Arquivo da Categoria ‘Datas comemorativas’

Dia do Comércio – 30 de outubro

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Comércio é toda ação que tem como objetivo principal a compra e revenda de mercadorias. Comércio é, portanto, o conjunto de atividades necessárias para tornar um produto disponível aos consumidores, em determinado lugar, no tempo solicitado e em quantidades e preços especificados.

    Nossa data de destaque, desta vez, é o Dia do Comércio, um importante segmento da economia, não só no Brasil, mas no mundo todo. E é por aí que nós vamos começar: pelo comércio internacional. Vamos voltar no tempo, recordar as aulas de história, sobre mercantilismo, para entender um pouco mais a atividade comercial. Desde a época da expansão marítima, quando os Estados mercantis da Europa foram buscar outros mercados em outros continentes, que as trocas mundiais aumentaram bastante. Entre meados do século XIX e a Primeira Guerra Mundial, a relação comercial entre os países cresceu ainda mais, e se intensificou depois da Segunda Grande Guerra. Para se ter uma idéia, o total de dinheiro arrecadado com o comércio no mundo passou de U$ 61 bilhões, em 1950, para U$ 5,61 trilhões, em 1999, de acordo com a Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad).

    Conforme dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), o comércio vem crescendo mais que a produção mundial (PIB). De 1979 até 1988, a média anual do crescimento do comércio foi de 4,3%, enquanto o PIB teve uma taxa de 3,4%. Agora compare com o período que vai de 1989 a 1998, no gráfico ao lado:

    Como você pode notar, a porcentagem do comércio aumentou, enquanto o PIB se manteve no mesmo nível.

    Esta comparação do comércio com o PIB mundial é sempre usada por organismos internacionais para calcular a taxa de crescimento comercial e quanto maior for a diferença entre os dois, maior terá sido o aumento das trocas.

    O crescimento acelerado do comércio tem uma explicação. Ele se deve à diminuição das barreiras alfandegárias e ao desenvolvimento das telecomunicações e dos transportes. O maior acesso da população às novas tecnologias de comunicação, devido ao seu barateamento, permite a pesquisa de mercado e a realização de novos pólos de compra e venda. Já no caso da melhoria dos meios de transporte, a construção e o aperfeiçoamento de rodovias, ferrovias, portos marítimos e aeroportos, naturalmente, facilitam o deslocamento de produtos.

    fonte: http://www.ibge.gov.br

Dia Nacional do Livro – 29 de outubro

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O dia 29 de outubro foi escolhido para ser o “Dia Nacional do Livro” por ser a data de aniversário da fundação da Biblioteca Nacional, que nasceu com a transferência da Real Biblioteca portuguesa para o Brasil.

Seu acervo de 60 mil peças, entre livros, manuscritos, mapas, moedas, medalhas, etc., ficava acomodado nas salas do Hospital da Ordem Terceira do Carmo, no Rio de Janeiro.

A biblioteca foi transferida em 29 de outubro de 1810 e essa passou a ser a data oficial de sua fundação.

Períodos Editoriais

    • No Brasil, ocorreram três fases relacionadas à edição de livros. A primeira começa com a chegada de Dom João VI, em 1808, que imediatamente criou a imprensa régia e conseqüentemente também um público leitor: de início, na Corte, e depois nas províncias.

      Um público sedento de obras técnicas (direito, economia, medicina, botânica, filosofia…) e os romances e peças dramáticas, os textos populares etc. As tipografias se multiplicaram por todo o império, espelhando a demanda do mercado. E a partir da metade do século XIX, alguns europeus começaram a se instalar no Brasil e a fundar casas editoras.

      A fase posterior ocorreu com a dificuldade de comunicação entre o Brasil e a Europa, no decorrer da (e também logo após a) Primeira Guerra Mundial. Nesse período, a indústria editorial brasileira se firmou, conseguindo se libertar das amarras do mercado europeu. O escritor de “Sítio do Pica-Pau Amarelo”, Monteiro Lobato, traduz o espírito desse tempo, ao dizer: “um país se faz com homens e livros”.

      Já a terceira fase é quando todo o trabalho do filólogo Antônio Houaiss, a partir da década de 60, serve de ponte entre a editoração amadorística e a editoração profissional das casas editoras. A conseqüência lógica são os cursos de editoração gráfica que começam a surgir, nos anos 70, e permanecem até hoje.

      Dicas para você cuidar de seus livros

      Para quem curte ler, de forma online ou não, e que possui suas obras preferidas (aquelas de que não se desfaz nem morto!) separadas num espaço nobre de sua estante, é bom saber umas dicas de como conservar esses nossos amigos, os livros.

      Evite tirar o livro da estante puxando pela borda superior da lombada. Isto danifica a encadernação. A forma correta de pegar é empurrando os volumes laterais, retirando o exemplar desejado pelo meio da lombada;

      Evite folhear livros com as mãos sujas;

      Evite fumar, beber ou comer nas bibliotecas ou mesmo em casa, enquanto lê uma obra;

      Contato permanente com a luz solar faz mal à saúde do livro;

      Evite largar os livros dentro do carro;

      Evite reproduzir livros frágeis ou muito antigos em copiadoras;

      Evite apoiar os cotovelos sobre eles

      Fonte: http://www.ibge.gov.br

    Primavera-Verso e Prosa da Escritora Cecília Meireles

    domingo, 4 de setembro de 2011

    Primavera

    Cecília Meireles

    A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.

    Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.

    Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.

    Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.

    Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.

    Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.

    Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.

    Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.

    Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.


    Texto extraído do livro “Cecília Meireles – Obra em Prosa – Volume 1“, Editora Nova Fronteira – Rio de Janeiro, 1998, pág. 366.

    fonte: http://www.releituras.com/cmeireles_primavera.asp

    Conheça a Biografia de Cecília Meireles

    http://www.releituras.com/cmeireles_bio.asp

    Incentive a leitura, conheça autores brasileiros e internacionais.

    Cultura não só um direito, também um dever do cidadão.

    Dia da Revolução Farroupilha – 20 de Setembro

    domingo, 4 de setembro de 2011

    20 de Setembro – Revolução Farroupilha
    O 20 de Setembro é a data máxima para os gaúchos. Neste dia celebram-se os ideais da Revolução Farroupilha, que tinha como objetivo propor melhores condições econômicas ao Rio Grande do Sul.

    As Causas

    O estado do Rio Grande do Sul vivia basicamente da pecuária extensiva e da produção de charque, que era vendido para outras regiões do País. No início do século XIX, a taxação sobre o charque gaúcho tornava o produto pouco competitivo, e logo o charque proveniente do Uruguai e da Argentina passou a abastecer esta demanda.

    Alguns estancieiros, em sua maioria militares, propuseram ao Império Brasileiro novas alíquotas para seu produto, a fim de retomar o mercado perdido para os vizinhos do Prata. A resposta não foi nada satisfatória. Indignados com o descaso da Corte e cansados de ser usados como escudo em várias guerras na região, os gaúchos pegaram em armas contra o Império.

    A guerra

    Em 20 de Setembro de 1835, tropas lideradas por Bento Gonçalves marcharam para Porto Alegre, tomando a capital gaúcha e dando início à guerra. O governador Fernandes Braga fugiu para a cidade portuária de Rio Grande, que tornou-se a principal base do Império no estado.

    Em 11 de Setembro de 1836, após alguns sucessos militares, Antônio de Souza Netto proclama a República Rio-Grandense, indicando Bento Gonçalves como presidente. O líder farrapo, no entanto, mal toma posse e, na Batalha da Ilha do Fanfa sofre uma grande derrota e é levado preso para o Rio de Janeiro, e logo em seguida para o Forte do Mar, em Salvador, de onde fugiria espetacularmente.

    A revolução se estendeu por dez anos e teve altos e baixos para os dois lados. Um dos pontos altos foi a tomada de Laguna, em Santa Catarina com a ajuda do italiano Giuseppe Garibaldi, em 1839. Finalmente os farroupilhas tinham um porto de mar. Ali foi fundada a República Juliana (15 de julho de 1839).

    Após dez anos de batalhas, com Bento Gonçalves já afastado da liderança e com as tropas já muito desgastadas, os farrapos aceitam negociar a paz.  Em fevereiro do 1845 é então selada a paz em Poncho Verde, conduzida pelo general Luís Alves de Lima e Silva. Muitas das reivindicações dos gaúchos foram atendidas e a paz voltou a reinar no Brasil.

    A cultura

    A Revolução Farroupilha é o mito fundante da cultura gaúcha. É a partir dela que se estabelece toda a identidade do povo gaúcho, com suas tradições e seus ideais de liberdade e igualdade. Hoje a cultura gaúcha é reverenciada não só no estado, mas no país e no mundo, através dos milhares de CTGs (Centro de Cultura Gaúcha) espalhadas por todos os cantos. E a cada 20 de Setembro, o gaúcho reafirma o orgulho de suas origens e o amor por sua terra.

    Hino Rio-Grandense

    Letra: Francisco Pinto da Fontoura
    Música: Joaquim José de Mendanha
    Harmonia: Antônio Corte Real

    Como a aurora precursora

    Do farol da divindade

    Foi o Vinte de Setembro

    O precursor da Liberdade

    Mostremos valor, constância

    Nesta ímpia e injusta guerra

    Sirvam nossas façanhas

    De modelo a toda a terra

    Mas não basta pra ser livre

    Ser forte, aguerrido e bravo

    Povo que não tem virtude

    Acaba por ser escravo

    Mostremos valor, constância

    Nesta ímpia e injusta guerra

    Sirvam nossas façanhas

    De modelo a toda a terra

    fonte : http://lproweb.procempa.com.br

    As Maravilhas de Setembro

    domingo, 4 de setembro de 2011
    Setembro

    Setembro era o sétimo do antigo calendário de 10 meses, que foi usado até 600 anos antes de Cristo. O mês de setembro é um dos mais alegres e bonitos do ano. Paradas militares, apresentações de bandas marciais e desfiles de escolas marcam a comemoração da Indepeneência do Brasil, no primeiro feriado do mês. Após os festejos cívicos, já se começa a observar a mudança do clima e a cidade ficando mais colorida. São os tons da primavera pincelando as flores e destacando os jacarandás, as acácias mimosas e os ipês roxos e amarelos.

    Bonito de se ver é também o Acampamento Farroupilha do Parque Maurício Sirotsky Sobrinho – o Parque da Harmonia -, com tantos gaúchos revivendo as tradições dos tempos de estância. Fogo de chão, cavalgadas, pelegos, fandangos e, claro, o velho e bom chimarrão. Relembrando a canção Sol de Primavera, na voz do mineiro Beto Guedes, “quando entrar setembro e a boa nova andar nos campos, quero ver brotar o perdão onde a gente plantou (…)”

    Feliz mês de realizações!

    fonte: http://www2.portoalegre.rs.gov.br