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Tabela da Copa do Mundo 2010 – Africa do Sul

domingo, 6 de junho de 2010

Copa do Mundo de 2010

Tabela, Grupos, Jogos , Datas, Horários e Times Classificados

A Copa do Mundo de 2010, sediada pela África do Sul, começa no dia 11 de Junho e termina dia 11 de Julho. Será a primeira Copa a ser realizada no continente africano.

copa mundo 2010 logo

Um total de 32 equipes conseguiram sua classificação após o longo processo de Eliminatórias.

Times classificados – seleções participantes da Copa do Mundo de 2010.

África
África do Sul
Camarões
Nigéria
Argélia
Gana
Costa do Marfim

Ásia
Austrália
Japão
Coréia do Norte
Coréia do Sul

Europa
Dinamarca
Suíça
Eslováquia
Alemanha
Espanha
Inglaterra
Sérvia
Itália
Holanda
Portugal
Grécia
Eslovênia
França
América do Norte, Central e Caribe
Estados Unidos
México
Honduras

América do Sul
Brasil
Chile
Paraguai
Argentina
Uruguai

Oceania
Nova Zelândia

Os grupos são definidos por sorteio.

Grupos da Copa do Mundo de 2010 e a lista completa de jogos com suas datas e horários (de Brasília).

PG: pontos ganhos – JD: jogos disputados – SG: saldo de gols

A Seleção PG JD SG
1 África do Sul 0 0 0
2 México 0 0 0
3 Uruguai 0 0 0
4 França 0 0 0
11/06 – 11:00 – África do Sul x México
11/06 – 15:30 – Uruguai x França
16/06 – 15:30 – África do Sul x Uruguai
17/11 – 15:30 – França x México
22/11 – 11:00 – México x Uruguai
22/11 – 11:00 – França x África do Sul
B Seleção PG JD SG
1 Argentina 0 0 0
2 Nigéria 0 0 0
3 Coréia do Sul 0 0 0
4 Grécia 0 0 0
12/06 – 11:00 – Argentina x Nigéria
12/06 – 08:30 – Coréia do Sul x Grécia
17/06 – 11:00 – Grécia x Nigéria
17/06 – 08:30 – Argentina x Coréia do Sul
22/06 – 15:30 – Nigéria x Coréia do Sul
22/06 – 15:30 – Grécia x Argentina

C Seleção PG JD SG
1 Inglaterra 0 0 0
2 Estados Unidos 0 0 0
3 Argélia 0 0 0
4 Eslovênia 0 0 0
12/06 – 15:30 – Inglaterra x Estados Unidos
13/06 – 08:30 – Argélia x Eslovênia
18/06 – 11:00 – Eslovênia x Estados Unidos
18/06 – 15:30 – Inglaterra x Argélia
23/06 – 11:00 – Eslovênia x Inglaterra
23/06 – 11:00 – Estados Unidos x Argélia
D Seleção PG JD SG
1 Alemanha 0 0 0
2 Austrália 0 0 0
3 Sérvia 0 0 0
4 Gana 0 0 0
13/06 – 15:30 – Alemanha x Austrália
13/06 – 11:00 – Sérvia x Gana
18/06 – 08:30 – Alemanha x Sérvia
19/06 – 11:00 – Gana x Austrália
23/06 – 15:30 – Gana x Alemanha
23/06 – 15:30 – Austrália x Sérvia

E Seleção PG JD SG
1 Holanda 0 0 0
2 Dinamarca 0 0 0
3 Japão 0 0 0
4 Camarões 0 0 0
14/06 – 08:30 – Holanda x Dinamarca
14/06 – 11:00 – Japão x Camarões
19/06 – 08:30 – Holanda x Japão
19/06 – 15:30 – Camarões x Dinamarca
24/06 – 15:30 – Dinamarca x Japão
24/06 – 15:30 – Camarões x Holanda
F Seleção PG JD SG
1 Itália 0 0 0
2 Paraguai 0 0 0
3 Nova Zelândia 0 0 0
4 Eslováquia 0 0 0
14/06 – 15:30 – Itália x Paraguai
15/06 – 08:30 – Nova Zelândia x Eslováquia
20/06 – 08:30 – Eslováquia x Paraguai
20/06 – 11:00 – Itália x Nova Zelândia
24/06 – 11:00 – Eslováquia x Itália
24/06 – 11:00 – Paraguai x Nova Zelândia

