Arquivo de agosto de 2010

20 de agosto – Dia do Maçom

domingo, 1 de agosto de 2010

20 de Agosto – Dia do Maçom

A Maçonaria é uma associação de caráter universal iniciática, filosófica, filantrópica e educativa. Os Maçons reúnem-se em células autônomas denominadas oficinas ou lojas. Cada loja maçônica é composta pelo venerável mestre ou presidente, seus vigilantes, orador, secretário, mestre de cerimônias e tesoureiro. Tem por objetivo a investigação da verdade, o exame da moral e a prática das virtudes. Para se tornar um maçom, é necessário que o candidato seja apresentado por um mestre maçom e tenha sua indicação aprovada pela loja. Dentre os critérios para a aprovação, destaca-se a necessidade de uma profissão definida, que garanta subsistência e comportamentos de acordo com a moral e bons costumes.

O ingresso de mulheres à Maçonaria não é permitido. Tal proibição foi introduzida nos preceitos da Maçonaria pelo presbítero James Anderson, no século XVIII, devido à influência dos ministérios judaico-mitrico-romanos e de algumas agremiações operativas da Idade Média. Estas viviam na clandestinidade para escapar às cruéis perseguições eclesiásticas e políticas. No entanto, as esposas dos maçons compõem a comunidade feminina da Maçonaria, as quais cabem o papel de conscientizar os maçons sobre o papel da mulher na educação, saúde e união cristã. O dia 20 de agosto foi escolhido para homenagear os maçons por ser a data em que o povo maçônico deliberou com o Príncipe Regente Dom Pedro I que a proclamação da Independência do Brasil deveria ser realizada ainda no ano de 1822.

fonte: http://lproweb.procempa.com.br/

14 de agosto – Dia do Combate à Poluição

domingo, 1 de agosto de 2010

14 de Agosto – Dia do Combate à Poluição

Nestes tempos de constante preocupação com o aquecimento global e suas conseqüências, o combate à poluição torna-se uma missão a ser cumprida diariamente. Com freqüência a população em geral culpa as autoridades e as indústrias pela poluição do meio-ambiente, transferindo-lhes a responsabilidade pelos danos causados à natureza. Entretanto, na guerra para salvar o planeta, a população é o principal soldado.

Atitudes simples do cotidiano podem contribuir de forma significativa para minimizar a poluição. Faça sua parte:

  • Separe o lixo reciclável
  • Não coloque pilhas e baterias na coleta seletiva. Há postos específicos para isto.
  • Evite fazer frituras e sempre jogue o óleo de cozinha utilizado nos postos de coleta apropriados.
  • Use papel reciclado
  • Economize água e luz
  • Troque as sacolas plásticas de supermercado por sacolas reutilizáveis.
  • Sempre que possível, deixe o automóvel na garagem. Dê preferência aos transportes coletivos e às caminhadas.
  • Use e incentive o uso da bicicleta como meio de transporte, e reivindique junto às autoridades locais a construção de ciclovias
  • Plante árvores nativas

fonte:  http://lproweb.procempa.com.br

dia 8 de Agosto – Dia dos Pais

domingo, 1 de agosto de 2010

8 de Agosto – Dia dos Pais

A origem do Dia dos Pais é semelhante ao das Mães. Em 1909, nos EUA, Sonora Louise Dodd, filha de um veterano da Guerra Civil americana, teve a idéia de instituir uma data em homenagem aos pais. John Bruce Dodd, pai de Sonora, havia criado ela e seus cinco filhos sozinho, desde a morte de sua esposa.

Logo a data ganhou força, mas demorou a ser oficializada. Nos EUA ela é comemorada no terceiro domingo de junho. Muitos países têm a tradição de comemorar esta data, mas em dias e por motivos diferentes.

No Brasil ela chegou bem mais tarde, trazida pelo publicitário Sylvio Bhering, em 1953. Sendo agosto um mês de baixa no comércio, Sylvio escolheu o dia 14, dia de São Joaquim, patriarca da família, para homenagear os pais. Logo passou a ser comemorada no segundo domingo de agosto.

