Arquivo de outubro de 2011

Lixo Eletrônico – o que fazer?

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Por: Beatriz Smaal

Quando falamos em lixo eletrônico, a primeira coisa que vem à mente são aqueles incômodos spams que ocupam espaço na caixa de email, trazendo vírus e corrompendo o seu computador. Porém, não é deste lixo que estamos nos referindo.

Os resíduos eletrônicos, também denominados de e-lixo (e-waste em inglês) são os vilões do momento. Eles nada mais são do que artigos eletrônicos que não podem mais ser reaproveitados, como computadores, celulares, notebook, câmeras digitais, MP3 player, entre outros. São considerados lixos eletrônicos também artigos elétricos de casa, como geladeiras, microondas e o que mais você usar em casa que, descartados, podem poluir o planeta.

Quando você troca seu equipamento eletroeletrônico, saiba que ele poderá prejudicar o meio ambiente. Estes equipamentos são produzidos com substâncias nocivas, e uma vez descartados de forma incorreta em locais pouco apropriados como lixões e perto de lençóis freáticos tornam-se problemas ainda maiores.

Números que impressionam

Para se ter uma ideia, os resíduos eletrônicos já representam 5% de todo o lixo produzido pela humanidade. Isso quer dizer que 50 milhões de toneladas são jogadas fora todos os anos pela população do mundo.

Província de Guiyu, China

O Brasil produz 2,6Kg de lixo eletrônico por habitante, o equivalente a menos de 1% da produção mundial de resíduos do mundo, porém, a indústria eletrônica continua em expansão. Até 2012 espera-se que o número de computadores existentes no país dobre e chegue a 100 milhões de unidades.

Deste total, 40% se encontram na forma de eletrodomésticos. Aqui no Brasil são fabricados por ano 10 milhões de computadores, e quase nada está sendo reciclado. Apenas de celulares e as baterias que são fabricadas através de componentes tóxicos, são 150 milhões.

Entrarão no mercado anualmente mais 80 milhões de celulares, mas somente 2% serão descartados de forma correta. Os outros 98% serão simplesmente guardados em casa ou despejados no lixo comum, criando ainda mais impacto ambiental.

Rapidez na troca de equipamentos

A vida moderna está cada vez mais veloz, e as novidades que antes demoravam anos para chegar ao Brasil, atualmente podem ser conhecidas em tempo real. Os lançamentos são mundiais e cada vez mais há novos produtos sendo oferecidos no mercado.

o MIni Mac verde da AppleO usuário médio de computadores nos Estados Unidos, por exemplo, troca seus equipamentos eletrônicos a cada 18 a 24 meses. Isso quer dizer que o usuário não mantém seu companheiro de escrivaninha por mais de dois anos. E com isso, dá-lhe lixo nas lixeiras.

Além disso, muito dos materiais utilizados no computador devem ser retirados da natureza, iniciando já na extração o impacto sobre o meio ambiente. Isso faz com que cada vez mais seja necessário trabalhar com a reciclagem. Cada computador utiliza materiais diversos que podem ser reciclados.

Componentes do computador

Componentes do Computador

Um computador mediano é feito de elementos básicos, conhecidos de todos, como plásticos e metais, mas também de componentes extremamente danosos à saúde, como chumbo, cádmio, belírio, mercúrio, etc.

O mercúrio, muito utilizado em computadores, monitores e TVs de tela plana, pode causar danos cerebrais e ao fígado. Já o chumbo, o componente mais usado em computadores, além de televisores e celulares pode causar náuseas, perda de coordenação e memória. Em casos mais graves, pode levar ao coma e, consequentemente, à morte.

A lista não pára por aí. Até produtos utilizados apenas para a prevenção de incêndios pelo computador, como o BRT, pode causar disfunções hormonais, reprodutivas e nervosas.

A partir do momento em que estes elementos tóxicos são enviados para lixões e contaminam tanto o solo como a água, todos aqueles que se utilizam dessas fontes será contaminado pelos detritos.

Não existe um computador sem produtos nocivos à saúde e somente o processo de retirada dos produtos da natureza já atinge o meio ambiente, seja por causa do transporte, do uso de água para a fabricação de componentes, etc.

Portanto, se a reciclagem prevenir qualquer uma das etapas da fabricação ou a contaminação do solo e da água, já é um ganho para a natureza.