G Seleção PG JD SG
1 Brasil 0 0 0
2 Coréia do Norte 0 0 0
3 Costa do Marfim 0 0 0
4 Portugal 0 0 0
15/06 – 11:00 – Costa do Marfim x Portugal
15/06 – 15:30 – Brasil x Coréia do Norte
20/06 – 15:30 – Brasil x Costa do Marfim
21/06 – 08:30 – Portugal x Coréia do Norte
25/06 – 11:00 – Portugal x Brasil
25/06 – 11:00 – Coréia do Norte x Costa do Marfim
H Seleção PG JD SG
1 Espanha 0 0 0
2 Suíça 0 0 0
3 Honduras 0 0 0
4 Chile 0 0 0
16/06 – 08:30 – Honduras x Chile
16/06 – 11:00 – Espanha x Suíça
21/06 – 11:00 – Chile x Suíça
21/06 – 15:30 – Espanha x Honduras
25/06 – 15:30 – Chile x Espanha
25/06 – 15:30 – Suíça x Honduras

Fonte:http://jumentosfutebolclube.com

Olimpíadas de Inverno 2010 – Países Participantes

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Cerca de 5,5 mil atletas de 80 países participarão de 86 eventos durante a 21ª edição dos Jogos Olímpicos de Inverno (também conhecidos como Olimpíadas de Inverno de 2010), que serão realizados entre 12 a 28 de fevereiro em Vancouver, Colúmbia Britânica, Canadá. Alguns eventos serão realizados nas cidades de Whistler, Richmond e West Vancouver, próximas a Vancouver.

Os Jogos da Paraolimpíada de Inverno (Paraolimpíadas de Inverno de 2010) serão realizados entre 12 e 21 de Março de 2010, também em Vancouver e arredores, na província canadense da Columbia Britânica. Os Jogos Olímpicos e os Jogos Paraolímpicos de 2010 são organizados pelo Vancouver Olympic Committee (VANOC).

Países Participantes dos Jogos Olímpicos de Inverno – Vancouver 2010
São esperados mais de 80 países nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2010. Entre eles muitos países sem invernos rigorosos, como o Brasil.

Possíveis países participantes das Olímpiadas de Inverno de 2010
País – Atletas
África do Sul
Alemanha
Albânia
Argélia
Andorra
Argentina
Armênia
Austrália
Áustria
Azerbaijão
Bielorrússia
Bélgica
Bermudas
Bósnia e Herzegovina
Brasil
Bulgária
Canadá
Cazaquistão
Chile
China
Chipre
Colômbia
Coreia do Norte
Coreia do Sul
Croácia
Dinamarca
Eslováquia
Eslovênia
Estados Unidos
Estônia
Espanha
Etiópia
Finlândia
França
Geórgia
Gana
Grã-Bretanha
Grécia
Hong Kong
Hungria
Ilhas Cayman
Islândia
Índia
Irã
Irlanda
Israel
Itália
Jamaica
Japão
Letônia
Líbano
Liechtenstein
Lituânia
México
Moldávia
Mônaco
Mongólia
Montenegro
Marrocos
Nepal
Nova Zelândia
Noruega
Países Baixos (Holanda)
Paquistão
Peru
Polônia
Portugal
Porto Rico
Quirguistão
República da Macedônia
República Tcheca
Romênia
Rússia
San Marino
Senegal
Sérvia
Suécia
Suíça
Taipé Chinês
Tadjiquistão
Turquia
Ucrânia
Uzbequistão

Curiosidades dos Jogos Olímpicos de Inverno – Vancouver 2010
• Alguns países tropicais devem disputar os Jogos Olímpicos de 2010. Bermudas, Brasil, Colômbia, Etiópia, Gana, Jamaica, Senegal, entre outros países com inverno ameno devem participar das Olimpíadas de Inverno de 2010.

