pajuçara, a lagoa de Mundaú, os mirantes e os núcleos artesanais, onde se destaca o bairro do Pontal da Barra. Além das festas tradicionais, a cidade comemora a festa de sua padroeira, Nossa Senhora dos Prazeres (27 de agosto), o aniversário de Maceió (5 a 9 de dezembro) e o Maceió Fest (carnaval fora de época que acontece no mês de dezembro).

fonte: http://www.smf.maceio.al.gov.br

Fotos Antigas de Maceió


AV. DA PAZ - EM SUAS PRIMEIRAS DÉCADAS
AV. DA PAZ - EM SUAS PRIMEIRAS DÉCADAS

AV. DA PAZ - DÉCADA DE 20/30
AV. DA PAZ – DÉCADA DE 20/30

CASARÃO DA PONTA VERDE - DÉCADA DE 40
CASARÃO DA PONTA VERDE – DÉCADA DE 40

PRAÇA WANDERLEY DE MENDONÇA - SÉCULO XVIII
PRAÇA WANDERLEY DE MENDONÇA – SÉCULO XVIII

PRAÇA DA FACULDADE - DÉCADA DE 40
PRAÇA DA FACULDADE – DÉCADA DE 40

ESTÁTUA DE D. PEDRO II - NA PRAÇA D. PEDRO II
ESTÁTUA DE D. PEDRO II – NA PRAÇA D. PEDRO II

FAROL - NÃO MAIS EXISTE
FAROL – NÃO EXISTE MAIS

PRAIA DE SETE COQUEIROS - DÉCADA DE 60
PRAIA DE SETE COQUEIROS – DÉCADA DE 60

PONTAL DA BARRA - DÉCADA DE 40
PONTAL DA BARRA – DÉCADA DE 40

ESTÁTUA DA LIBERDADE - PRAÇA GETÚLIO VARGAS
ESTÁTUA DA LIBERDADE – PRAÇA

GETÚLIO VARGAS

Dia 5 de agosto – Aniversário da Cidade de João Pessoa (PB)

domingo, 1 de agosto de 2010

A Cidade de João Pessoa, foi fundada em 5 de Agosto de 1585 com o nome de Nossa Senhora das Neves.

Um pouco da história da 3ª mais antiga cidade do Brasil

A CONQUISTA DO TERRITÓRIO

À época do descobrimento do Brasil a Coroa Portuguesa mantinha um grande e rentável comércio de especiarias com as Índias. Esse comércio desmotivou Portugal a explorar economicamente as riquezas brasileiras até a metade do século XVI, porquanto aqui não encontraram, de início, nem o ouro nem a prata tão valiosos no mercado europeu. Nesse período, piratas franceses frequentavam o nordeste brasileiro e se davam muito bem com os nativos: traziam quinquilharias e levavam o pau-brasil de cuja casca extraiam um pigmento vermelho muito utilizado para colorir tecidos em toda a Europa.

No início de 1574 a jovem filha de Iniguaçu, chefe potiguara, foi aprisionada pelo proprietário do engenho Tracunhaém na capitania de Itamaracá, hoje pertencente ao município de Goiana, em Pernambuco. Os potiguaras, por vingança e insuflados pelos franceses, atacaram e incendiaram o engenho, matando todos os moradores, ato que ficou conhecido como “a chacina de Tracunhaém”. O incidente urgiu Portugal para a necessidade de maior controle da região, visando extinguir a presença de franceses no nosso litoral e evitar, no futuro,qualquer possibilidade de ataque indígena à Vila de Olinda e engenhos da região. Em resumo, tornou-se urgente garantir o monopólio do açúcar e o poder econômico da Capitania de Pernambuco, principal centro produtivo da colônia, como também iniciar o avanço sobre as terras ao norte.

Assim, no mesmo ano de 1574, o jovem Rei D. Sebastião resolveu desmembrar a Capitania de Itamaracá criando a Capitania Real da Paraíba a partir de Igarassu, no sentido norte, até a Baía da Traição. Ocorre que grande parte dessa área era habitada pelos índios potiguaras, povo de índole guerreira, e isso foi um complicador que atrasou em 11 anos a conquista do território. Somente após 5 expedições, e com o apoio dos índios tabajaras, os portugueses conseguiram derrotar os potiguaras, expulsar os franceses e fundar a Cidade Real de Nossa Senhora das Neves[1] no dia 05 de agosto de 1585. A Cidade de Nossa Senhora das Neves foi a terceira cidade fundada no Brasil do século XVI (1501-1600) após Salvador (1549) e Rio de Janeiro em 1565. Apesar de derrotados os valentes potiguaras continuaram a infernizar a vida dos habitantes da cidade até 1599 quando, já sem apoio dos franceses que lhes forneciam suprimentos e sob uma epidemia arrasadora de varíola trazida pelos colonos europeus, foram pressionados a assinar a paz com o governador Feliciano Coelho de Carvalho e se retiraram para o norte.

