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Falta de Água em São Paulo

domingo, 21 de junho de 2015

A falta de água é um problema mundial.

Aqui em São Paulo, o melhor no Brasil todo o uso indevido dos recurso hídricos e a falta de administração pública estadual e do consumidor, colocou as cidades nesta situação crítica.

A população está economizando de forma exemplar.

Agora quem vai pagar a redução do faturamento da SABESP.

Já era e ainda é esperado que a SABESP venha desavergonhadamente subir suas tarifas de forma a compensar a queda da arrecadação.

Vamos então consumir menos e pagar mais.

Vergonha que sinto destes país administrado por incompetentes e sendo lesado em todas os sentidos.

Deus meu, como e quando isto vai mudar.

Você tem esperança?

Propriedades da Alface Americana

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Alface Americana

A alface é uma folha que tem quantidades razoáveis de vitamina A, Niacina, C e também os minerais Cálcio, Fósforo e Ferro.

A vitamina A é um elemento importante para o bom funcionamento dos órgãos da visão, conserva a saúde da pele e das mucosas; a vitamina Niacina evita problemas de pele, do aparelho digestivo e do sistema nervoso; e a vitamina C dá resistência aos vasos sanguíneos, evita a fragilidade dos ossos e má formação dos dentes, age contra infecções e ajuda a cicatrizar os ferimentos.

O Cálcio e o Fósforo participam da formação dos ossos e dentes, ajudam na coagulação do sangue e na construção muscular, e o Ferro contribui para a formação do sangue.

Entre as muitas propriedades a alface é também considerada como ótimo calmante e remédio contra insônia.

Para compra, deve-se dar preferência às de folhas limpas, de cor brilhante e sem marcas de picadas de insetos; e para conservação, convém retirar as folhas machucadas e murchas e guardá-la na geladeira, embrulhada em saco plástico, onde conserva-se por 5 a 7 dias.

É verdade que a alface tem propriedades que acalmam as crianças?

Sim, segundo pesquisas realizadas pela Universidade de Harvard, dos Estados Unidos. Os especialistas dizem ter encontrado substâncias com efeito calmante nas folhas frescas da alface. Isso significa que aquela tradicional receita das avós para colocar os pequenos na cama cedo parece ter sido comprovada pela ciência. O mesmo estudo também indicou que o preparado de chá com a verdura, ingerido diariamente pela criança, ajuda a controlar a agressividade. Quer a receita? Anote: adicione uma folha grande de alface em um copo (200 ml) de água fervida. Abafe a infusão com um pano de prato por alguns minutos e sirva o chá assim que estiver morno.

Alface: contém grande quantidades de b-caroteno, folato, vitamina C, ferro, cálcio, e potássio, podendo variar as suas quantidades de acordo com a espécie da alface (americana, lisa, de folha solta, romana, de cordeiro). Por possuírem baixo valor calórico e serem ricas em fibras, a alface pode ser adicionada às saladas e na preparação de um prato principal altamente nutritivo. No entanto, cuidado com o consumo exagerado de molhos gordurosos; prefira o limão, vinagre, azeite, ervas, cheiro-verde e o iogurte desnatado para temperar a sua salada. Um outro importante benefício conferido à alface e às verduras de coloração intensa é a presença de bioflavonóides, que junto à vitamina C têm ação anticancerígena.

Dica

Na hora de comprar, dê preferência às folhas limpas de cor brilhante. Para conservação, convém retirar as folhas machucadas e murchas antes de guardá-la na geladeira, embrulhada em saco plástico.

fonte: http://naturezaviva.net.br

Belos e Exuberantes lugares do Brasil

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Destinos bons, bonitos e baratos no Brasil

– 4 DE MARÇO DE 2011CATEGORIA(S): DESTINOSROTEIROS

Foto destaque: albertolenz/Flickr Pouco dinheiro, muita vontade de viajar: como resolver esse problema? Em tempos difíceis, as viagens são geralmente o primeiro gasto a ser cortado. Muitos consideram ainda um luxo...

Foto destaque: albertolenz/Flickr

Pouco dinheiro, muita vontade de viajar: como resolver esse problema?
Em tempos difíceis, as viagens são geralmente o primeiro gasto a ser cortado. Muitos consideram ainda um luxo poder sair de casa, da cidade, do estado, do país, mas a verdade é que está cada vez mais barato viajar. E, escolhendo o destino certo, os gastos são ainda menores!