Fonte:

http://www.quadrodemedalhas.com/olimpiadas/inverno-vancouver-2010/paises-olimpiadas-vancouver-2010.htm

Como é o Réveillon no mundo e no Brasil

domingo, 27 de dezembro de 2009

Tradições

Embora cada povo aguarde a chegada do ano novo com ritos e superstições próprias, a esperança de que o novo ciclo seja melhor do que aquele que se encerrou é comum a todas as pessoas, que aproveitam este momento para valorizar seu desejo de renovação. À espera de prosperidade, saúde, de um novo amor, entre outros desejos, práticas consagradas são usadas para atrair sorte e ajudar a realizar sonhos.

Se comunidades antigas jogavam fora roupas e objetos visando eliminar o que estava “envelhecido”, ou banhavam-se no rio ou mar para acolher o novo tempo, hoje há rituais como o de subir em cadeiras na Dinamarca, limpar a casa para espantar maus espíritos entre os chineses ou usar rolhas de champanhe com moedas como amuleto na Inglaterra. Na Irlanda costuma-se oferecer um pote de arroz doce aos gnomos, enquanto na Turquia pedras de sal grosso são guardadas em sacos com turquesas para proteger as pessoas.

Entre as tradições mais difundidas, há o costume de soltar fogos de artifício e fazer barulho ou tocar música à meia-noite, sempre visando afugentar o mal. Nos Estados Unidos, o mais famoso Réveillon ocorre em Nova York, na Time Square, onde o povo se encontra para dançar, correr e gritar, enquanto na contagem regressiva, uma grande maçã vai descendo no meio da praça e explode exatamente à meia-noite, jogando balas e bombons para todos. De outro lado, no Brasil, grande parte da tradição consiste em usar branco e jogar flores para Iemanjá, rainha do mar no Candomblé.

Réveillon no Rio
Banco de dados da Riotur
Show de fogos de artifício em Copacabana

E a festa é uma das mais valorizadas em Portugal e Espanha. No primeiro, uma das tradições é sair às janelas de casas batendo panelas para festejar a chegada do ano. Nos dias 25 de dezembro e 1º de janeiro, come-se uma mistura feita com as sobras das ceias, chamada “Roupa Velha”, em que o ingrediente principal é o bacalhau cozido. Mais festeira é a tradição espanhola: são dez dias, entre 28 de dezembro, dia dos Santos Inocentes, até 5 de janeiro, da chegada dos Reis Magos, em que as cidades são tomadas por cavalgadas de reis, além das famílias cozinharem a rosca de reis, uma espécie de bolo doce, com figuras e brinquedos para as crianças.  A passagem do ano em Madrid é também um evento de grandes proporções, em que os cidadãos vão à Puerta Del Sol ouvir as badaladas do relógio e fazer pedidos para o novo ciclo.

Diferentes datas marcam comemorações no mundo oriental e árabe. O Novo Ano Chinês é comemorado entre 15 de janeiro e fevereiro de acordo com a primeira lua nova depois do início do inverno. Os mulçumanos têm seu próprio calendário que se chama “Hégira”, iniciado no ano 632 d.C. do nosso calendário, e a passagem do ano novo ocorre em 6 de junho, quando o mensageiro Mohammad fez a sua peregrinação de despedida à Meca. Já o ano novo judaico, chamado “Rosh Hashanah”, é uma festa móvel no mês de Setembro, regada a receitas tradicionais como o “Chalah”, uma espécie de pão, e muito peixe, porque este nada sempre para frente.

Ao longo dos anos, algumas superstições também se transformaram em clássicos nos pedidos de Réveillon, como nunca passar o ano novo de bolsos vazios, usar caroços de romã na carteira para ter dinheiro o ano todo, ou comer lentilha para o crescimento pessoal. Tradições assimiladas e recriadas nas festas brasileiras.

