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Eduardo Cunha já devia ter sido afastado há muito tempo’, diz Roberto Requião

sábado, 28 de novembro de 2015

Estou replicando esta manchete, pois é uma das formas de contribuir com cidadão brasileiro, informando e formando opiniões.

Senador afirma à RBA que Congresso não tinha outra alternativa a não ser “homologar” decisão do STF que determinou a prisão do ex-líder do governo no Senado, Delcídio Amaral.

São Paulo – O senador Roberto Requião acredita que o surpreendente episódio da prisão do senador Delcídio Amaral (PT-MS), ex-líder do governo no Senado, na quarta-feira (25), pode acelerar o desfecho da situação do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que se complicou muito depois que informações de autoridades suíças sobre movimentações financeiras do deputado e de seus familiares chegaram ao Brasil. “Acho que essa situação do Delcídio, esse precedente, vai levar a uma solução rápida de Eduardo Cunha”, afirma o senador do Paraná sobre seu correligionário.

Em relação a Delcídio, Requião disse acreditar que o Senado não tinha outra opção a não ser “homologar” a determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, que determinou a prisão do senador por tentativa de obstruir as investigações da Operação Lava-Jato. Foi a primeira prisão de um senador em exercício de mandato na história do país.

Se o Senado não referendasse a decisão do STF, “estaria completamente desmoralizado, a não ser que pudesse rapidamente processar e cassar o mandato do Delcídio, mas isso não seria possível, pelos prazos e todo o rito processual”, disse o senador à RBA, em São Paulo, onde esteve na quinta-feira (26) para participar de debate no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo.

Segundo Requião, do ponto de vista jurídico, a determinação de Zavascki sobre Delcídio está correta quanto ao flagrante, mas “a barra foi forçada na questão da inafiançabilidade”.

Como o sr. encara a situação desencadeada com a prisão de Delcídio Amaral e a posição adotada pelo Senado?

Uma situação muito difícil. Depois que as gravações foram expostas, que se verificou o que estava fazendo o Delcídio, as propostas que ele tinha feito ao filho do Cerveró, o Congresso votou e homologou a decisão do Supremo. Para mim a decisão do Supremo que dizia respeito ao flagrante estava correta.

A obstrução de um processo que a quadrilha organizava para tirar o Cerveró do país era um “crime permanente”, como um sequestro (de acordo com o Código Penal, “o crime permanente” é o que se prolonga no tempo, como o crime de sequestro). Então o flagrante existe. Mas (no caso de Delcídio Amaral) a barra foi forçada na questão da inafiançabilidade. O crime era afiançável. Forçaram a barra. O Congresso, depois de tomar conhecimento das fitas, não tinha mais o que fazer a não ser votar a favor (da determinação de Teori Zavascki).

A decisão do Senado então é política e juridicamente correta…

Não tinha outra posição a tomar. Estaria completamente desmoralizado, a não ser que pudesse rapidamente processar e cassar o mandato do Delcídio, mas isso não seria possível, pelos prazos e todo o rito processual.

Como esse episódio amplia a crise política e afeta o governo, considerando que a crise parecia até então amenizada, com o impeachment até mesmo fora da ordem do dia?

É evidente que prejudica. O Delcídio era o líder do governo. A imagem (do governo) se desgasta um pouco mais. E o Delcídio estava articulando também a votação das leviandades propostas pelo ministro da Fazenda.

Como o senhor avalia a situação de Eduardo Cunha. Defende a cassação dele?

Eduardo Cunha já devia ter sido afastado há muito tempo. Acho que essa situação do Delcídio, esse precedente, vai levar a uma solução rápida do caso Eduardo Cunha.

A ABI entrou com uma ação de inconstitucionalidade contra a Lei de Direito de Resposta. Na sua opinião ela pode ser derrubada no Supremo?

Sou o autor da lei. O relator era o senador Pedro Taques, hoje governador de Mato Grosso. A ABI, a Abert, esse pessoal todo participou das discussões para a elaboração da lei. Não fizeram objeção alguma. Na verdade eles não queriam lei alguma. Se eles tinham alguma coisa a dizer deveriam ter dito durante a elaboração da lei.