O Brasil está repleto de destinos baratos, mas nem sempre muito conhecidos, que podem ser a saída para quem tem pouco dinheiro ou quer gastar pouco. A dica é procurar lugares próximos à cidade que você mora, para viagens mais curtas. Listamos aqui alguns destinos bons, bonitos e que não pesam no bolso para você aproveitar! Afinal, faz ou não faz bem fugir da rotina de vez em quando?

Caldas Novas – Goiás

Caldas Novas é considerada a maior estância hidrotermal do mundo e atrai turistas, principalmente famílias e pessoas da terceira idade, que buscam os efeitos medicinais de suas águas termais, com temperaturas entre 30ºC e 57ºC. A cidade possui vários hotéis e clubes onde os turistas podem aproveitar e descansar em piscinas naturalmente aquecidas.

Vista ao longo da estrada que liga a capital à Caldas Novas. Foto: Luciana Ferry/Flickr

Os amantes de esportes náuticos e aqueles que quiserem fugir um pouco das águas quentes vão encontrar o local perfeito no Lago de Corumbá. Não deixe de conhecer também o Parque Estadual da Serra de Caldas, onde os turistas podem fazer trilhas e tomar banho nas cachoeiras Cascatinha e Paredão. No Parque Aquático da Lagoa de Pirapitinga estão as nascentes mais quentes, com cerca 50°C de temperatura. Neste parque está o Poço do Ovo, que, com 57°C de temperatura, pode ser utilizado para cozinhar ovos.

Uma dica é provar os pratos da região, que são deliciosos e perfeitos para repôr as energias. O destaque é para a galinhada com pequi e guariroba, além dos doces de leite e doces de frutas.

Ilhabela – São Paulo

Com belíssimas praias, Ilhabela é um destino imperdível, principalmente na baixa temporada. A região possui cerca de 30 praias e 300 cachoeiras e atrai um público amplo, entre famílias, mergulhadores e praticantes de esportes náuticos.

A Praia do Curral, em Ilhabela. Foto: ZeMauroJr./Flickr

Quem prefere passeios históricos também vai encontrar um lugar incrível. A Pedra do Sino é famosa por ter salvo a ilha de um ataque pirata com seu som estridente há vários anos. Mais história está nas casas de época das antigas fazendas de café e cana.

Os pescadores de Ilhabela preservam sua cultura e costumes no local, o que dá um brilho especial à ilha. Os turistas podem comprar seus produtos artesanais nas lojinhas, ótimos presentes e lembranças da viagem. À noite, vários bares e restaurantes ficam repletos de jovens, garantia de uma vida noturna movimentada.

Serra do Cipó – Minas Gerais

A aproximadamente 100 km de Belo Horizonte, a Serra do Cipó é uma região rica em paisagens e cachoeiras.Tanto quem viaja para relaxar quanto aqueles que procuram aventura vão encontrar várias opções de passeios entre os rios, cânions e trilhas.

As paisagens da Cerra do Cipó atraem turistas o ano todo. Foto: Jay Woodworth/Flickr

O local também é perfeito para acampar, com campings de ótima qualidade, o que atrai muitos mochileiros. Existem várias opções de hotéis e pousadas na região também, para aqueles que não abrem mão de um conforto maior.

O Véu da Noiva, uma das cachoeiras mais procuradas na Serra do Cipó. Foto: nany mata./Flickr

Há quem diga até que o local já recebeu a visita de extraterretres e possui poderes mágicos. Mas, com tanta beleza em um lugar só, não é difícil entender porque os visitantes buscam explicações sobrenaturais.

Praia do Forte – Bahia

Praia do Forte possui uma estrutura excelente para seus turistas, com hotéis e restaurantes para todos os gostos. A pequena cidade ainda preserva o estilo rústico e a tranquilidade. Na rua principal, Alameda do Sol, os visitantes podem encontrar lojas, bares e cafés, e provar pratos da culinária típica baiana.

A Praia do Forte é o cenário perfeito para descansar. Foto: [lucas.gomes/Flickr

Praia do Forte recebe turistas de todas as idades. Além de piscinas naturais, a região também conta com locais perfeitos para a prática de esportes como o surf, windsurf, mergulho e canoagem.

Além de uma flora rica, na Praia do Forte ainda é possível encontrar animais como peixes coloridos e tartarugas marinhas gigantes, que visitam a região entre os meses de maio a junho, e baleias Jubarte, que chegam à costa baiana entre os meses de julho a outubro.

Outro ponto turístico obrigatório é o Castelo Garcia D’Ávila, em estilo medieval, um dos principais monumentos do patrimônio histórico cultural do Brasil. A Vila dos Pescadores também encanta os turistas, com várias lojas, restaurantes e a Capela de São Francisco de Assis, tudo em um cenário sem comparação.