Tradições Brasileiras

A passagem de ano no Brasil tem nome francês, comida italiana e festa no melhor estilo brasileiro, com fogos de artifício, confraternização entre os familiares e amigos e oferendas às entidades do candomblé, umbanda e até para os anjos da guarda. Neste caso, os principais ritos ocorrem nas praias em homenagem a Iemanjá – deusa do mar na religião dos orixás, que protege os fiéis com saúde, amor e dinheiro o ano todo.

Ali ocorre a generalizada tradição de pular sete ondas, que provém de costumes africanos, também em respeito à dona das águas, para que os caminhos sejam abertos. No Candomblé, sete é número cabalístico e representa Exu, filho de Iemanjá, inspirando a prática de um pulo e um pedido a cada onda para sorte futura, sem que jamais se dê as costas para o mar após a homenagem. Acender velas na praia ou jogar rosas no mar completam as comemorações mais tradicionais.

Réveillon em Copacabana
Banco de dados da Riotur
Fogos de artifício no Réveillon de Copacabana

É na praia de Copacabana, Rio de Janeiro, que a queima de fogos e os rituais à beira do mar reforçam o cenário do Réveillon mais conhecido do país, atraindo mais de 2 milhões de pessoas para o espetáculo de quase 20 minutos. Balsas na orla soltam dezenas de toneladas de fogos de artifício, com símbolos de prosperidade, amor e paz. O custo, calculado em cerca de R$ 2 milhões, é coberto pela arrecadação extra – pode chegar a R$ 500 milhões, principalmente graças a turistas estrangeiros.

Em casa, multiplicam-se as tradições e simpatias na noite de 31 de dezembro, como a crença de comer porco e não aves, que podem trazer azar pelo fato de ciscarem para trás, induzindo quem comeu a regredir na vida. Para um ano melhor, à meia-noite é comum as pessoas pularem com um pé só (direito), passar a virada com dinheiro no bolso, dar três pulinhos com a taça de champanhe na mão e jogar tudo para trás para eliminar o que passou de ruim ou cumprimentar primeiro alguém do sexo oposto para trazer sorte no amor.

A sorte no amor passa por crenças como a de usar peças íntimas novas na noite da virada e pela simbologia das cores, que além da tradicional cor branca nas roupas representando a paz e a luz, inclui: azul para a calma e tranqüilidade, amarelo para a riqueza, vermelho para a paixão, rosa para o amor, verde para a esperança e auto-afirmação e violeta para o equilíbrio das emoções.

Festa dupla

O Brasil é o único país equatorial (cortado pela linha do Equador) a utilizar o horário de verão, pois nas nações equatoriais e tropicais (situadas entre os Trópicos de Câncer e Capricórnio), a incidência da luz solar é uniforme quase todo o ano e inexistem muitas vantagens na adoção do horário de verão. Adotado nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, porém, o hábito de adiantar uma hora do relógio no verão implica em até 5% de redução de energia elétrica no horário de pico. Para as comemorações de ano novo e mesmo de Natal, fica a indefinição da hora correta a festejar a passagem. Quando o brasileiro festeja a virada à meia-noite está, na verdade, adiantando em uma hora o ano novo devido a uma adequação social. A polêmica faz com que grupos mais criativos comemorem duas vezes o começo do ano, brindando à meia-noite e à uma hora da manhã, garantindo de todos os lados a realização de seus pedidos. 

fonte:
Heloisa Ribeiro.  “HowStuffWorks – Como funciona o réveillon”.  Publicado em 19 de dezembro de 2007  (atualizado em 23 de dezembro de 2008) http://pessoas.hsw.uol.com.br/reveillon1.htm  (26 de dezembro de 2009)

A vida de Papai Noel em detalhes

domingo, 20 de dezembro de 2009
Muitos países europeus negam a crença norte-americana no Pólo Norte como o lar do São Nicolau.