Fonte: http://www.tecmundo.com.br/

Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/2570-lixo-eletronico-o-que-fazer-apos-o-termino-da-vida-util-dos-seus-aparelhos-.htm#ixzz1c6fEtEEs

Mergulho em Naufrágios

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Tema:Mergulho
Autor: Chris Bueno
Data: 27/3/2010

EXCLUSIVO
O Brasil possui cerca 8.500 km de costa. E, nessa costa, verdadeiros tesouros perdidos e histórias incríveis, que estão submersos com os destroços de navios naufragados nos últimos 500 anos. Essa história anima a imaginação da população, atiça a curiosidade de mergulhadores e desperta a cobiça de variados caçadores de tesouros, que investem milhões de reais em buscas.

A maior parte dessa história submersa permanece desconhecida até hoje. Existem provavelmente 11 mil naufrágios na costa brasileira, mas apenas pouco mais de 1000 estão registrados nos arquivos da Marinha do Brasil. Levantamentos particulares de pesquisadores documentam mais de 2.500 navios afundados. Assim, a maioria esmagadora dos naufrágios é conhecida apenas por fontes históricas, sendo que apenas 600 foram realmente descobertos e explorados.

As dificuldades para se conhecer melhor os navios afundados na costa brasileira são muitas: a grande extensão do litoral nacional, a escassez de documentação (principalmente de embarcações mais antigas) para se identificar e localizar os acidentes, e o alto investimento necessário para a exploração de naufrágios, que pode chegar a R$ 78 mil por dia.

Todas essas dificuldades e os mistérios que envolvem os naufrágios, além das lendas acerca das embarcações e de seu valor histórico, tornam a exploração de naufrágios altamente atraente para quem tem espírito de aventura. Por isso o mergulho em naufrágios é um esporte de aventura muito praticado em todo o país.

Recife é um dos Estados com maior número de naufrágios conhecidos – por isso é chamada pelos mergulhadores como a “capital dos naufrágios”. A Bahia e o Rio de Janeiro, que já foram capitais brasileiras, também possuem muitos navios afundados que podem ser explorados por mergulhadores. São Paulo – especialmente Ilhabela – e Santa Catarina também possuem muitos naufrágios antigos e interessantes para serem visitados.

Ecologia
Além de serem um verdadeiro tesouro histórico, os naufrágios também são importantíssimos para a preservação da flora e a fauna marinha, servindo de ambiente para que diversas espécies se desenvolvam. Alguns naufrágios são verdadeiros “recifes artificiais”, servindo de moradia e fonte de alimento para diversas espécies. O Pirapama, navio naufragado em 1889 próximo ao Porto de Recife, hoje se encontra a 23 metros de profundidade e é habitado por grandes tartarugas, arraias, moréias e uma imensa variedade de espécies marinhas. O mesmo acontece com o Vapor Bahia, naufragado em 1887 em frente à praia Ponta de Pedra, no Recife, que está a 25 metros de profundidade e abriga uma imensa variedade de espécies marinhas como grandes meros, parus, tartarugas, arraias, anêmonas, entre outros.

Curso
A exploração de naufrágios é altamente atraente para quem tem espírito de aventura. Por isso o mergulho em naufrágios é um esporte de aventura muito praticado em todo o país. No entanto este tipo de mergulho requer cuidados especiais, pois existem muitas dificuldades ao praticá-lo, como a presença de uma “teto” sobre o mergulhador, que impede a subida livre; caminhos labirínticos; e visibilidade baixa, causada por sedimentos e pela pouca luminosidade.

Existem cursos específicos para quem quer explorar as embarcações afundadas, que preparam o mergulhador para executar com sucesso a pesquisa, busca e exploração de um naufrágio. Muitos cursos abordam, além das convencionais aulas de mergulho, aulas sobre pesquisa histórica, métodos de busca, análise de acidentes e até sobre recuperação de artefatos submersos. Vale a pena se informar em seu Estado sobre as escolas de mergulho que oferecem esse tipo de curso. Além de mergulhar com mais segurança, você vai aproveitar muito mais sua exploração.

