Arquivo da Categoria ‘Trurismo’

Queda na venda de Carros de passeio

sábado, 2 de agosto de 2014

Já era hora de aparecer a recessão na indústria de automóveis no Brasil.

Começam com férias parciais coletiva, depois as demissões. Enfim, as montadoras são como qualquer outro negócio, precisa dar lucro, senão tem que tomar medidas urgentes e drásticas por muitas ocasiões.

O mercado está inseguro, já não se consegue andar com o carro nem em bairros da periferia.

Está abarrotado de tantos carros, novos e velhos.

O brasileiro troca de carro em média de um ano e meio, enquanto os americanos em cada dois anos e meio.

O Brasil está com a economia inflada, não real, e o consumidor começou a perceber que muito em breve, ainda com o carnê na mão, pode perder o emprego, e o pior o bem desvalorizado ao extremo.

Cuidado, estude muito e analise todas as propostas. Não caia na tentação do impulso, pode lhe custar muitas dores de cabeça.

Do mais, se puder compre um veículo importado semi novo, vai pagar quase a metade de um novo e desfrutar de tecnologia, qualidade e durabilidade.

Tenda para evento do Bradesco desaba em Costa do Sauípe

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Quarta, 13 de Fevereiro de 2013 – 12:21

Estrutura de tenda desaba em Costa do Sauípe e acidente é considerado ‘grave’

por Cláudia Cardozo

Estrutura de tenda desaba em Costa do Sauípe e acidente é considerado 'grave'

Ainda não há informações sobre o número de vítimas | Foto: Reprodução
A montagem de uma estrutura de uma tenda para realização de um evento do Bradesco no complexo hoteleiro de Costa do Sauípe desabou na manhã desta quarta-feira (13). Uma empresa de São Paulo é responsável pela instalação da estrutura, que estava localizada no primeiro complexo. Até o momento, não foi informado o número de feridos ou mortos. Segundo informações do Correio, mais de dez operários trabalhavam na instalação. De acordo com o secretário de Saúde de Camaçari, Vital Sampaio, unidades da Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) foram enviadas ao local para ajudar no resgate. O secretário afirma que recebeu a informação de que o acidente é de “grande proporção”. Ele informou que o complexo hoteleiro não faz parte de Camaçari, mas que o Município tem atuado de forma solidária no atendimento e já deixou as Unidades de Pronto Atendimentos (UPAs) acionadas para receber as vítimas, além de acionar os médicos e agentes de saúde para um possível deslocamento para os hospitais da região, como o Hospital Geral de Camaçari (HGC). Também já foi acionado o serviço de UTI aérea, junto com a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), para caso seja necessário transferir as vítimas para hospitais de Salvador e Lauro de Freitas. Contatada pelo Bahia Notícias, a diretoria Complexo Hoteleiro da Costa do Sauípe informou que o acidente ocorreu “em uma área destinada para a montagem de estruturas provisórias para eventos, afastada de seus hotéis”. Entre os feridos não haveria nenhum hóspede ou funcionário da Costa do Sauípe.
http://www.bahianoticias.com.br
Minha opinião pessoal!
Imaginem como seria então no Evento no dia 14/02/13 com aproximadamente 3500 pessoas.
Muita responsabilidade, é assim que se encaram eventos de grande concentração no Brasil.

Belos e Exuberantes lugares do Brasil

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Destinos bons, bonitos e baratos no Brasil

– 4 DE MARÇO DE 2011CATEGORIA(S): DESTINOSROTEIROS

Foto destaque: albertolenz/Flickr Pouco dinheiro, muita vontade de viajar: como resolver esse problema? Em tempos difíceis, as viagens são geralmente o primeiro gasto a ser cortado. Muitos consideram ainda um luxo...

Foto destaque: albertolenz/Flickr

Pouco dinheiro, muita vontade de viajar: como resolver esse problema?
Em tempos difíceis, as viagens são geralmente o primeiro gasto a ser cortado. Muitos consideram ainda um luxo poder sair de casa, da cidade, do estado, do país, mas a verdade é que está cada vez mais barato viajar. E, escolhendo o destino certo, os gastos são ainda menores!

O Brasil está repleto de destinos baratos, mas nem sempre muito conhecidos, que podem ser a saída para quem tem pouco dinheiro ou quer gastar pouco. A dica é procurar lugares próximos à cidade que você mora, para viagens mais curtas. Listamos aqui alguns destinos bons, bonitos e que não pesam no bolso para você aproveitar! Afinal, faz ou não faz bem fugir da rotina de vez em quando?