O PortoWeb dá uma ajuda para você que ainda não sabe como homenagear seu pai neste domingo.

- Faça um passeio com ele, para botar o papo em dia
- Prepare um almoço especial
- Termine aquela partida de xadrez
- Abra aquele vinho que você tem guardado
- Curtam um cinema ou um teatro juntos

Mas, se você quer manter a tradição comercial da data, confira estas dicas:

- Uma caixa de ferramentas, para ele quebrar a casa com estilo
- Um kit de churrasco, para aquela carne de domingo
- A camisa do time do coração (dele)
- Um livro bacana. Afinal, filho também é cultura
- Cuecas e meias nunca são demais

Seja qual for a forma que você escolha para homenagear seu pai, leve junto um afetuoso abraço!

Uma homenagem do PortoWeb a todos os Papais…

fonte: http://lproweb.procempa.com.br

Envie você também uma homenagem para o seu Pai no dia 8 de agosto (domingo), acesse o Site: http://www.leetelemensagem.com.br/- Ouça e escolha sua telemensagem.

26 de agosto – aniversário da Cidade de Campo Grande – (MS)

domingo, 1 de agosto de 2010

O MUNICÍPIO DE CAMPO GRANDE

HISTÓRICO

Rosário Congro

Em 1872, a quase deserta região meridional da então Província de Mato Grosso, compreendia, apenas, na vastidão dos seus trezentos mil quilômetros quadrados, aproximadamente, as vilas de Miranda, outrora presídio do mesmo nome, fundado em 1797, e Santana do Paranaíba, além das povoações de Nioaque e Coxim.

A invasão paraguaia, levando às poucas e longínquas fazendas, como por toda a parte, o saque, o incêndio, a morte, os horrores da guerra, em fúria selvagem, devastara grande parte do imenso distrito de Miranda, dando lugar a que nas suas planícies e nos seus montes e nos seus rios, se realizasse a dolorosa trajetória da coluna de heróis e de mártires comandada pelo coronel Camisão e, nos Dourados, o sacrifício homérico de Antônio João.

Expulso o invasor do solo sagrado da pátria, morto Solano Lopes, o tirano, acuado nas cordilheiras de Aquidaban, voltavam, para a reconstrução dos seus penates os que, conseguindo escapar à sanha do inimigo sanguissedento, se haviam refugiado nas alturas da serra de Maracaju.

Foi então que José Antônio Pereira, velho sertanejo mineiro, já sexagenário (**), deixando o seu arraial de Monte Alegre, nas proximidades de Uberaba, se fez com destino a Mato Grosso com seus filhos Antônio Luiz e Joaquim Antônio (#) e quatro “camaradas”, em busca de terras devolutas para lavoura e criação.

Pelo entardecer de 21 de junho, chegava a pequena comitiva à confluência dos córregos mais tarde denominados “Prosa ” e “Segredo”, no lugar onde está situado, hoje, o Matadouro Municipal, ponto escolhido para o pouso daquele dia e depois definitivamente adotado.

Em breve ali se ergueu a morada dos intrépidos viajores: um pequeno rancho coberto com palmas de “uacury”, célula primordial que foi da progressista cidade de hoje, mui justamente chamada – a Pérola do Sul.

Não tardou a derrubada pelas imediações, o fumo da queimada em pouco se elevou e, em tempo curto, tremulavam, à viração constante, as flâmulas verdes e promissoras da primeira roça.

Por entre o milharal, outros cereais cresciam, num viço que atestava a feracidade extraordinária do solo.

O primeiro contratempo, porém, não se fez esperar: extensa e escura nuvem de gafanhotos, pousando, dera cabo da luxuriante plantação, mas, o espírito forte, inquebrantável de José Antônio Pereira, caldeado nas vicissitudes da vida, não se abateu ante a destruição produzida pelos terríveis insetos.

Distava doze léguas o morador mais próximo, proprietário de uma fazenda que a invasão inimiga fizera abandonar por alguns anos, tornando-a tapera, o gado perdido, internado nas selvas, volvido feroz.

Era ali que ia suprir-se Pereira da sua principal alimentação, que era a carne dos vacuns bravios comprados a 15$000 e abatidos a tiros, em verdadeiras caçadas.

