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Dia dos Animais

terça-feira, 28 de setembro de 2010

04 de OUTUBRO

Por que hoje?

    • A primeira classificação dos animais, como conhecemos hoje, se deu em 350 a.C., com Aristóteles. Este filósofo grego catalogou, na época, 500 espécies. Ele já considerava o golfinho, por exemplo, um bicho da terra, explicando que, ao contrário dos peixes, ele amamentava os seus filhotes. Assim como as baleias, o golfinho se desenvolveu, de fato, em terra firme, migrando depois para o mar.

      Mal podia imaginar o sábio Aristóteles que, num futuro distante, esses mesmos golfinhos estariam ameaçados de extinção, necessitando de projetos voltados para a proteção das espécies, a fim de evitar o pior, ou seja, o extermínio. Aqui mesmo no Brasil, a noroeste da principal ilha do arquipélago de Fernando de Noronha, na costa pernambucana, os chamados golfinhos-rotadores são objeto de preocupação e cuidados de pessoas e entidades que se dedicam ao ecoturismo naquela região.

  • Quatro de outubro é o Dia dos Animais, a mesma data em que se festeja o dia de São Francisco de Assis. E não é coincidência, pois esse santo é o protetor dos animais. Ele sempre se referia aos bichos como irmãos: irmão fera, irmã leoa. São Francisco de Assis também amava as plantas e toda a natureza: irmão sol, irmã lua… São expressões comuns na fala do santo, um dos mais populares até os nossos dias.

    Nascido na cidade de Assis, em 1182, Francisco (quando ainda não era santo) tentou ser comerciante, mas não teve sucesso. Nas cruzadas, lutou pela fé, mas com objetivos individuais de se destacar e alcançar glórias e vitórias. Até que um dia, segundo contam livros com a história de sua vida, Francisco recebeu um chamado de Deus, largou tudo e passou a viver como errante, sem destino e maltrapilho. Desde então, adotou um estilo de vida baseado na pobreza, na simplicidade de vida e no amor total a todas as criaturas.

    Os golfinhos-rotadores ganharam esse nome por conta das inúmeras acrobacias executadas ao saltarem e mergulharem na água. Tipo de comportamento alegre, ainda não entendido pelos estudiosos, podendo ser desde uma mera brincadeira até uma sinalização acústica.

    As maiores ameaças a esses mamíferos marinhos são, além de um turismo não controlado, degradando e poluindo o habitat natural, as capturas acidentais e também intencionais dos pescadores. Já nas Filipinas, na Austrália e Venezuela, por exemplo, a captura desses animais tem como objetivo aproveitar a gordura do golfinho para usar como isca na pesca do tubarão.

    fonte: http://www.ibge.gov.br





Conheça as maravilhas de Fernando de Noronha -Pernabuco PE

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

FERNANDO DE NORONHA – PERNAMBUCO PE

Aves marinhas escolheram como habitat as águas do arquipélago considerado o mais bonito do Brasil. O arquipélago de Fernando de Noronha, formado por 21 ilhas e ilhotas, ainda é um dos paraísos mais preservados do país, constituindo um parque nacional marinho.

PARQUE NACIONAL DE FERNANDO DE NORONHA

Criação:

Decreto Federal nº. 96.693 de 14 de setembro de 1988

Localização:

Mar Territorial Brasileiro

Coordenadas:

Lat. S 03°45′- 03°56′
Long. W 32°20′ – 32°20′

Temperatura:

Média anual 26°C
Máxima absoluta 32°C
mínima absoluta 28°C

Área:

11.270ha

Perímetro

60km

Clima:

Quente – Tropical

Plusiosivade:

entre 1250 a 1500mm anuais

Solos:

Pedregoso e pouco profundo formados por derrames de lavas basálticas e rochas magmáticas

Relevo:

Suave Ondulado

Vegetação:

Basicamente Arbustiva

Fauna:

Província Zoogeográfica Tropical

HISTÓRIA

No mar, com até 50m de visibilidade, os golfinhos, os peixes e os navios naufragados convidam a um mergulho neste mundo colorido e fascinante. Em terra, na ilha de Fernando de Noronha, dezesseis praias com areia branca e piscinas naturais dividem espaço com cerca de 2.500 habitantes, com a agitada Vila dos Remédios, que concentra todo o movimento turístico, além das interessantes formações rochosas como Dois Irmãos, cartão postal da ilha.
Uma das naus da expedição de Gonçalo Coelho comandada por Américo Vespúcio, ao desgarrar-se da frota, descobriu, em 1503, uma estratégica ilha na costa brasileira. De acordo com o santo do dia, deram-lhe nome de São João Batista. Mais tarde, recebeu o nome de seu primeiro proprietário, o aristocrata lusitano Fernando de Noronha.
Quando da ocorrência das invasões em vários pontos da costa brasileira, Fernando de Noronha caiu nas mãos de holandeses e franceses.
Entre 1629 e 1654, ocorreram duas invasões holandesas e a ilha passou a chamar-se Pavônia. Na segunda invasão, os holandeses se instalaram por mais de vinte anos, até serem expulsos do Recife, quando, então, o arquipélago passou a fazer parte de Pernambuco.
Com a chegada dos franceses, em 1736, a ilha passou a chamar-se Isle Delphine. No registro feito pelo padre francês Claude D´Abeville, consta uma exuberante descrição das belezas naturais das ilhas.
Ao reassumir o controle da ilha, após a expulsão dos franceses, em 1737, os portugueses construíram vários fortes distribuídos ao longo da ilha, destacando-se os fortes dos Remédios, de Santo Antônio e de Conceição. As ruínas dos fortes de Nossa Senhora dos Remédios e São Pedro do Boldró conservam-se ainda, lembrando o maior conjunto defensivo do período colonial.
Alguns canhões, escondidos pela vegetação, remanescem no Forte de Nossa Senhora dos Remédios, transformado em mais uma atração para os turistas.
Os 1.700 habitantes da ilha estão distribuídos entre a Vila de Nossa Senhora dos Remédios e a Vila do Trinta, as testemunhas silenciosas da história conturbada da ilha de Fernando de Noronha.
Como restos de lavas empurradas para cima, o Morro do Pico, com seu farol giratório sempre aceso, parece uma grande sentinela de olhos para o mar.
Em meados do século XVIII, Fernando de Noronha tornou-se propriedade exclusiva do Brasil e, uma vez transformado em Território Federal, foi administrado, até 1988, respectivamente, pelo Ministério da Guerra, pelo Ministério da Aeronáutica e pelo Estado Maior das Forças Armadas.
Foi a Constituição Federal de 1988 que outorgou novamente ao Estado de Pernambuco a administração do arquipélago.
Além da pendenga política amplamente noticiada na época, houve uma campanha contra um projeto de desenvolvimento do arquipélago, com o objetivo de implantar uma enorme infra-estrutura turística, arquitetado pelo Estado Maior da Forças Armadas, responsável pela administração do Território Federal, em conjunto com grandes empreiteiras.
Pressionado, o governo federal se propôs a manter o domínio sobre as ilhas. Para tanto, antes que entrasse em vigor a nova Constituição, foi criado o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, abrangendo cerca de 112 quilômetros quadrados entre terra e mar. A presença do Ibama na fiscalização do Parque é garantia da preservação da natureza.
No atol, as ruínas de um farol ilustram um passado sinistro, pois a ilha se constituía num verdadeiro inferno para seus habitantes. Camas geladas de pedra eram utilizadas nas solitárias desumanas instaladas nos subterrâneos dos fortes. Além das torturas especiais, havia castigos comuns que eram pagos com chibatadas, um dos maiores divertimentos dos guardas do presídio.
Funcionou como presídio comum até que, a partir de 1930, se transformou em presídio político, onde foram encarcerados principalmente os participantes da intentona comunista de 1935 e opositores do regime militar, imposto ao país, em 1964.
Por uma dessas ironias dos destinos históricos, quando a ilha voltou ao domínio de Pernambuco, em 1988, o governador eleito do Estado era Miguel Arrais, um dos presos políticos encarcerados na ilha, durante o golpe militar de 1964.
Durante a Segunda Guerra, quando submarinos alemães e italianos começaram a torpedear navios nas costas brasileiras, o exército norte-americano transformou a ilha em base para aviões de combate. Fernando de Noronha, então, tornou-se território federal, administrado pelo Ministério da Guerra. Nesse tempo, entre outras tantas instalações concebidas pelos norte-americanos, foi reconstruída a pista de pouso que era mantida pela Air France.
Hoje, o prédio do antigo presídio abriga um centro de convivência e os alojamentos construídos para os soldados norte-americanos transformaram-se no primeiro e único hotel existente.