O marco zero de fundação da cidade foi escolhido 18 Km acima da embocadura do Rio Paraíba, numa colina Vista parcial do centro histórico de João Pessoa que domina todo o atracadouro na margem direita do Rio Sanhauá, afluente do Paraíba. Além do cuidado com a defesa da povoação o local visava facilitar o comércio e o apoio militar à vizinha Capitania de Pernambuco. A povoação, por estar sob domínio da União Ibérica[2] desde 1580, teve as primeiras ruas edificadas dentro de uma geometria de traçados regulares, como vemos na gravura abaixo, obedecendo aos padrões encontrados nas demais colônias espanholas do continente americano, o que diferia das povoações fundadas pelos portugueses.

A partir do atracadouro (embaixo à direita) temos um aclive em direção à Ladeira de São Francisco que foi a primeira rua da povoação e servia como acesso ao largo formado pela Igreja Matriz (M), Convento de São Francisco (L), Mosteiro de São Bento (G) e Igreja da Misericórdia (N).
Gravura de João Teixeira Albernaz I que ilustra o “Livro que Dá Razão do Estado do Brasil” (Diogo Moreno, 1612)

Como já foi dito acima, a cidade foi fundada eminentemente com cunho administrativo, para apoio à Capitania de Pernambuco e garantia das terras do norte. A característica de séde administrativa foi fator preponderante para que a cidade permanecesse, durante muito tempo, sem alterações estruturais exceto pelas igrejas, conventos e fortificações militares que simbolizavam o domínio da Casa Imperial. Essa característica atravessou todo o Brasil colônia e império, razão pela qual a pecha de “cidade de funcionários públicos” perdurou até a metade do século XX, com a implantação de indústrias através da SUDENE, órgão governamental criado para fomentar o desenvolvimento regional.

NOTAS

Não sou professor de história, nem historiador. Sou apenas uma pessoa que gosta de ler e gosta de história. Inicialmente eu pretendia contar apenas sobre a conquista do território e a fundação da cidade. Entretanto, após visitas à Biblioteca Pública Estadual, Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, bem como a leitura de livros adquiridos – e por empréstimo – cada folha analisada tem constituído um estímulo à busca por mais informações, culminando com a leitura do material disponibilizado na WEB, cuja riqueza de dados e pluralidade de documentos têm me auxiliado sobremaneira. Minha prioridade tem sido, sobretudo, concatenar os dados das várias fontes e procurar evitar congradições que, não raro, ocorrem dependendo da visão de quem escreve.


[1]
O uso da palavra “Real” aplicado à capitania e à cidade caracterizava o controle administrativo-militar e os investimentos como responsabilidade direta da Coroa Portuguesa, ao contrário das demais capitanias onde os donatários bancavam e assumiam os riscos da empreitada.
[2]
D. Sebastião foi o décimo-sexto rei da segunda dinastia de Portugal. Morreu em 1578, aos 24 anos e não deixou herdeiros. Assumiu seu tio-avô, o Cardeal D. Henrique que morreu em 1580. Sem herdeiro direto à sucessão, havia 3 netos do falecido D. Manoel I concorrendo ao trono português: Catarina (Duquesa de Bragança), Antônio (Prior do Crato) e Filipe de Habsburgo (Filipe II da Espanha). # Graças a muitas conspirações e ao poderio político-militar espanhol, Filipe II da Espanha tornou-se Felipe I de Portugal e uniu os dois reinos iniciando o Império da União Ibérica que governou Portugal de 1580 a 1640.