Cambará do Sul – Rio Grande do Sul

Cambará do Sul possui paisagens tão bonitas que já foram mais de uma vez cenários de filmes e séries, comoA Casa das Sete Mulheres. A cidade é tranquila e pequena, perfeita para quem quer fugir de qualquer agito.
Durante as noites, os visitantes se encontram nos restaurantes. Durante o dia, os turistas podem conhecer locais como a Igreja Matriz São José, o Kridjijimbé, uma réplica em miniatura dos cânions, ou o Centro Cultural Dr. Santo Bornéo.

O Itaimbezinho é um dos cânions mais famosos da região, localizado no Parque Nacional Aparados da Serra. Foto: Valdiney Pimenta/Flickr

Mas a principal atração de Cambará do Sul são seus cânions. Entre eles, o Itaimbezinho, o mais famoso da região, localizado dentro do Parque Nacional Aparados da Serra. No Parque Nacional da Serra Geral, você vai encontrar cânios como o Fortaleza, Churriado e Malacara.

Além dos cânions, os parques contam com atrações como trilhas e cachoeiras, todas belíssimas.Atividades como trekkiing, rapel e bicicleta também podem ser feitas na região.

E você, já foi a algum desses lugares ou tem mais dicas de destinos bons, bonitos e baratos? Deixe seu comentário!

Esse post foi escrito para o Blog da MalaPronta.com, hotéis no Brasil e no Mundo pelo menor preço!

http://www.malapronta.com.br/blog/2011/03/04/destinos-bons-bonitos-e-baratos-no-brasil/

Filhos da Lua

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Vejam esta reportagem esclarecedora da Radioagência NP

Pesquisas realizadas nos Estados Unidos e na Europa apontam que uma em cada 17 mil pessoas nasce com albinismo. O problema se caracteriza por uma falha genética na produção de melanina, que provoca a ausência de pigmentação na pele. Há ainda, o albinismo ocular, que prejudica a visão e deixa os olhos sensíveis à radiação solar.

Devido à falta de proteção natural contra os efeitos do sol, os albinos costumam sair para as ruas no período noturno. Por conta desse hábito, são conhecidos como “Filhos da Lua”. Em entrevista à Radioagência NP, o professor universitário Roberto Biscaro, portador de albinismo, revela como superou o preconceito.

Editor do blog Albino Incoerente, que utiliza as ferramentas da internet para combater o preconceito, o professor fala da ausência de políticas públicas voltadas para o combate ao câncer de pele. Faz ainda relatos da violência na Tanzânia, onde há uma crença de que o consumo da carne de albinos atrai sorte e riqueza.

Radioagência NP: Roberto, você é professor universitário, com doutorado pela Universidade de São Paulo. Como encontrou motivação para estudar?

Roberto Biscaro: Eu teria de sair de qualquer forma. Para comprar pão ou para ir ao supermercado. As pessoas iriam me insultar de qualquer forma. Foi aí que decidi sair para fazer outras coisas. Enfim, eu acredito que um dos fatores dessa superação foi o fato de eu ter me tocado de que não adiantava ficar quietinho aqui em casa chorando.

RNP: É mais difícil enfrentar o preconceito durante a infância?

RB: Eu, particularmente, passei por esse processo. Como a gente não tem pigmentação, recebemos apelidos como “Gasparzinho”, “vovô”. Ouvir isso quando você é criança e adolescente, tem efeitos devastadores. É uma época em que a gente está desenvolvendo a auto-estima e aprendendo a se relacionar com o mundo. É especialmente complicado.

RNP: Fora do Brasil os albinos também são tratados com preconceito ou violência?

RB: Em certas partes da Tanzânia e do Burundi, na África, existe uma superstição. Se as pessoas usarem parte do corpo de albinos para fazer porção mágica, elas terão dinheiro e sucesso. Então, os albinos tem sido sistematicamente mortos. São histórias escabrosas de decepação de partes do corpo e de crianças que são mortas diante da família.

RNP: As organizações de defesa dos direitos humanos já se mobilizaram para tentar conter isso?

RB: A ONU e a Comunidade Europeia já foram alertadas. Já existem ativistas lá para tentar amenizar a situação, mas o problema principal é econômico. Como as pessoas não tem dinheiro e, por outro lado, há quem possui para comprar partes do corpo de albinos por milhares de dólares, acaba criando um comércio.

RNP: Quais os cuidados mais comuns em relação à saúde dos albinos?