Nem o Papai Noel escapou da fúria biográfica. Sorte nossa que o historiador americano Gerry Bowler, mais do que uma biografia, escreveu uma história completa das representações do Papai Noel na cultura ocidental, revelando aspectos inusitados e pouco conhecidos do curriculum deste imbatível campeão de popularidade. Se a polêmica sobre sua existência virou lugar-comum, pelo menos a história de sua representação coletiva existe, concretamente, nas centenas de estudos e livros consagrados ao surgimento, invenção e reinvenção cultural dessa figura tão conhecida.

Muitas pesquisas recentes procuram demonstrar as fortes relações lendárias de São Nicolau – e por extensão, do Papai Noel – com seus ascendentes pagãos. A associação das festas natalinas às prodigalidades gastronômicas e à entrega de presentes é bem mais antiga que o cristianismo: já eram costumes arraigados e bastante difundidos nas festas pagãs da Saturnália e das Calendas – consagradas ao excesso e à abundância – e depois lentamente transferidos para as festas cristãs do Natal e da Epifania. Mas que coisa mais absurda. As pessoas vêm chegando boquiabertas, esperando receber alguma coisa umas das outras. Os que deram estão abatidos; os que receberam um presente não o conservam consigo, pois passam-no adiante para outros, e aquele que recebeu de um inferior o dá para um superior. Isso não é nada mais que uma nova forma de suborno e servilismo, à qual se liga inevitavelmente o constrangedor elemento da obrigação. Esta advertência ancestral – não destituída de uma certa lucidez – do bispo Astério de Amaséia, a todos os cristãos, é de janeiro do ano 401!

Apesar disso, o surgimento anual de um presenteador mágico, que gostava particularmente das crianças, levou mais de mil anos até tornar-se a mais conhecida e divulgada criação cultural chamada Papai Noel. Embora narrativas desencontradas afirmem que São Nicolau era um bispo da cidade de Mira, na costa da atual Turquia, apenas no século 11 ele se tornou um dos santos mais poderosos da Igreja. E depois que os primeiros colonizadores vikings batizaram uma catedral com o seu nome, o culto se espalhou por toda a Europa, principalmente nos países nórdicos. Bowler detalha também lugares e épocas nas quais surgiram novos hábitos, como o costume medieval das freiras de deixarem presentes às crianças pobres na véspera do Dia de São Nicolau, no começo de dezembro. Analisa ainda como a ascensão do cristianismo fez com que a festa começasse a ser transferida para a véspera do aniversário de nascimento de Jesus; e como a figura de São Nicolau esteve muito distante da figura moderna e benevolente do Papai Noel – sobretudo porque sempre foi representado como um santo severo, rígido e disciplinador, hábil em fustigar incréus e malfeitores com varas e chicotes. No longo período de tempo entre a Reforma no século 16 e a revolução tecnológica no 19, São Nicolau foi associado a uma série de representações lendárias e fantasmagóricas que incluíam, além da óbvia figura barbuda, com um gorro cinzento e rosto sério, uma variedade imensa de espantalhos desgrenhados, feiticeiras, figuras fantasmagóricas, fadas, reis, anjos, duendes e até um espantoso pedaço de tronco que urinava e defecava.

Foi na pragmática e utilitária cultura oitocentista norte-americana que toda esta tradição complexa, variada, multiforme e sincrética de representação de Nicolau acabou sendo escoimada, filtrada e desinfetada para inventar – ou reinventar – esta figura gorducha e coberta de peles chamada Papai Noel. As primeiras menções impressas são de 1810: versos anônimos publicados no New York Spectator e um poema do nova-iorquino Clemente Moore, o qual – inspirando-se na figura do condutor holandês que o conduzia, de carruagem, para sua casa – descreve o gorducho personagem à sua família. Mas, quando este último poema é publicado, em 1823, a figura de Noel já foi completamente dessacralizada e secularizada – tanto que ele já se mostrava capaz de descer pelas chaminés tanto dos lares católicos quanto protestantes. Sua vocação disciplinadora também foi mantida e bem temperada com traços do seu caráter mágico – em resumo, surgiu uma figura que dispunha de uma autoridade sedutora e transcendente, à qual se podia apelar tanto quanto a qualquer outra autoridade em casa, na família ou na imaginação nacional. No final do século 19, o Papai Noel era tão popular que os movimentos sociais e políticos começaram a recrutá-lo como porta-voz das mais variadas bandeiras de lutas e reivindicações na arena pública, transformando-o num precoce lobista das mais diversas causas.