BIBLIOGRAFIA

GUIMARÃES, Luiz Hugo – A conquista da Paraíba
Rio de Janeiro.Simpósios Momentos Fundadores da Formação Nacional.2000

MELLO, José Octávio de Arruda – História da Paraíba: lutas e resistência
João Pessoa.A União.7ª Edição.2002

PASCHOA, Antônio Gonçalves – Descripção da cidade e barra da Paraiba – 1630
João Pessoa.Revista do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano.3

fonte: http://paraibanos.com/joaopessoa/historia.htm

Saiba como ajudar as vítimas da chuva no Nordeste

quarta-feira, 23 de junho de 2010

SP já enviou mais de 60 toneladas de mantimentos e remédios.
Defesa Civil pede produtos de higiene pessoal e alimentos industrializados.

A Defesa Civil de São Paulo está recebendo doações para as vítimas das enchentes dos estados do Nordeste, especialmente de Pernambuco e Alagoas. As doações serão recebidas diretamente na sede da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil, localizada na Rua Afonso Pena – 130, durante 24 horas (todos os dias da semana). É possível obter mais informações pelo telefone (11) 3313-5726 begin_of_the_skype_highlighting (11) 3313-5726 end_of_the_skype_highlighting.

A população pode doar materiais de higiene pessoal (sabonete, creme dental, escova de dente, entre outros), alimentos não-perecíveis, de preferência prontos para o consumo (alimentos enlatados, barras de cereais, cesta básica, leite longa vida, achocolatados) e roupas de cama como: lençóis, fronhas e toalhas de banho.

A Defesa Civil informou que solicita às empresas aéreas e rodoviárias auxílio para transportar os donativos até Pernambuco e Alagoas. Os interessados em atuar como voluntários e ajudar na triagem e empacotamento das doações podem se dirigir à sede da Defesa Civil da Cidade de São Paulo.

São Paulo  já enviou mais de 60 toneladas de mantimentos e remédios, equipes médicas e de resgate para as vítimas das enchentes no Nordeste.

“Estamos adquirindo mais cestas básicas, mandamos colchões, medicamentos. É um papel de solidariedade que São Paulo tem que fazer principalmente com a população pobre de Alagoas”, declara o governador de São Paulo Alberto Goldman.

Confira todas as informações sobre como fazer doações no site da Defesa Civil de São Paulo.

fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2010/06/saiba-como-ajudar-vitimas-da-chuva-no-nordeste.html

Defesa Civil de São Paulo:

http://www.defesacivil.sp.gov.br/novo/index2.asp

Instituto Ressoar vai ajudara na enchente do Nordeste (SOS NORDESTE)

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Governo e TV Record

Instituto Ressoar vai auxiliar na reconstrução das cidades atingidas pelas chuvas

TV Record vai lançar a campanha SOS Nordeste; Teotonio destaca a necessidade de ajuda para o Estado neste momento

Amanda Dantas

O governador Teotonio Vilela Filho recebeu, nesta quarta-feira (23), o presidente do Instituto Ressoar, Ivanildo Lourenço, e o diretor da Rede Record em Alagoas, André Varjas. O grupo se disponibilizou a construir casas, além de fornecer donativos para as comunidades.

Ivanildo Lourenço garantiu a contratação de empreiteiras locais para a construção das casas com o objetivo de manter a empregabilidade no Estado. O grupo construiu 700 casas de madeira e conseguiu a doação de R$ 10 milhões em donativos para Santa Catarina na última tragédia causada também por enchentes.

Para Alagoas, o grupo já abriu uma conta bancária para arrecadar recursos nacionalmente. “A conta será fiscalizada pelo Ministério Público Estadual”, afirmou Varjas.

A TV Record vai ajudar através da campanha SOS Nordeste que inclui a divulgação de matérias em programas locais e nacionais, além de peças publicitárias que serão incluídas na programação com duração de um minuto cada uma.

O governador agradeceu o apoio da empresa e destacou a importância de parcerias para atender toda a demanda. “Precisamos muito de ajuda; a situação é muito grave e estamos mobilizando todos para amenizar os problemas”, disse Teotonio.

fonte: http://secomal2.achanoticias.com.br/noticia.kmf?cod=10240008

Conheça as maravilhas de Fernando de Noronha -Pernabuco PE

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

FERNANDO DE NORONHA – PERNAMBUCO PE

Aves marinhas escolheram como habitat as águas do arquipélago considerado o mais bonito do Brasil. O arquipélago de Fernando de Noronha, formado por 21 ilhas e ilhotas, ainda é um dos paraísos mais preservados do país, constituindo um parque nacional marinho.