RB: A gente precisa usar protetor solar todos os dias, mesmo quando não saímos de casa. É preciso reaplicar a cada três horas. O fator de proteção do filtro solar deve ser de 30 para cima. Imagine o preço que fica isso? Quando a gente consegue encontrar em oferta, varia em torno de R$ 30.

RNP: Como as pessoas de baixa renda fazem para ter acesso a esses produtos?

RB: A resposta é simples. Cruel, mas simples: elas desenvolvem câncer de pele. Isso é um dado alarmante. Acaba saindo bem mais caro para os cofres públicos por uma questão lógica. Se a pessoa não usou protetor solar porque não tem dinheiro para comprar, quando desenvolve o câncer de pele, ela vai procurar atendimento público. Não é apenas a dor e o desconforto do tratamento, mas também o custo que isso representa para os cofres públicos. O ideal seria se estado bancasse a distribuição de protetor solar.

RNP: Existe algum projeto de política pública voltada para os albinos, no sentido da prevenção de câncer de pele?

RB: Em agosto de 2009 entrou em tramitação na Assembleia Legislativa um projeto do deputado Carlos Gianazzi (PSOL), que prevê a distribuição de protetor solar e óculos aos albinos residentes no estado de São Paulo. Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso também têm projetos semelhantes.

RNP: No Brasil existem movimentos organizados formados por albinos?

RB: Até agora, o único estado do Brasil onde os albinos estão organizados é na Bahia. Isso há uns dez anos. Em virtude dessa organização, já desfrutam de protetor solar gratuito, desde 2006, e outros benefícios.

Para obter mais informações sobre o albinismo, acesse o site www.albinoincoerente.blogspot.com

De São Paulo, da Radioagência NP, Jorge Américo.

18/06/10

http://www.radioagencianp.com.br/8796-filhos-da-lua-fogem-do-sol-e-do-preconceito

Mergulho em Naufrágios

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Tema:Mergulho
Autor: Chris Bueno
Data: 27/3/2010

EXCLUSIVO
O Brasil possui cerca 8.500 km de costa. E, nessa costa, verdadeiros tesouros perdidos e histórias incríveis, que estão submersos com os destroços de navios naufragados nos últimos 500 anos. Essa história anima a imaginação da população, atiça a curiosidade de mergulhadores e desperta a cobiça de variados caçadores de tesouros, que investem milhões de reais em buscas.

A maior parte dessa história submersa permanece desconhecida até hoje. Existem provavelmente 11 mil naufrágios na costa brasileira, mas apenas pouco mais de 1000 estão registrados nos arquivos da Marinha do Brasil. Levantamentos particulares de pesquisadores documentam mais de 2.500 navios afundados. Assim, a maioria esmagadora dos naufrágios é conhecida apenas por fontes históricas, sendo que apenas 600 foram realmente descobertos e explorados.

As dificuldades para se conhecer melhor os navios afundados na costa brasileira são muitas: a grande extensão do litoral nacional, a escassez de documentação (principalmente de embarcações mais antigas) para se identificar e localizar os acidentes, e o alto investimento necessário para a exploração de naufrágios, que pode chegar a R$ 78 mil por dia.

Todas essas dificuldades e os mistérios que envolvem os naufrágios, além das lendas acerca das embarcações e de seu valor histórico, tornam a exploração de naufrágios altamente atraente para quem tem espírito de aventura. Por isso o mergulho em naufrágios é um esporte de aventura muito praticado em todo o país.

Recife é um dos Estados com maior número de naufrágios conhecidos – por isso é chamada pelos mergulhadores como a “capital dos naufrágios”. A Bahia e o Rio de Janeiro, que já foram capitais brasileiras, também possuem muitos navios afundados que podem ser explorados por mergulhadores. São Paulo – especialmente Ilhabela – e Santa Catarina também possuem muitos naufrágios antigos e interessantes para serem visitados.

Ecologia
Além de serem um verdadeiro tesouro histórico, os naufrágios também são importantíssimos para a preservação da flora e a fauna marinha, servindo de ambiente para que diversas espécies se desenvolvam. Alguns naufrágios são verdadeiros “recifes artificiais”, servindo de moradia e fonte de alimento para diversas espécies. O Pirapama, navio naufragado em 1889 próximo ao Porto de Recife, hoje se encontra a 23 metros de profundidade e é habitado por grandes tartarugas, arraias, moréias e uma imensa variedade de espécies marinhas. O mesmo acontece com o Vapor Bahia, naufragado em 1887 em frente à praia Ponta de Pedra, no Recife, que está a 25 metros de profundidade e abriga uma imensa variedade de espécies marinhas como grandes meros, parus, tartarugas, arraias, anêmonas, entre outros.