Caldas Novas – Goiás

Caldas Novas é considerada a maior estância hidrotermal do mundo e atrai turistas, principalmente famílias e pessoas da terceira idade, que buscam os efeitos medicinais de suas águas termais, com temperaturas entre 30ºC e 57ºC. A cidade possui vários hotéis e clubes onde os turistas podem aproveitar e descansar em piscinas naturalmente aquecidas.

Vista ao longo da estrada que liga a capital à Caldas Novas. Foto: Luciana Ferry/Flickr

Os amantes de esportes náuticos e aqueles que quiserem fugir um pouco das águas quentes vão encontrar o local perfeito no Lago de Corumbá. Não deixe de conhecer também o Parque Estadual da Serra de Caldas, onde os turistas podem fazer trilhas e tomar banho nas cachoeiras Cascatinha e Paredão. No Parque Aquático da Lagoa de Pirapitinga estão as nascentes mais quentes, com cerca 50°C de temperatura. Neste parque está o Poço do Ovo, que, com 57°C de temperatura, pode ser utilizado para cozinhar ovos.

Uma dica é provar os pratos da região, que são deliciosos e perfeitos para repôr as energias. O destaque é para a galinhada com pequi e guariroba, além dos doces de leite e doces de frutas.

Ilhabela – São Paulo

Com belíssimas praias, Ilhabela é um destino imperdível, principalmente na baixa temporada. A região possui cerca de 30 praias e 300 cachoeiras e atrai um público amplo, entre famílias, mergulhadores e praticantes de esportes náuticos.

A Praia do Curral, em Ilhabela. Foto: ZeMauroJr./Flickr

Quem prefere passeios históricos também vai encontrar um lugar incrível. A Pedra do Sino é famosa por ter salvo a ilha de um ataque pirata com seu som estridente há vários anos. Mais história está nas casas de época das antigas fazendas de café e cana.

Os pescadores de Ilhabela preservam sua cultura e costumes no local, o que dá um brilho especial à ilha. Os turistas podem comprar seus produtos artesanais nas lojinhas, ótimos presentes e lembranças da viagem. À noite, vários bares e restaurantes ficam repletos de jovens, garantia de uma vida noturna movimentada.

Serra do Cipó – Minas Gerais

A aproximadamente 100 km de Belo Horizonte, a Serra do Cipó é uma região rica em paisagens e cachoeiras.Tanto quem viaja para relaxar quanto aqueles que procuram aventura vão encontrar várias opções de passeios entre os rios, cânions e trilhas.

As paisagens da Cerra do Cipó atraem turistas o ano todo. Foto: Jay Woodworth/Flickr

O local também é perfeito para acampar, com campings de ótima qualidade, o que atrai muitos mochileiros. Existem várias opções de hotéis e pousadas na região também, para aqueles que não abrem mão de um conforto maior.

O Véu da Noiva, uma das cachoeiras mais procuradas na Serra do Cipó. Foto: nany mata./Flickr

Há quem diga até que o local já recebeu a visita de extraterretres e possui poderes mágicos. Mas, com tanta beleza em um lugar só, não é difícil entender porque os visitantes buscam explicações sobrenaturais.

Praia do Forte – Bahia

Praia do Forte possui uma estrutura excelente para seus turistas, com hotéis e restaurantes para todos os gostos. A pequena cidade ainda preserva o estilo rústico e a tranquilidade. Na rua principal, Alameda do Sol, os visitantes podem encontrar lojas, bares e cafés, e provar pratos da culinária típica baiana.

A Praia do Forte é o cenário perfeito para descansar. Foto: [lucas.gomes/Flickr

Praia do Forte recebe turistas de todas as idades. Além de piscinas naturais, a região também conta com locais perfeitos para a prática de esportes como o surf, windsurf, mergulho e canoagem.

Além de uma flora rica, na Praia do Forte ainda é possível encontrar animais como peixes coloridos e tartarugas marinhas gigantes, que visitam a região entre os meses de maio a junho, e baleias Jubarte, que chegam à costa baiana entre os meses de julho a outubro.

Outro ponto turístico obrigatório é o Castelo Garcia D’Ávila, em estilo medieval, um dos principais monumentos do patrimônio histórico cultural do Brasil. A Vila dos Pescadores também encanta os turistas, com várias lojas, restaurantes e a Capela de São Francisco de Assis, tudo em um cenário sem comparação.