PARQUE NACIONAL DE FERNANDO DE NORONHA

Criação:

Decreto Federal nº. 96.693 de 14 de setembro de 1988

Localização:

Mar Territorial Brasileiro

Coordenadas:

Lat. S 03°45′- 03°56′
Long. W 32°20′ – 32°20′

Temperatura:

Média anual 26°C
Máxima absoluta 32°C
mínima absoluta 28°C

Área:

11.270ha

Perímetro

60km

Clima:

Quente – Tropical

Plusiosivade:

entre 1250 a 1500mm anuais

Solos:

Pedregoso e pouco profundo formados por derrames de lavas basálticas e rochas magmáticas

Relevo:

Suave Ondulado

Vegetação:

Basicamente Arbustiva

Fauna:

Província Zoogeográfica Tropical

HISTÓRIA

No mar, com até 50m de visibilidade, os golfinhos, os peixes e os navios naufragados convidam a um mergulho neste mundo colorido e fascinante. Em terra, na ilha de Fernando de Noronha, dezesseis praias com areia branca e piscinas naturais dividem espaço com cerca de 2.500 habitantes, com a agitada Vila dos Remédios, que concentra todo o movimento turístico, além das interessantes formações rochosas como Dois Irmãos, cartão postal da ilha.
Uma das naus da expedição de Gonçalo Coelho comandada por Américo Vespúcio, ao desgarrar-se da frota, descobriu, em 1503, uma estratégica ilha na costa brasileira. De acordo com o santo do dia, deram-lhe nome de São João Batista. Mais tarde, recebeu o nome de seu primeiro proprietário, o aristocrata lusitano Fernando de Noronha.
Quando da ocorrência das invasões em vários pontos da costa brasileira, Fernando de Noronha caiu nas mãos de holandeses e franceses.
Entre 1629 e 1654, ocorreram duas invasões holandesas e a ilha passou a chamar-se Pavônia. Na segunda invasão, os holandeses se instalaram por mais de vinte anos, até serem expulsos do Recife, quando, então, o arquipélago passou a fazer parte de Pernambuco.
Com a chegada dos franceses, em 1736, a ilha passou a chamar-se Isle Delphine. No registro feito pelo padre francês Claude D´Abeville, consta uma exuberante descrição das belezas naturais das ilhas.
Ao reassumir o controle da ilha, após a expulsão dos franceses, em 1737, os portugueses construíram vários fortes distribuídos ao longo da ilha, destacando-se os fortes dos Remédios, de Santo Antônio e de Conceição. As ruínas dos fortes de Nossa Senhora dos Remédios e São Pedro do Boldró conservam-se ainda, lembrando o maior conjunto defensivo do período colonial.
Alguns canhões, escondidos pela vegetação, remanescem no Forte de Nossa Senhora dos Remédios, transformado em mais uma atração para os turistas.
Os 1.700 habitantes da ilha estão distribuídos entre a Vila de Nossa Senhora dos Remédios e a Vila do Trinta, as testemunhas silenciosas da história conturbada da ilha de Fernando de Noronha.
Como restos de lavas empurradas para cima, o Morro do Pico, com seu farol giratório sempre aceso, parece uma grande sentinela de olhos para o mar.
Em meados do século XVIII, Fernando de Noronha tornou-se propriedade exclusiva do Brasil e, uma vez transformado em Território Federal, foi administrado, até 1988, respectivamente, pelo Ministério da Guerra, pelo Ministério da Aeronáutica e pelo Estado Maior das Forças Armadas.
Foi a Constituição Federal de 1988 que outorgou novamente ao Estado de Pernambuco a administração do arquipélago.
Além da pendenga política amplamente noticiada na época, houve uma campanha contra um projeto de desenvolvimento do arquipélago, com o objetivo de implantar uma enorme infra-estrutura turística, arquitetado pelo Estado Maior da Forças Armadas, responsável pela administração do Território Federal, em conjunto com grandes empreiteiras.
Pressionado, o governo federal se propôs a manter o domínio sobre as ilhas. Para tanto, antes que entrasse em vigor a nova Constituição, foi criado o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, abrangendo cerca de 112 quilômetros quadrados entre terra e mar. A presença do Ibama na fiscalização do Parque é garantia da preservação da natureza.
No atol, as ruínas de um farol ilustram um passado sinistro, pois a ilha se constituía num verdadeiro inferno para seus habitantes. Camas geladas de pedra eram utilizadas nas solitárias desumanas instaladas nos subterrâneos dos fortes. Além das torturas especiais, havia castigos comuns que eram pagos com chibatadas, um dos maiores divertimentos dos guardas do presídio.
Funcionou como presídio comum até que, a partir de 1930, se transformou em presídio político, onde foram encarcerados principalmente os participantes da intentona comunista de 1935 e opositores do regime militar, imposto ao país, em 1964.
Por uma dessas ironias dos destinos históricos, quando a ilha voltou ao domínio de Pernambuco, em 1988, o governador eleito do Estado era Miguel Arrais, um dos presos políticos encarcerados na ilha, durante o golpe militar de 1964.
Durante a Segunda Guerra, quando submarinos alemães e italianos começaram a torpedear navios nas costas brasileiras, o exército norte-americano transformou a ilha em base para aviões de combate. Fernando de Noronha, então, tornou-se território federal, administrado pelo Ministério da Guerra. Nesse tempo, entre outras tantas instalações concebidas pelos norte-americanos, foi reconstruída a pista de pouso que era mantida pela Air France.
Hoje, o prédio do antigo presídio abriga um centro de convivência e os alojamentos construídos para os soldados norte-americanos transformaram-se no primeiro e único hotel existente.