Com a carne, para cuja conservação a secagem substituía a absoluta carência de sal, a caça, que era abundante, o mel recolhido nas matas e morangas e abóboras, não atingidas pela praga dos ortópteros, constituíram o passadio daqueles valentes sertanejos.

Bem fácil é imaginar a tristeza que aquelas almas envolvia, quando as sombras da noite desciam sobre a terra. Um fogo no terreiro, sons plangentes de uma viola tangida com sentimento, uma cantiga dolente repassada de infinita saudade, depois… a nostalgia, o silêncio profundo do deserto!

E, cortadas de quando em vez pelo rugido do jaguar, como eram longas as noites, sem o canto do galo anunciando o clarear do dia, e vazias as manhãs, sem o mugir do gado!

No ano seguinte, José Antônio Pereira regressou a Monte Alegre, deixando o seu rancho e a sua lavoura incipiente entregues a João Nepomuceno, com quem se associara.

Nepomuceno era caboclo de Camapuã, um arraial que morria, situado na antiga Fazenda Imperial do mesmo nome, nas cabeceiras do Coxim, e que ali aparecera, “de muda” para Miranda, quebrando a monotonia do ermo com dois carros de bois que o peso da carga fazia chiar nos eixos.

Só em 1875 voltou José Antônio, trazendo sua família composta de sua mulher Maria Carolina de Oliveira, seus filhos Antônio Luiz, Joaquim Antônio, Francisca, Persiliana, Constança, Anna, Rita, Maria Nazareth e três tutelados, e mais as de Manoel Gonçalves Martins, João Pereira Martins, Antônio Ferreira e Joaquim Olivério de Souza, além de muitos agregados.

Em busca, não mais do desconhecido, mas de uma região habitada apenas por tribos selvagens e animais ferozes, se pôs a caminho a caravana dos modernos bandeirantes, dos audazes pioneiros da civilização em tão belas, porém incultas paragens.

Compunha-se ela de 62 pessoas ao todo, com seis (##) pesados “carros mineiros”, nos quais vinha não pequena provisão de tudo quanto pudessem necessitar, além de sementes diversas e mudas de cana-de-açúcar, café e outras plantas, devidamente acondicionadas.

Era seu guia, por mais curtos caminhos, o prático Luiz Pinto Guimarães, cuiabano, então residente em Uberaba, e seis longos meses foram consumidos nessa penosa e arriscada empresa, verdadeira cruzada em marcha para a solidão.

Ao transpor a comitiva as águas do Paranaíba, muitos dos seus membros foram acometidos de “matadera”, uma febre “maligna”, aniquiladora até a morte, endêmica naqueles sítios.

Esta desagradável ocorrência, obrigou José Antônio à demora de um mês e meio na vila de Santana.

Espírito eminentemente religioso e fervoroso devoto do taumaturgo de Pádua, o velho mineiro, a despeito da aplicação de “raizadas” aos enfermos, no que era experimentado, concentrou-se um momento e, cheio de fé, balbuciou a piedosa promessa de erigir, no ponto do seu destino, uma capela em glorificação a Santo Antônio.

Fundos sulcos de simpatia deixou José Antônio Pereira entre os habitantes de Santana, dos quais conquistara estima e gratidão, pelas curas desinteressadas que ali fizera, quando, sem que tivesse perdido um só dos seus doentes, se pôs de novo a caminho dos admiráveis campos de Maracaju.

A 14 de agosto chegou o comboio dos destemidos viajores ao termo da sua jornada, não mais encontrando Nepomuceno, que fora substituído, na posse das benfeitorias realizadas, por Manoel Vieira de Souza, chegado meses antes em busca, também, de terras devolutas, e a quem tudo vendera por 300$000.

Não tardou que pela margem direita do córrego depois chamado “Prosa”, se alinhassem os ranchos dos novos moradores.

Os dias corriam felizes para aqueles abnegados povoadores do sertão, longe dos centros populosos onde a civilização oferece todo o conforto da vida moderna, mas onde a flor do mal viceja enganadora.