O paradigma atual de sua imagem, vestido de vermelho e branco, contudo, só se consolidou nos famosos desenhos realizados pelo ilustrador Haddon Sundblon para a Coca-Cola Company, em 1931. Daí a figura que conhecemos ganhou enorme prestígio e popularidade em canções, filmes, folhinhas, revistas e lojas de departamentos – sem contar que chegou a ser recrutado como uma espécie de propagandista neutro durante a 2.ª Guerra Mundial. Ressaltando-se sua prodigalidade e auto-indulgência, durante todo o século 20, Noel transformou-se num autêntico pau para toda obra, virando propagandista, aliciador mercantil, tema de arte kitsch natalina, e até personagem de sites pornográficos na internet. Fundamentalistas condenaram e proibiram seu culto como mera idolatria. Já intérpretes estruturalistas chegaram a descrevê-lo como profeta-vendedor, cujo papel era induzir astuciosamente as pessoas a comprar e – ao mesmo tempo – disfarçar as origens comerciais desses presentes. Lévi-Strauss definiu-o como o único deus de um grupo etário específico: as crianças, que sempre o homenageavam com cartas e preces. Uma visada pós-moderna chegou mesmo a inverter o mecanismo da crença: nós não estamos mais engendrando a figura de Noel – é ele que está veladamente nos moldando, porque todo ano ele renasce e nos torna participantes de uma aventura de consumo que dura um mês inteiro.

Hoje, é grande até a disputa turística por Papai Noel: muitos países europeus negam a crença norte-americana no Pólo Norte como o lar do famoso velhinho. Suécia, Dinamarca, Noruega e Finlândia divulgam folhetos turísticos indicando cidades onde nasceu e viveu São Nicolau. Recentemente, até a Turquia muçulmana entrou na disputa, reivindicando ser o lar original do primitivo santo. Mas não será uma olhada na enorme bibliografia referente ao bom velhinho que vai decidir a questão. Em síntese, Papai Noel ficou tão trivial que provavelmente ninguém mais se interesse pelas suas origens. Bowler resume grande parte das mais recentes pesquisas, voltadas para entender como se formam e perduram os mecanismos de uma crença cultural tão renitente. E, neste caso, as crenças não se limitam ao Papai Noel. Em muitos países, o menino Jesus ainda é o seu mais poderoso concorrente. Muitas crianças italianas escrevem bilhetes não para Noel, para o Gesù Bambino. Recentemente, saíram duas coletâneas com trechos das melhores cartas e bilhetinhos das crianças, nos quais surgem perguntas muito pertinentes, surpreendentes até para os mais profundos teólogos. Como a de Marcello, um milanês de 9 anos, que, fazendo jus à criatividade implacável desta idade, escreve: Querido Jesus, em vez de você fazer as pessoas morrerem e aí criar novas pessoas, por que você não fica com as que já têm?

Elias Thomé Saliba é historiador, professor da USP e autor, entre outros, de As utopias românticas.

fonte:

http://www.parana-online.com.br/editoria/almanaque/news/275459/?noticia=A+VIDA+DE+PAPAI+NOEL+EM+DETALHES

O Telefone Celular e o Trânsito

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Implicações comportamentais quanto ao uso do celular no trânsito:

Os estudos sobre as conseqüências do uso do aparelho celular no trânsito ainda são bastante incomuns, porém já determinam que este uso aumenta em quatro vezes o risco do condutor sofrer acidentes, como é apresentado no estudo realizado no Canadá.