TURISMO
Noronha possui dezesseis belas e diferentes praias, trilhas, fortalezas antigas, vegetação exuberante, morros e excelentes locais para mergulho. A ilha conta com algumas escolas de mergulho que oferecem cursos e batismo.
Cacimba do Padre
Nesta praia está o cartão postal da ilha, a formação rochosa Dois Irmãos. A Cacimba do Padre guarda lendas e histórias interessantes, além de ser uma das prais preferidas de surfistas com ondas de 4 metros de altura.
Baía do Sancho
Esta praia é a última do Mar de Dentro, lado da ilha onde estão doze das dezesseis praias. A caminhada até ela é grande, tanto pelas praias, entre pedras e morros, quanto pelo interior, sendo preciso vencer a falésia que a isola. O esforço é recopensado pela extrema beleza da Baía do Sancho: água verde e transparente sobre a areia grossa e amarela, coqueiros e outras árvores. O mar de águas calmas é um dos melhores lugares para o mergulho livre.
Baía dos Porcos
A beleza aqui é o contraste entre pedras escuras, vestígios da origem vulcânica da ilha, e o mar verde e transparente. Com a maré baixa surgem diversas piscinas naturais ormadas por recifes e povoadas por uma fauna marinha rica e colorida.
Praia do Boldró
O nome diferente veio do Morro do Pico, o qual os soldados americanos instalados em uma base durante a Segunda Guerra Mundial chamavam de Bold Rock. Pedras espalhadas na areia e uma bela vista dos morros Dois Irmãos compõe a paisagem dessa praia bastante procurada pelos surfistas.
Praia do Americano
Os soldados só saiam so Boldró para a Praia do Americano, daí o nome. Pequena e deserta, ela garante bastante privacidade.
Praia da Conceição
Nesta praia, de águas azuis e cristalinas, estão as ruínas do Forte de Conceição.
Praia do Leão
O nome vem do formato de uma pedra semelhante a um leão marinho deitado. É o local de desova das tartarugas marinhas, e por isso as visitas são proibidas.

Ponta das Caracas
Local de extrema beleza, ideal para mergulho durante a maré baixa nas piscinas naturais de pedra.
Baía Sueste
Aqui se localiza o único mangue em ilha oceânica, além das ruínas do Forte de São Joaquim do Sueste.
Enseada da Caieira
Abriga o “Buraco da Raquel”, uma pedra cavada pelo mar. Os banhos de mar são proibidos, pois é um santuário marinho.
Baía dos Golfinhos
Local escolhido pelos golfinhos para descanso, acasalamento e amamentação. É possível observá-los de um mirante, já que o acesso ao local é proibido.
Morro do Pico (322m)
Visto de todos os pontos da ilha, possui degraus encravados na rocha que permitem a subida, oficialmente proibida.
Forte de Nosssa Senhora dos Remédios (1737)
Principal fortaleza da ilha, serviu para recolher prisioneiros e abrigar soldados.
Existem outras importantes construções como a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios e o Palácio São Miguel.

fonte

http://www.sitecurupira.com.br/roteiro_eco/roteiro_eco_fernando_noronha.htm