Cambará do Sul – Rio Grande do Sul

Cambará do Sul possui paisagens tão bonitas que já foram mais de uma vez cenários de filmes e séries, comoA Casa das Sete Mulheres. A cidade é tranquila e pequena, perfeita para quem quer fugir de qualquer agito.
Durante as noites, os visitantes se encontram nos restaurantes. Durante o dia, os turistas podem conhecer locais como a Igreja Matriz São José, o Kridjijimbé, uma réplica em miniatura dos cânions, ou o Centro Cultural Dr. Santo Bornéo.

O Itaimbezinho é um dos cânions mais famosos da região, localizado no Parque Nacional Aparados da Serra. Foto: Valdiney Pimenta/Flickr

Mas a principal atração de Cambará do Sul são seus cânions. Entre eles, o Itaimbezinho, o mais famoso da região, localizado dentro do Parque Nacional Aparados da Serra. No Parque Nacional da Serra Geral, você vai encontrar cânios como o Fortaleza, Churriado e Malacara.

Além dos cânions, os parques contam com atrações como trilhas e cachoeiras, todas belíssimas.Atividades como trekkiing, rapel e bicicleta também podem ser feitas na região.

E você, já foi a algum desses lugares ou tem mais dicas de destinos bons, bonitos e baratos? Deixe seu comentário!

Esse post foi escrito para o Blog da MalaPronta.com, hotéis no Brasil e no Mundo pelo menor preço!

http://www.malapronta.com.br/blog/2011/03/04/destinos-bons-bonitos-e-baratos-no-brasil/

Aniversário da Cidade de São Carlos- São Paulo

sábado, 5 de novembro de 2011

04 de outubro, aniversário da Cidade de São Carlos

Um pouco da História

HISTÓRIA DE SÃO CARLOS

A região começou a ser povoada no final do século XVIII, com a abertura de uma trilha que levava às minas de ouro de Cuiabá e Goiás. Saindo de Piracicaba, passando por Rio Claro, subindo as escarpas das encostas do planalto, passando pelos campos, matas e cerrados de Araraquara, levas de povoadores se estabeleceram na região. A história de São Carlos tem início em 1831, com a demarcação da Sesmaria do Pinhal. Na data da fundação, 4 de novembro de 1857, a povoação era composta por algumas pequenas casas ao redor da capela e seus moradores eram, em sua maior parte, herdeiros da família Arruda Botelho, primeiros proprietários das terras da Sesmaria do Pinhal.

São Carlos é elevada à categoria de vila em 1865 e a Câmara Municipal é empossada. Em 1874 a vila contava com 6.897 habitantes e destacava-se na região pelo seu rápido crescimento e importância regional. Em 1880, passa de vila a cidade e em 1886, com uma população de 16.104 habitantes, já possui ampla infra-estrutura urbana.

Entre 1831 e 1857 são formadas as fazendas de café pioneiras, marcando o início da primeira atividade econômica de maior expressão em São Carlos. A lavoura cafeeira chega à Fazenda Pinhal em 1840 e se espalha por todas as terras férteis no município, tornando-se o principal produto de exportação.


A cidade surge no contexto da expansão da lavoura cafeeira, que é marcante nas últimas décadas do século XIX e nas duas primeiras do século XX. A chegada da ferrovia em 1884 propiciou um sistema eficiente para escoar a produção para o porto de Santos e deu um grande impulso ao desenvolvimento da economia da região. A ferrovia também contribuiu para que a área central da cidade se firmasse como local de destaque político e econômico.

Nas últimas décadas do século XIX ocorreu o fenômeno social que mais influência deixou na região central do Estado de São Paulo: a imigração. São Carlos recebeu imigrantes alemães trazidos pelo Conde do Pinhal em 1876, e de 1880 a 1904, o município foi um dos principais pólos atrativos de imigrantes do Estado de São Paulo. A grande maioria imigrantes do Estado de São Paulo. A grande maioria  deles era originária das regiões setentrionais da Itália. Os imigrantes vinham para trabalhar nas lavouras de café e, graças às suas habilidades, atuavam também na manufatura e no comércio.

No início do século XX existiam inúmeras sociedades culturais e de ajuda mútua que desenvolviam atividades sociais com a finalidade de promover a educação, destacando-se a Vittorio Emanuele, de 1900, e a Dante Alighieri, de 1902. A presença de imigrantes italianos era tão grande que durante as primeiras décadas do século XX, o governo italiano manteve um vice-consulado em São Carlos. A crise cafeeira de 1929 levou os imigrantes a deixarem a atividade rural, passando a trabalhar no centro urbano como operários nas oficinas, no comércio, na prestação de serviços, na fábrica de artefatos de madeira e de cerâmica e na construção civil.