A pesquisa, que durou 14 meses, foi realizada com 699 motoristas que tinham telefones celulares e foram responsáveis por acidentes com perdas materiais relativamente graves, porém sem acidentes pessoais. O resultado demonstrou que o número de acident es acontecidos durante ou imediatamentepós uma conversa ao telefonea foi mais de quatro vezes maior do que o esperado na direção normal de veículos, bem como, motoristas mais jovens têm maior tendência a problemas, nessa situação, do que os mais velhos.

Foi comprovado, também, que os condutores utilizando-se de aparelho de viva -voz, correm o mesmo risco de sofrer acidentes do que aqueles que seguram o aparelho enquanto dirigem. A questão perpassa pela limitação sobre o que você pode fazer com seu cérebro, ou seja, alterações de atenção, controle das emoções, raciocínio, entre outras reações que são percebidas quando falamos ao telefone. Esta visão contraria a suposição de que o viva-voz não interferiria na direção por não necessitar de esforço motor.

A conversação no telefone é bem diferente que a realizada com o passageiro, pois este funciona até mesmo como um auxílio para percepção de algumas situações na via. O passageiro coopera com o condutor mostrando melhores saídas, apontando algum desleixo do condutor, chamando atenção para perigos que possam surgir, já que a própria vida está condicionada a uma boa direção. A pessoa externa que conversa com o condutor através do aparelho celular não sabe o que está acontecendo no trânsito, transmite uma série de emoções e sentimentos que podem prejudicar a condução. Neste momento, o condutor desliga o celular e fica idealizando tudo o que conversou, sem ter ninguém para lhe confortar, podendo causar acidente até após desligar o telefone como reação do que acabou de saber. Pensemos, por exemplo, numa conversa onde o condutor fica sabendo que sua mãe está muito doente. Ele corre em disparada para atendê-la. Daí ele infrige o sinal vermelho, dirige em alta velocidade, não observa as placas de sinalização, entre outras situações de risco. Se a notícia fosse dada por um passageiro, por exemplo, este confortaria o condutor através de uma conversa sensata e apontaria para os erros cometidos no trânsito, que afetaria duas vidas além do desfalecimento da mãe.

O estudo apresentado pelo Prof. José Aparecido da Silva considera análises epidemiológicas, apontado que o uso do aparelho celular aumenta o risco dos motoristas se envolverem em colisões de trânsito. Neste contexto, foram somadas as relações, entre a quantidade de tempo dispensada mensalmente no celular e os diferentes fatores que distraem a atenção dos motoristas, cuidadosamente examinadas através de análises de cruzamentos de casos e de técnicas de regressão logística. Utilizou-se mais de 200.000 acidentes de trânsito compreendendo o período de 1992 a 1995. Ao acrescentarmos o uso do celular com as variáveis, como idade, sexo, uso de álcool, velocidade, distratores e dirigindo à esquerda do centro da pista, as análises mostraram que o risco de se envolver em colisões fatais foi aproximadamente nove vezes maior. Quando apenas a variável uso do telefone celular foi considerada, este risco dobrou.

Como resultado, os dados epidemiológicos não revelam nenhuma vantagem em termos de segurança no trânsito entre o uso de aparelhos viva-voz e aparelhos manuais.

A Associação Brasileira de Medicina de Tráfego-ABRAMET considera no seu estudo fatores operacionais destacando o ato de pegar o telefone no bolso ou em qualquer lugar como já prejudicial no desvio da atenção do motorista no trânsito. Os fatores motores, já representam um risco no uso do aparelho celular, acrescentam-se mais recentemente, inclusive neste estudo, os fatores psicológicos e cognitivos dispensados neste uso, já reconhecendo o desvio de atenção na utilização do aparelho viva- voz.

Ação do motorista
Tempo gasto(estimado)
Distância percorrida à 100 km/h
Acender um cigarro
3 segundos
80 metros
Beber um copo d´água
4 segundos
110 metros
Sintonizar o rádio
4 segundos
110 metros
Procurar objeto na carteira
Mais de 3 segundos
Mais de 80 metros
Consultar um mapa
Mais de 4 segundos
Mais de 110 metros
Discar número de telefone
5 segundos
140 metros
Fonte: Volkswagen

Como podemos perceber neste último gráfico, entre todas as ações, a discagem do número, requer maior tempo, afetando na distração do condutor. O ritual começa desde a procura do aparelho até depois da conversa. Dependendo do assunto tratado na mesma, o condutor pode ter várias reações que irão refletir na segurança e responsabilidade da direção.