Naufrágios na costa brasileira contam muitas histórias

Os navios afundados carregam muitas histórias – alguns até lendas – sobre seu destino, seus passageiros, sua carga e seu acidente. Além, é claro, de serem um valioso registro histórico. Entidades como o Icomos (Conselho Internacional de Monumentos e Sítios) e a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) consideram os naufrágios patrimônio histórico da humanidade. As histórias que cercam os naufrágios são diversificadas e vão desde de perseguições a piratas até simples acidentes devido ao mau tempo, passando por colisão com rochas ou outras embarcações, bombardeios e motins.
Uma das histórias mais conhecidas de naufrágio na costa brasileira é do transatlântico Príncipe de Astúrias, considerado o Titanic brasileiro devido ao seu luxo e ao seu trágico acidente. Segundo documentos e relatos, o navio estaria carregado de ouro, além de transportar 447 passageiros e um grande número de refugiados alemães da Primeira Guerra Mundial. O navio atravessava o Atlântico em cerca de 30 dias, partindo de Barcelona e escalando em Cadiz e Las Palmas, na Espanha, além do Rio de Janeiro e Santos no Brasil, e Montevidéu, no Uruguai, antes de atingir Buenos Aires, na Argentina. Na madrugada de uma segunda-feira de carnaval de 1916, após uma forte chuva, a embarcação se chocou contra os rochedos da Ponta da Pirabura, em Ilhabela, abrindo uma enorme fenda no casco. O Principe de Asturias naufragou em menos de cinco minutos. Mais de 450 pessoas faleceram no desastre.

Outra história interessante é do acidente entre as embarcações Pirapama e Vapor Bahia, no Recife. O Vapor Bahia naufragou em 1887, em frente à praia de Ponta de Pedra, depois de colidir com o Pirapama, causando 37 mortes. Por ter causado o acidente e não ter prestado socorro, o Pirapama foi condenado e afundado em 1889, próximo ao Porto de Recife. Em Recife há também a história do São Paulo, galeão de guerra português que teve suas riquezas saqueadas por piratas e afundou a 3 milhas da costa; do Vapor de Baixo, que possuía uma vasta coleção de louças e porcelanas e acredita-se que tenha sido torpedeado; e até de uma Avião B-52 norte-americano, que colidiu com a água após uma decolagem mal-sucedida.

Existem também vários naufrágios de submarinos no litoral brasileiro, a maioria submarinos alemães (os U-boats), e um italiano (Arquimedes). Os U-boats (abreviatura de Unterseeboot – submarino em alemão), percorreram a costa do Brasil durante a Segunda Guerra Mundial, sendo os responsáveis pelo maior número de perdas da marinha mercante nacional. Uma das histórias mais conhecidas é o do U-128, que afundou em maio de 1943 na costa do Estado de Alagoas. O submarino foi atacado por dois aviões do Esquadrão VP-74, que lançaram bombas de profundidade. O U-boat tentou retomar a marcha e mergulhar, mas após uma hora do lançamento da última carga de profundidade, as máquinas do submarino pararam e a tripulação abandonou o barco. Os destroiers norte-americanos Moffett e Jovett atacaram com tiros de canhão o submarino já imóvel, que levantou a proa e afundou rapidamente. Os navios recolheram aproximadamente 50 homens da tripulação do submarino.

fonte: http://360graus.terra.com.br/mergulho/default.asp?did=12269&action=reportagem

Esquadrilha da Fumaça

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

14 de maio de 1952. A “Esquadrilha da Fumaça” realiza sua primeira exibição oficial.

Desde então, milhares de pessoas têm tido a oportunidade de travar um emocionante e inesquecível contato com a perícia dos pilotos e com a competente equipe de mecânicos que os assessora, e despertam, por isso, o reconhecimento, a admiração e o respeito pela Força Aérea Brasileira.

Atualmente, com mais de 3000 demonstrações realizadas no Brasil e no exterior, cruza os céus a “Esquadrilha da Fumaça”. Aeronaves pilotadas por uma equipe cujo destemor e orgulho são resultantes não só da confiança mútua desenvolvida ao longo dos treinamentos, como também, da certeza de estarem representando a Instituição que prima pela eficiência na defesa da soberania do espaço aéreo de nossa pátria.


fonte: http://www.fab.mil.br/portal/esquadrilha_fumaca/?page=historia

Dia do Comércio – 30 de outubro

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Comércio é toda ação que tem como objetivo principal a compra e revenda de mercadorias. Comércio é, portanto, o conjunto de atividades necessárias para tornar um produto disponível aos consumidores, em determinado lugar, no tempo solicitado e em quantidades e preços especificados.

    Nossa data de destaque, desta vez, é o Dia do Comércio, um importante segmento da economia, não só no Brasil, mas no mundo todo. E é por aí que nós vamos começar: pelo comércio internacional. Vamos voltar no tempo, recordar as aulas de história, sobre mercantilismo, para entender um pouco mais a atividade comercial. Desde a época da expansão marítima, quando os Estados mercantis da Europa foram buscar outros mercados em outros continentes, que as trocas mundiais aumentaram bastante. Entre meados do século XIX e a Primeira Guerra Mundial, a relação comercial entre os países cresceu ainda mais, e se intensificou depois da Segunda Grande Guerra. Para se ter uma idéia, o total de dinheiro arrecadado com o comércio no mundo passou de U$ 61 bilhões, em 1950, para U$ 5,61 trilhões, em 1999, de acordo com a Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad).