O Pedro Taques fez dezenas de reuniões com eles. O que eles não querem é vigilância alguma, não querem a garantia ao contraditório. Eles querem o vazio e o direito da difamação, da calúnia e da infâmia, absolutamente livre de qualquer possibilidade de contraposição.

fonte: http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2015/11/eduardo-cunha-ja-devia-ter-sido-afastado-ha-muito-tempo-diz-roberto-requiao-774.html

Investigação na Prefeitura de Indaiatuba

sábado, 28 de novembro de 2015

Gaeco cumpre mandados de apreensões em Indaiatuba

Policiais estiveram na Prefeitura e na casa de prefeito.

Apreendendo pen drivers computadores e qualquer objeto que possa fazer provas à corrupção em Indaiatuba.

Fiquem de olho

Qual é a diferença entre ética e moral?

sábado, 28 de novembro de 2015

Gustavo Bernardo


Gustavo Bernardo é Doutor em Literatura Comparada, Professor Associado de Teoria da Literatura no Instituto de Letras da UERJ e pesquisador do CNPq. Publicou até hoje vários ensaios, entre eles A Educação pelo Argumento e O Livro da Metaficção, além de outros tantos romances, entre eles A filha do escritor e O gosto do apfelstrudel. Publicou, pela editora Rocco, o livro Conversas com um professor de literatura, contendo 50 crônicas publicadas nesta Revista Eletrônica do Vestibular da UERJ. Acaba de publicar, pela editora Annablume, o ensaio A ficção de Deus. Edita os sites www.gustavobernardo.com, sobre as suas obras, e www.flusserbrasil.com, sobre a obra do filósofo tcheco-brasileiro Vilém Flusser.

Qual é a diferença entre ética e moral?

Ano 4, n. 12, 2011

Podemos responder a esta pergunta com uma história árabe.

Um homem fugia de uma quadrilha de bandidos violentos quando encontrou, sentado na beira do caminho, o profeta Maomé. Ajoelhando-se à frente do profeta, o homem pediu ajuda: essa quadrilha quer o meu sangue, por favor, proteja-me!

O profeta manteve a calma e respondeu: continue a fugir bem à minha frente, eu me encarrego dos que o estão perseguindo.

Assim que o homem se afastou correndo, o profeta levantou-se e mudou de lugar, sentando-se na direção de outro ponto cardeal. Os sujeitos violentos chegaram e, sabendo que o profeta só podia dizer a verdade, descreveram o homem que perseguiam, perguntando-lhe se o tinha visto passar.

O profeta pensou por um momento e respondeu: falo em nome daquele que detém em sua mão a minha alma de carne: desde que estou sentado aqui, não vi passar ninguém.

Os perseguidores se conformaram e se lançaram por um outro caminho. O fugitivo teve a sua vida salva.

O leitor entendeu, não?

Não?

Explico.

A moral incorpora as regras que temos de seguir para vivermos em sociedade, regras estas determinadas pela própria sociedade. Quem segue as regras é uma pessoa moral; quem as desobedece, uma pessoa imoral.

A ética, por sua vez, é a parte da filosofia que estuda a moral, isto é, que reflete sobre as regras morais. A reflexão ética pode inclusive contestar as regras morais vigentes, entendendo-as, por exemplo, ultrapassadas.

Se o profeta fosse apenas um moralista, seguindo as regras sem pensar sobre elas, sem avaliar as consequências da sua aplicação irrefletida, ele não poderia ajudar o homem que fugia dos bandidos, a menos que arriscasse a própria vida. Ele teria de dizer a verdade, mesmo que a verdade tivesse como consequência a morte de uma pessoa inocente.

Se avaliarmos a ação e as palavras do profeta com absoluto rigor moral, temos de condená-lo como imoral, porque em termos absolutos ele mentiu. Os bandidos não podiam saber que ele havia mudado de lugar e, na verdade, só queriam saber se ele tinha visto alguém, e não se ele tinha visto alguém “desde que estava sentado ali”.