Entre as reações comportamentais possíveis e previsíveis relacionadas ao uso do celular pelo condutor do veículo no trânsito, podemos destacar a descarga emocional que acompanha o conteúdo do assunto explorado no momento da conversa como, por exemplo, o choro, a agressividade, o aumento da irritação e da tensão interna, a euforia e o entusiasmo. Algumas dessas descargas podem vir somadas ao fator espontâneo e alheio à vontade do condutor, desde que sejam advindas do Sistema Nervoso Autônomo, levando-o a atitudes impulsivas.

A sensação de impotência, frente ao desconhecimento da notícia recebida através do aparelho celular, pode evocar no condutor um quadro de extrema angústia perante a impossibilidade de tomada de decisão momentânea.

Aliados às reações supra citadas têm-se o nível de stress do dia-a-dia no tráfego, na vida pessoal e no trabalho do condutor que podem intensificar o risco de acidente no trânsito.
Apesar da existência de poucos estudos sobre o uso do aparelho celular, os que já foram realizados alertam para o risco por ele causado, ressaltando não somente o abandono de uma das mãos, que influi na limitação motora do condutor, mas também pela perda de atenção no trânsito.


Alguns países têm restringido o uso do aparelho celular no trânsito visando a direção com segurança, cuidadosa e hábil, não tendo nenhuma ferramenta que desvie a atenção do condutor e permita a execução de manobras que não ocasionem colisões. Por exemplo, Austrália, Espanha, Portugal, Itália, Chile, Suíça, Israel, Grã-Bretanha, Dinamarca, Polônia, Hong Kong e o Brasil, têm elaborado normas ou leis proibindo o uso de celulares no trânsito.

Nos EUA, a polícia acredita que 30% das batidas são causadas por distrações dos motoristas que incluem dispositivos de comunicação móveis.Na Inglaterra, o governo está quase aprovando uma lei para banir a utilização do celular no trânsito, sem fone ou viva-voz. A Suíça e a Argentina, que ainda permitem o uso do aparelho de viva-voz, já estão pensando em proibi-lo. No caso do primeiro, é conseqüência da lei britânica que também está sendo debatida em outros países da Europa, no caso do segundo, a questão é que a legislação não menciona o aparelho viva-voz, por se tratar de tecnologia mais recente.

Multas por usar aparelho celular – Em dólar

Nova York
US$ 100
Cingapura
US$ 600
Israel
US$ 150
Espanha
US$ 100
Japão
US$ 90
Suíça
US$ 70
Brasil
US$ 35
França
US$ 22


França
Proibido falar ao celular com carro em movimento. Pode ser usado se parar. Multa de R$ 66. Valor dobra ou triplica se pago em três dias. São 3 pontos na carteira.

Suíça
Permite viva-voz, mas pode rever essa autorização. Multa por usar celular na mão é de R$ 200.

Inglaterra
Governo deve aprovar lei para banir celular, fone ou viva-voz ao volante.

Argentina
É proibido o uso do aparelho ao dirigir, mas não há menção sobre o viva-voz. Multa de R$ 289 a R$ 1.445.

Fontes:
- Celular e Direção Veicular – Associação Brasileira de Medicina de Tráfego
- A opinião pública sobre o uso de celular na direção e perfil do usuário – PUC/PR e DETRAN/PR
- Telefones Celulares e os acidentes de trânsito – Prof. José Aparecido da Silva (USP)
- “Na Argentina, lei tem brechas”- O Estado de São Paulo – 30/08/02
- “Multa mínima de R$ na França”- O Estado de São Paulo – 30/08/02
- “Inglaterra e Suíça também querem banir o aparelho” – O Estado de São Paulo – 30/08/02

Fonte de pesquisa

http://abetran.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=842&Itemid=143