Os fazendeiros aplicavam os lucros obtidos com o café na constituição de várias empresas em São Carlos: bancos, companhias de luz elétrica, de bondes, telefones, sistemas de água e esgoto, teatro, hospitais e escolas, fortalecendo a infra-estrutura urbana e criando condições para a industrialização. Com os conhecimentos dos imigrantes e com a chegada de migrantes de outros centros urbanos nas décadas de 30 e 40, a indústria consolida-se como a principal atividade econômica de São Carlos, que chega à década de 50 como centro manufatureiro diferenciado, com relevante expressão industrial entre as cidades do interior do Estado de São Paulo.

O setor industrial desenvolveu-se também a partir de oficinas que serviam às plantações de café. A fabricação de máquinas de beneficiamento, sapatos, adubos, ferragens, móveis, macarrão e charutos, assim como as alfaiatarias, cervejarias, fundições, serrarias, tecelagem, uma indústria de lápis e olarias marcam a economia de São Carlos nos anos 30. Nas décadas de 50 e 60 a indústria solidifica-se com a instalação de fábricas de geladeiras, compressores, tratores e uma grande quantidade de empresas pequenas e médias, fornecedoras de produtos e serviços.

Na segunda metade do século XX, a cidade recebe um grande impulso para o seu desenvolvimento tecnológico e educacional com a implantação, em abril de 1953, da Escola de Engenharia de São Carlos, vinculada à Universidade de São Paulo (USP), e, na década de 70, com a criação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

fonte: http://cidadao.saocarlos.sp.gov.br

Mergulho em Naufrágios

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Tema:Mergulho
Autor: Chris Bueno
Data: 27/3/2010

EXCLUSIVO
O Brasil possui cerca 8.500 km de costa. E, nessa costa, verdadeiros tesouros perdidos e histórias incríveis, que estão submersos com os destroços de navios naufragados nos últimos 500 anos. Essa história anima a imaginação da população, atiça a curiosidade de mergulhadores e desperta a cobiça de variados caçadores de tesouros, que investem milhões de reais em buscas.

A maior parte dessa história submersa permanece desconhecida até hoje. Existem provavelmente 11 mil naufrágios na costa brasileira, mas apenas pouco mais de 1000 estão registrados nos arquivos da Marinha do Brasil. Levantamentos particulares de pesquisadores documentam mais de 2.500 navios afundados. Assim, a maioria esmagadora dos naufrágios é conhecida apenas por fontes históricas, sendo que apenas 600 foram realmente descobertos e explorados.

As dificuldades para se conhecer melhor os navios afundados na costa brasileira são muitas: a grande extensão do litoral nacional, a escassez de documentação (principalmente de embarcações mais antigas) para se identificar e localizar os acidentes, e o alto investimento necessário para a exploração de naufrágios, que pode chegar a R$ 78 mil por dia.

Todas essas dificuldades e os mistérios que envolvem os naufrágios, além das lendas acerca das embarcações e de seu valor histórico, tornam a exploração de naufrágios altamente atraente para quem tem espírito de aventura. Por isso o mergulho em naufrágios é um esporte de aventura muito praticado em todo o país.

Recife é um dos Estados com maior número de naufrágios conhecidos – por isso é chamada pelos mergulhadores como a “capital dos naufrágios”. A Bahia e o Rio de Janeiro, que já foram capitais brasileiras, também possuem muitos navios afundados que podem ser explorados por mergulhadores. São Paulo – especialmente Ilhabela – e Santa Catarina também possuem muitos naufrágios antigos e interessantes para serem visitados.

Ecologia
Além de serem um verdadeiro tesouro histórico, os naufrágios também são importantíssimos para a preservação da flora e a fauna marinha, servindo de ambiente para que diversas espécies se desenvolvam. Alguns naufrágios são verdadeiros “recifes artificiais”, servindo de moradia e fonte de alimento para diversas espécies. O Pirapama, navio naufragado em 1889 próximo ao Porto de Recife, hoje se encontra a 23 metros de profundidade e é habitado por grandes tartarugas, arraias, moréias e uma imensa variedade de espécies marinhas. O mesmo acontece com o Vapor Bahia, naufragado em 1887 em frente à praia Ponta de Pedra, no Recife, que está a 25 metros de profundidade e abriga uma imensa variedade de espécies marinhas como grandes meros, parus, tartarugas, arraias, anêmonas, entre outros.

