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Envelhecimento “Mitos e Verdades”

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O Brasil não é mais um país de jovens. É um país com muitos jovens, mas que envelhece rapidamente. Isso deve ser entendido como uma conquista; o alarmante é verificar que o equacionamento correto do fenômeno ainda está longe de ser colocado como uma das prioridades dos governantes.

O Brasil será, em 2025, a sexta nação do mundo com mais pessoas acima de 60 anos _ cerca de 33 milhões. Hoje, são mais de 13 milhões. O contingente que mais crescerá é o dos cidadãos acima de 80 anos (hoje, mais de 1,2 milhão).

A expectativa de vida, de cerca de 64 anos hoje, aumentará gradativamente nas próximas décadas, determinando que o perfil das causas de morte e doenças invalidantes seja definitivamente relacionado com males crônico-degenerativos: hipertensão, diabetes, infarto, derrames, doença de Alzheimer, câncer, osteoporose etc.

O envelhecimento é uma fase natural da vida, determinada basicamente por três fatores: genética, estilo de vida e ambiente. O patrimônio genético é, pelo menos até agora, imutável. Pessoas de famílias longevas são candidatas a viver mais. O estilo de vida deve ser alicerçado em hábitos saudáveis: atividade física regular e orientada, alimentar-se sem exageros, manter o peso ideal, ingerir álcool com moderação, não fumar e fazer controles médicos periódicos, mesmo na ausência de sintomas.

O ambiente contribui com várias facilidades: ausência de poluentes, infra-estrutura sanitária adequada, possibilidades de acesso ao mercado (com aumento da renda), fazer consultas médicas, participar de eventos socioculturais e sentir-se produtivo até o fim da vida, dedicando-se a um ideal. A ciência comprova que, se essas medidas forem adotadas, envelheceremos melhor. Todos queremos envelhecer (a outra alternativa ninguém deseja), mas sem doenças limitantes, sem sermos uma carga adicional de trabalho, gastos e preocupação para os familiares. Com sucesso (senescência), não de forma degradante (senilidade).

A gerontologia (ciência que estuda o envelhecimento) e a geriatria (que é a especialidade médica correspondente) mostram, por evidências científicas, que fora desse universo não há produtos, ervas ou poções mágicas que retardem os problemas do envelhecimento. Se eles são indicados, é por desinformação ou puro charlatanismo. A informação correta é o grande escudo para que as pessoas não se deixem enganar.

Ainda estão arraigados na sociedade mitos com relação ao envelhecimento. Talvez o chavão mais nocivo seja a frase ‘isso é normal para a idade’. Muitos crêem que certas alterações físicas e mentais em idosos, da perda de memória à pressão alta, são normais. É um grande equívoco: são ocorrências comuns, não normais. As pessoas acabam por confundir os conceitos, tomando-os como sinônimos.

É fundamental que a sociedade se conscientize. Quando sabemos que o que ocorre é comum, adotamos uma atitude ativa e humana em buscar a cura ou a melhora. Se continuamos a achar tudo ‘normal para a idade’, privamos a pessoa do tratamento adequado.

Outro mito é a automedicação (perigosa, ineficaz e onerosa), com o uso não prescrito de suplementos alimentares, vitaminas, ‘remédios para a memória’ e outras panacéias. Com essa atitude, condenável, esquivamo-nos da orientação geriátrica correta, adiando ou tornando crônicas doenças, intoxicando o organismo, pondo a saúde e até a vida em risco, além de gastar na farmácia o dinheiro que deveria ser investido em atividades mais saudáveis.

A geriatria evoluiu muito. Muitas doenças que eram consideradas incuráveis são passíveis de ser prevenidas, tratadas e até curadas. A grande orientação é não se acomodar. Se você não se sente bem, procure um médico: é muito provável que haja solução. Se você é um familiar ou conhece alguém que sofra com doenças do envelhecimento, seja solidário, estimule a ida ao médico. Não se omita. O resultado será muito gratificante eu garanto.