Curso
A exploração de naufrágios é altamente atraente para quem tem espírito de aventura. Por isso o mergulho em naufrágios é um esporte de aventura muito praticado em todo o país. No entanto este tipo de mergulho requer cuidados especiais, pois existem muitas dificuldades ao praticá-lo, como a presença de uma “teto” sobre o mergulhador, que impede a subida livre; caminhos labirínticos; e visibilidade baixa, causada por sedimentos e pela pouca luminosidade.

Existem cursos específicos para quem quer explorar as embarcações afundadas, que preparam o mergulhador para executar com sucesso a pesquisa, busca e exploração de um naufrágio. Muitos cursos abordam, além das convencionais aulas de mergulho, aulas sobre pesquisa histórica, métodos de busca, análise de acidentes e até sobre recuperação de artefatos submersos. Vale a pena se informar em seu Estado sobre as escolas de mergulho que oferecem esse tipo de curso. Além de mergulhar com mais segurança, você vai aproveitar muito mais sua exploração.

Naufrágios na costa brasileira contam muitas histórias

Os navios afundados carregam muitas histórias – alguns até lendas – sobre seu destino, seus passageiros, sua carga e seu acidente. Além, é claro, de serem um valioso registro histórico. Entidades como o Icomos (Conselho Internacional de Monumentos e Sítios) e a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) consideram os naufrágios patrimônio histórico da humanidade. As histórias que cercam os naufrágios são diversificadas e vão desde de perseguições a piratas até simples acidentes devido ao mau tempo, passando por colisão com rochas ou outras embarcações, bombardeios e motins.
Uma das histórias mais conhecidas de naufrágio na costa brasileira é do transatlântico Príncipe de Astúrias, considerado o Titanic brasileiro devido ao seu luxo e ao seu trágico acidente. Segundo documentos e relatos, o navio estaria carregado de ouro, além de transportar 447 passageiros e um grande número de refugiados alemães da Primeira Guerra Mundial. O navio atravessava o Atlântico em cerca de 30 dias, partindo de Barcelona e escalando em Cadiz e Las Palmas, na Espanha, além do Rio de Janeiro e Santos no Brasil, e Montevidéu, no Uruguai, antes de atingir Buenos Aires, na Argentina. Na madrugada de uma segunda-feira de carnaval de 1916, após uma forte chuva, a embarcação se chocou contra os rochedos da Ponta da Pirabura, em Ilhabela, abrindo uma enorme fenda no casco. O Principe de Asturias naufragou em menos de cinco minutos. Mais de 450 pessoas faleceram no desastre.

Outra história interessante é do acidente entre as embarcações Pirapama e Vapor Bahia, no Recife. O Vapor Bahia naufragou em 1887, em frente à praia de Ponta de Pedra, depois de colidir com o Pirapama, causando 37 mortes. Por ter causado o acidente e não ter prestado socorro, o Pirapama foi condenado e afundado em 1889, próximo ao Porto de Recife. Em Recife há também a história do São Paulo, galeão de guerra português que teve suas riquezas saqueadas por piratas e afundou a 3 milhas da costa; do Vapor de Baixo, que possuía uma vasta coleção de louças e porcelanas e acredita-se que tenha sido torpedeado; e até de uma Avião B-52 norte-americano, que colidiu com a água após uma decolagem mal-sucedida.

Existem também vários naufrágios de submarinos no litoral brasileiro, a maioria submarinos alemães (os U-boats), e um italiano (Arquimedes). Os U-boats (abreviatura de Unterseeboot – submarino em alemão), percorreram a costa do Brasil durante a Segunda Guerra Mundial, sendo os responsáveis pelo maior número de perdas da marinha mercante nacional. Uma das histórias mais conhecidas é o do U-128, que afundou em maio de 1943 na costa do Estado de Alagoas. O submarino foi atacado por dois aviões do Esquadrão VP-74, que lançaram bombas de profundidade. O U-boat tentou retomar a marcha e mergulhar, mas após uma hora do lançamento da última carga de profundidade, as máquinas do submarino pararam e a tripulação abandonou o barco. Os destroiers norte-americanos Moffett e Jovett atacaram com tiros de canhão o submarino já imóvel, que levantou a proa e afundou rapidamente. Os navios recolheram aproximadamente 50 homens da tripulação do submarino.

fonte: http://360graus.terra.com.br/mergulho/default.asp?did=12269&action=reportagem