    Conforme dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), o comércio vem crescendo mais que a produção mundial (PIB). De 1979 até 1988, a média anual do crescimento do comércio foi de 4,3%, enquanto o PIB teve uma taxa de 3,4%. Agora compare com o período que vai de 1989 a 1998, no gráfico ao lado:

    Como você pode notar, a porcentagem do comércio aumentou, enquanto o PIB se manteve no mesmo nível.

    Esta comparação do comércio com o PIB mundial é sempre usada por organismos internacionais para calcular a taxa de crescimento comercial e quanto maior for a diferença entre os dois, maior terá sido o aumento das trocas.

    O crescimento acelerado do comércio tem uma explicação. Ele se deve à diminuição das barreiras alfandegárias e ao desenvolvimento das telecomunicações e dos transportes. O maior acesso da população às novas tecnologias de comunicação, devido ao seu barateamento, permite a pesquisa de mercado e a realização de novos pólos de compra e venda. Já no caso da melhoria dos meios de transporte, a construção e o aperfeiçoamento de rodovias, ferrovias, portos marítimos e aeroportos, naturalmente, facilitam o deslocamento de produtos.

    fonte: http://www.ibge.gov.br

Dia Nacional do Livro – 29 de outubro

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O dia 29 de outubro foi escolhido para ser o “Dia Nacional do Livro” por ser a data de aniversário da fundação da Biblioteca Nacional, que nasceu com a transferência da Real Biblioteca portuguesa para o Brasil.

Seu acervo de 60 mil peças, entre livros, manuscritos, mapas, moedas, medalhas, etc., ficava acomodado nas salas do Hospital da Ordem Terceira do Carmo, no Rio de Janeiro.

A biblioteca foi transferida em 29 de outubro de 1810 e essa passou a ser a data oficial de sua fundação.

Períodos Editoriais

    • No Brasil, ocorreram três fases relacionadas à edição de livros. A primeira começa com a chegada de Dom João VI, em 1808, que imediatamente criou a imprensa régia e conseqüentemente também um público leitor: de início, na Corte, e depois nas províncias.

      Um público sedento de obras técnicas (direito, economia, medicina, botânica, filosofia…) e os romances e peças dramáticas, os textos populares etc. As tipografias se multiplicaram por todo o império, espelhando a demanda do mercado. E a partir da metade do século XIX, alguns europeus começaram a se instalar no Brasil e a fundar casas editoras.

      A fase posterior ocorreu com a dificuldade de comunicação entre o Brasil e a Europa, no decorrer da (e também logo após a) Primeira Guerra Mundial. Nesse período, a indústria editorial brasileira se firmou, conseguindo se libertar das amarras do mercado europeu. O escritor de “Sítio do Pica-Pau Amarelo”, Monteiro Lobato, traduz o espírito desse tempo, ao dizer: “um país se faz com homens e livros”.

      Já a terceira fase é quando todo o trabalho do filólogo Antônio Houaiss, a partir da década de 60, serve de ponte entre a editoração amadorística e a editoração profissional das casas editoras. A conseqüência lógica são os cursos de editoração gráfica que começam a surgir, nos anos 70, e permanecem até hoje.

      Dicas para você cuidar de seus livros

      Para quem curte ler, de forma online ou não, e que possui suas obras preferidas (aquelas de que não se desfaz nem morto!) separadas num espaço nobre de sua estante, é bom saber umas dicas de como conservar esses nossos amigos, os livros.

      Evite tirar o livro da estante puxando pela borda superior da lombada. Isto danifica a encadernação. A forma correta de pegar é empurrando os volumes laterais, retirando o exemplar desejado pelo meio da lombada;

      Evite folhear livros com as mãos sujas;

      Evite fumar, beber ou comer nas bibliotecas ou mesmo em casa, enquanto lê uma obra;

      Contato permanente com a luz solar faz mal à saúde do livro;

      Evite largar os livros dentro do carro;

      Evite reproduzir livros frágeis ou muito antigos em copiadoras;

      Evite apoiar os cotovelos sobre eles

      Fonte: http://www.ibge.gov.br