Dr.Norton Sayeg

Envelhecer com qualidade de vida

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O Brasil não é mais um país de jovens. É um país com muitos jovens, mas que envelhece rapidamente. Isso deve ser entendido como uma conquista; o alarmante é verificar que o equacionamento correto do fenômeno ainda está longe de ser colocado como uma das prioridades dos governantes.

O Brasil será, em 2025, a sexta nação do mundo com mais pessoas acima de 60 anos _ cerca de 33 milhões. Hoje, são mais de 13 milhões. O contingente que mais crescerá é o dos cidadãos acima de 80 anos (hoje, mais de 1,2 milhão).

A expectativa de vida, de cerca de 64 anos hoje, aumentará gradativamente nas próximas décadas, determinando que o perfil das causas de morte e doenças invalidantes seja definitivamente relacionado com males crônico-degenerativos: hipertensão, diabetes, infarto, derrames, doença de Alzheimer, câncer, osteoporose etc.

O envelhecimento é uma fase natural da vida, determinada basicamente por três fatores: genética, estilo de vida e ambiente. O patrimônio genético é, pelo menos até agora, imutável. Pessoas de famílias longevas são candidatas a viver mais. O estilo de vida deve ser alicerçado em hábitos saudáveis: atividade física regular e orientada, alimentar-se sem exageros, manter o peso ideal, ingerir álcool com moderação, não fumar e fazer controles médicos periódicos, mesmo na ausência de sintomas.

O ambiente contribui com várias facilidades: ausência de poluentes, infra-estrutura sanitária adequada, possibilidades de acesso ao mercado (com aumento da renda), fazer consultas médicas, participar de eventos socioculturais e sentir-se produtivo até o fim da vida, dedicando-se a um ideal. A ciência comprova que, se essas medidas forem adotadas, envelheceremos melhor. Todos queremos envelhecer (a outra alternativa ninguém deseja), mas sem doenças limitantes, sem sermos uma carga adicional de trabalho, gastos e preocupação para os familiares. Com sucesso (senescência), não de forma degradante (senilidade).

A gerontologia (ciência que estuda o envelhecimento) e a geriatria (que é a especialidade médica correspondente) mostram, por evidências científicas, que fora desse universo não há produtos, ervas ou poções mágicas que retardem os problemas do envelhecimento. Se eles são indicados, é por desinformação ou puro charlatanismo. A informação correta é o grande escudo para que as pessoas não se deixem enganar.

Ainda estão arraigados na sociedade mitos com relação ao envelhecimento. Talvez o chavão mais nocivo seja a frase ‘isso é normal para a idade’. Muitos crêem que certas alterações físicas e mentais em idosos, da perda de memória à pressão alta, são normais. É um grande equívoco: são ocorrências comuns, não normais. As pessoas acabam por confundir os conceitos, tomando-os como sinônimos.

É fundamental que a sociedade se conscientize. Quando sabemos que o que ocorre é comum, adotamos uma atitude ativa e humana em buscar a cura ou a melhora. Se continuamos a achar tudo ‘normal para a idade’, privamos a pessoa do tratamento adequado.

Outro mito é a automedicação (perigosa, ineficaz e onerosa), com o uso não prescrito de suplementos alimentares, vitaminas, ‘remédios para a memória’ e outras panacéias. Com essa atitude, condenável, esquivamo-nos da orientação geriátrica correta, adiando ou tornando crônicas doenças, intoxicando o organismo, pondo a saúde e até a vida em risco, além de gastar na farmácia o dinheiro que deveria ser investido em atividades mais saudáveis.

A geriatria evoluiu muito. Muitas doenças que eram consideradas incuráveis são passíveis de ser prevenidas, tratadas e até curadas. A grande orientação é não se acomodar. Se você não se sente bem, procure um médico: é muito provável que haja solução. Se você é um familiar ou conhece alguém que sofra com doenças do envelhecimento, seja solidário, estimule a ida ao médico. Não se omita. O resultado será muito gratificante eu garanto.

Dr.Norton Sayeg

fonte:

http://www.alzheimermed.com.br/m3.asp?cod_pagina=975