Curso
A exploração de naufrágios é altamente atraente para quem tem espírito de aventura. Por isso o mergulho em naufrágios é um esporte de aventura muito praticado em todo o país. No entanto este tipo de mergulho requer cuidados especiais, pois existem muitas dificuldades ao praticá-lo, como a presença de uma “teto” sobre o mergulhador, que impede a subida livre; caminhos labirínticos; e visibilidade baixa, causada por sedimentos e pela pouca luminosidade.

Existem cursos específicos para quem quer explorar as embarcações afundadas, que preparam o mergulhador para executar com sucesso a pesquisa, busca e exploração de um naufrágio. Muitos cursos abordam, além das convencionais aulas de mergulho, aulas sobre pesquisa histórica, métodos de busca, análise de acidentes e até sobre recuperação de artefatos submersos. Vale a pena se informar em seu Estado sobre as escolas de mergulho que oferecem esse tipo de curso. Além de mergulhar com mais segurança, você vai aproveitar muito mais sua exploração.

Naufrágios na costa brasileira contam muitas histórias

Os navios afundados carregam muitas histórias – alguns até lendas – sobre seu destino, seus passageiros, sua carga e seu acidente. Além, é claro, de serem um valioso registro histórico. Entidades como o Icomos (Conselho Internacional de Monumentos e Sítios) e a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) consideram os naufrágios patrimônio histórico da humanidade. As histórias que cercam os naufrágios são diversificadas e vão desde de perseguições a piratas até simples acidentes devido ao mau tempo, passando por colisão com rochas ou outras embarcações, bombardeios e motins.
Uma das histórias mais conhecidas de naufrágio na costa brasileira é do transatlântico Príncipe de Astúrias, considerado o Titanic brasileiro devido ao seu luxo e ao seu trágico acidente. Segundo documentos e relatos, o navio estaria carregado de ouro, além de transportar 447 passageiros e um grande número de refugiados alemães da Primeira Guerra Mundial. O navio atravessava o Atlântico em cerca de 30 dias, partindo de Barcelona e escalando em Cadiz e Las Palmas, na Espanha, além do Rio de Janeiro e Santos no Brasil, e Montevidéu, no Uruguai, antes de atingir Buenos Aires, na Argentina. Na madrugada de uma segunda-feira de carnaval de 1916, após uma forte chuva, a embarcação se chocou contra os rochedos da Ponta da Pirabura, em Ilhabela, abrindo uma enorme fenda no casco. O Principe de Asturias naufragou em menos de cinco minutos. Mais de 450 pessoas faleceram no desastre.

Outra história interessante é do acidente entre as embarcações Pirapama e Vapor Bahia, no Recife. O Vapor Bahia naufragou em 1887, em frente à praia de Ponta de Pedra, depois de colidir com o Pirapama, causando 37 mortes. Por ter causado o acidente e não ter prestado socorro, o Pirapama foi condenado e afundado em 1889, próximo ao Porto de Recife. Em Recife há também a história do São Paulo, galeão de guerra português que teve suas riquezas saqueadas por piratas e afundou a 3 milhas da costa; do Vapor de Baixo, que possuía uma vasta coleção de louças e porcelanas e acredita-se que tenha sido torpedeado; e até de uma Avião B-52 norte-americano, que colidiu com a água após uma decolagem mal-sucedida.

Existem também vários naufrágios de submarinos no litoral brasileiro, a maioria submarinos alemães (os U-boats), e um italiano (Arquimedes). Os U-boats (abreviatura de Unterseeboot – submarino em alemão), percorreram a costa do Brasil durante a Segunda Guerra Mundial, sendo os responsáveis pelo maior número de perdas da marinha mercante nacional. Uma das histórias mais conhecidas é o do U-128, que afundou em maio de 1943 na costa do Estado de Alagoas. O submarino foi atacado por dois aviões do Esquadrão VP-74, que lançaram bombas de profundidade. O U-boat tentou retomar a marcha e mergulhar, mas após uma hora do lançamento da última carga de profundidade, as máquinas do submarino pararam e a tripulação abandonou o barco. Os destroiers norte-americanos Moffett e Jovett atacaram com tiros de canhão o submarino já imóvel, que levantou a proa e afundou rapidamente. Os navios recolheram aproximadamente 50 homens da tripulação do submarino.

fonte: http://360graus.terra.com.br/mergulho/default.asp?did=12269&action=reportagem