TROCA DE FAMÍLIA

Troca de Família

O Programa (reality  show), Troca de Família da Rede Record, da semana  de 14/02/11, da Fernanda e Adriana, foi um show de contrastes culturais.

Por um lado a Fernanda, mulher dinâmica, prática, pouco desorganizada, pela intensidade de suas atividades e estilo de vida, por outro a Adriana, pessoa submissa literalmente criada e condicionada para ser a mulher dos anos  em que as mulheres eram criadas para casar e servir ao seu Senhor Marido.

O choque, não foi cultural por diferenças por regiões somente.

Temos a Fernanda e seu marido que trabalham, mantém sua família e ainda dividem seus rendimentos com os animais abandonados, que considero um serviço de solidariedade e muito importante visto o abandono em que se encontram os animaizinhos em nossa cidade.

Em contra partida, em Tupã, cidade não tão longe da Capital, o premiado montador de rodeios, marido da Adriana, ganha o seu dinheiro em cima dos animais, sem qualquer opção de escolha, premiando os que vivem do trabalho animal.

Ainda mais, uma criança é incentivada e exposta ao perigo iniciando-se nos rodeios, onde acho que para isso os pais e o juizado de menores, deveriam assumir publicamente suas responsabilidades pelos profissionais e iniciativas que ponham crianças em risco.

As crianças precisam brincar, estudar e receber uma educação com princípio de respeito humano, educação ecológica e amor aos animais que fazem parte dos seres vivos e de equilíbrio da natureza.

A Adriana, uma pessoa submissa não conseguiu ver na outra família, o respeito que recebeu, com educação e concessões para que a estada dela fosse mais agradável, cederam à cultura regional dela admitindo e até participando de uma festa com seus costumes, sem resistência e com todo respeito que todo ser humano merece, mesmo que de formação e conceitos diferentes.

Ao contrário, Fernanda sofreu na festa indiferença e até mesmo o marido da Adriana, provocou junto a seus amigos a ela lavar, como uma empregada uma grelha, e foi disseminado que ela não é uma mulher do lar, que no conceito deles é propriedade dos homens e nasceu para servi-los e ficarem em 2º plano, senão no último, pois os amigos e os bois de rodeio é que representam mesmo a vida para ele.

Outra coisa que considero muito grave neste episódio, é o marido da Adriana, no final do programa estar, junto a crianças e toda o público telespectador, usando uma roupa fazendo propaganda de bebida alcoólica.

Isso prova o grande equívoco desta cultura que ganha seu sustento com o sacrifício dos bois e ainda divulga produtos inapropriados ao tão reverenciado esporte de Rodeios.

Enfim, as diferenças como vimos, não é de cultura regional, é de filosofia entre o século XXI e o século XX.

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