Se avaliarmos a ação e as palavras do profeta, no entanto, nos termos da ética filosófica, precisamos reconhecer que ele teve um comportamento ético, encontrando uma alternativa esperta para cumprir a regra moral de dizer sempre a verdade e, ao mesmo tempo, ajudar o fugitivo. Ele não respondeu exatamente ao que os bandidos perguntavam, mas ainda assim disse rigorosamente a verdade. Os bandidos é que não foram inteligentes o suficiente, como de resto homens violentos normalmente não o são, para atinarem com a malandragem da frase do profeta e então elaborarem uma pergunta mais específica, do tipo: na última meia hora, sua santidade viu este homem passar, e para onde ele foi?

Logo, embora seja possível ser ético e moral ao mesmo tempo, como de certo modo o profeta o foi, ética e moral não são sinônimas. Também é perfeitamente possível ser ético e imoral ao mesmo tempo, quando desobedeço uma determinada regra moral porque, refletindo eticamente sobre ela, considero-a equivocada, ultrapassada ou simplesmente errada.

Um exemplo famoso é o de Rosa Parks, a costureira negra que, em 1955, na cidade de Montgomery, no Alabama, nos Estados Unidos, desobedeceu à regra existente de que a maioria dos lugares dos ônibus era reservada para pessoas brancas. Já com certa idade, farta daquela humilhação moralmente oficial, Rosa se recusou a levantar para um branco sentar. O motorista chamou a polícia, que prendeu a mulher e a multou em dez dólares. O acontecimento provocou um movimento nacional de boicote aos ônibus e foi a gota d’água de que precisava o jovem pastor Martin Luther King para liderar a luta pela igualdade dos direitos civis.

No ponto de vista dos brancos racistas, Rosa foi imoral, e eles estavam certos quanto a isso. Na verdade, a regra moral vigente é que estava errada, a moral é que era estúpida. A partir da sua reflexão ética a respeito, Rosa pôde deliberada e publicamente desobedecer àquela regra moral.

Entretanto, é comum confundir os termos ética e moral, como se fossem a mesma coisa. Muitas vezes se confunde ética com espírito de corpo, que tem tudo a ver com moral mas nada com ética. Um médico seguiria a “ética” da sua profissão se, por exemplo, não “dedurasse” um colega que cometesse um erro grave e assim matasse um paciente. Um soldado seguiria a “ética” da sua profissão se, por exemplo, não “dedurasse” um colega que torturasse o inimigo. Nesses casos, o tal do espírito de corpo tem nada a ver com ética e tudo a ver com cumplicidade no erro ou no crime.

Há que proceder eticamente, como o fez o profeta Maomé: não seguir as regras morais sem pensar, só porque são regras, e sim pensar sobre elas para encontrar a atitude e a palavra mais decentes, segundo o seu próprio julgamento.

Fonte: http://www.revista.vestibular.uerj.br/coluna/coluna.php?seq_coluna=68

A Fazenda 8

sábado, 28 de novembro de 2015

Estava achando esta nova fase da Fazenda bem melhor que as outras, até que vieram as arcas e interferiu no mérito dos participantes.

Alguém como o Luca, um elemento de pouco destaque e nada participativo tira a sorte de ir direto para a final, ainda com 8 participantes.

Estragou todo o encanto, tirou a possibilidade dele sair, uma vez que ele não tem nenhuma representabilidade entre os participantes.

Não gostei dessa antecipação e perdeu a credibilidade.

Parece mesmo como alguns participantes já disseram: Já está tudo definido antes mesmo do início.

A Fazenda

sábado, 28 de novembro de 2015

Mara Maravilha.

Que de maravilha não mostrou nada no na Fazenda.

Pessoa irônica, debochada e litigiosa.

Sempre pondo as pessoas no chão, demonstrando o lado maldoso.

Como pode viver assim, sempre em conflito com as discordâncias.

Bom pelo menos ela vai ver tudo o que fez e seu comportamento, e quem sabe aos 50 anos ainda vai ver que perdeu muito em sua vida por este temperamento péssimo e egoísta.