TURISMO
Noronha possui dezesseis belas e diferentes praias, trilhas, fortalezas antigas, vegetação exuberante, morros e excelentes locais para mergulho. A ilha conta com algumas escolas de mergulho que oferecem cursos e batismo.
Cacimba do Padre
Nesta praia está o cartão postal da ilha, a formação rochosa Dois Irmãos. A Cacimba do Padre guarda lendas e histórias interessantes, além de ser uma das prais preferidas de surfistas com ondas de 4 metros de altura.
Baía do Sancho
Esta praia é a última do Mar de Dentro, lado da ilha onde estão doze das dezesseis praias. A caminhada até ela é grande, tanto pelas praias, entre pedras e morros, quanto pelo interior, sendo preciso vencer a falésia que a isola. O esforço é recopensado pela extrema beleza da Baía do Sancho: água verde e transparente sobre a areia grossa e amarela, coqueiros e outras árvores. O mar de águas calmas é um dos melhores lugares para o mergulho livre.
Baía dos Porcos
A beleza aqui é o contraste entre pedras escuras, vestígios da origem vulcânica da ilha, e o mar verde e transparente. Com a maré baixa surgem diversas piscinas naturais ormadas por recifes e povoadas por uma fauna marinha rica e colorida.
Praia do Boldró
O nome diferente veio do Morro do Pico, o qual os soldados americanos instalados em uma base durante a Segunda Guerra Mundial chamavam de Bold Rock. Pedras espalhadas na areia e uma bela vista dos morros Dois Irmãos compõe a paisagem dessa praia bastante procurada pelos surfistas.
Praia do Americano
Os soldados só saiam so Boldró para a Praia do Americano, daí o nome. Pequena e deserta, ela garante bastante privacidade.
Praia da Conceição
Nesta praia, de águas azuis e cristalinas, estão as ruínas do Forte de Conceição.
Praia do Leão
O nome vem do formato de uma pedra semelhante a um leão marinho deitado. É o local de desova das tartarugas marinhas, e por isso as visitas são proibidas.

Ponta das Caracas
Local de extrema beleza, ideal para mergulho durante a maré baixa nas piscinas naturais de pedra.
Baía Sueste
Aqui se localiza o único mangue em ilha oceânica, além das ruínas do Forte de São Joaquim do Sueste.
Enseada da Caieira
Abriga o “Buraco da Raquel”, uma pedra cavada pelo mar. Os banhos de mar são proibidos, pois é um santuário marinho.
Baía dos Golfinhos
Local escolhido pelos golfinhos para descanso, acasalamento e amamentação. É possível observá-los de um mirante, já que o acesso ao local é proibido.
Morro do Pico (322m)
Visto de todos os pontos da ilha, possui degraus encravados na rocha que permitem a subida, oficialmente proibida.
Forte de Nosssa Senhora dos Remédios (1737)
Principal fortaleza da ilha, serviu para recolher prisioneiros e abrigar soldados.
Existem outras importantes construções como a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios e o Palácio São Miguel.

fonte

http://www.sitecurupira.com.br/roteiro_eco/roteiro_eco_fernando_noronha.htm