A cornucopia de Ceres espalhava pelos habitantes do povoado nascente os abundantes frutos da gleba feracíssima.

À noite, em volta ao fogo no terreiro, contentes do trabalho, espoucavam eles em canto e riso e danças, em alegria, enfim, aos sons cadenciados das violas, pandeiros e concertinas, o que constituía um regalo para os pacíficos “coroados”, atentos espectadores por entre os ramos da mata fronteira, na margem oposta, e que se punham em fuga ao serem pressentidos.

Corria o ano de 1879 e era chegada a vez de José Antônio Pereira cumprir o seu voto.

Preparados os esteios, de rígida aroeira, e sob a invocação de Santo Antônio do Campo Grande, em referência às vastas campinas visinhas, levantou-se em breve a capela, construída de taipa e coberta de palmas, bem como o tosco e alto cruzeiro que ainda se ostenta no adro.

Não descançou, porém, enquanto a não viu coberta de telhas de barro, indo ele mesmo buscá-las ao abandonado Camapuã, distante trinta e cinco léguas, das ruínas de um templo centenário ali erigido pelos jesuítas, em época remota.

Tempo depois o padre Julião Urchia, vigário de Miranda, sagrando-a, celebrava o sacrifício da primeira missa ouvida sob o seu teto, e nela realizava o batismo de muitas crianças nascidas no arraial e também o consórcio de Antônio Luiz Pereira com D. Anna Luiza Pereira, filha de Manoel Vieira de Souza.

Para comemorar tão auspicioso acontecimento se fazia necessário, imprescindível mesmo, que um festivo repique elevasse aos céus, em hosanas, os seus metálicos sons.

Um recipiente de ferro batido, então, suspenso a uma trave, tangido por improvisado sacristão, acordou os ecos em alegre bimbalhar…

José Antônio dotou a ermida, logo depois, de um pequeno sino mandado adquirir em Corumbá, e a gente boa e simples do povoado, ao toque do sagrado bronze, reunia-se para as rezas em coro, cantadas a Deus.

Em 1888, recebia a capela um outro sino, dádiva de João Pereira Martins, e são os que ainda hoje, vibrando, chamam os crentes à oração do dia.

Amiudadamente, o velho cura de Miranda, de Nioac depois, visitava a povoação, realizando casamentos, batizados e festividades religiosas.

Os córregos, àquele tempo, tiveram também as suas pitorescas denominações: – originaram-se elas, para o que rola as suas margens, em pequenos saltos, das elevações de Leste, na loquacidade dos moradores, reunidos a miúde à sua margem, “ferrados na prosa” em costumado e aprazível ponto, sob a copa enorme de uma figueira brava, e, para o que tem as suas cabeceiras nos espigões do Norte, por não ter João Pereira Martins “guardado segredo” de ocultos intuitos de Joaquim Olivério, revelação que teve no lugarejo a retumbância de seu primeiro escândalo.

No local da atual praça Municipal, construiu-se naquele mesmo ano o irregular cercado do pequeno cemitério, mais tarde ampliado e transferido por José Antônio Pereira, verdadeiro patriarca, para a encosta de Oeste, onde ainda existe, em abandono, e do qual se descortina o belo panorama da cidade.

Nesse modesto campo-santo, tomado pela capoeira, jaz, esquecida, a cova rasa de José Antônio Pereira, falecido a 8 de janeiro de 1910 (+).

A enorme extensão das terras não ocupadas, a sua ótima qualidade para cultura e criação e, sobretudo, o clima ameníssimo, elementos seguros de prosperidade, fizeram a atração de inúmeras pessoas, vindas não só de Minas, como de São Paulo, Rio Grande do Sul e outras províncias. (…)

fonte: http://www.campograndems.net/historia_congro.html

BIBLIOGRAFIA:

1. CONGRO, ROSÁRIO.: O MUNICIPIO DE CAMPO GRANDE – ESTADO DE MATTO GROSSO. Publicação Official, 1919.

2. : PROSA – COLETÂNEA. Artes Gráficas Editora Unificado, Curitiba PR, 1984.

3. : POESIAS – COLETÂNEA. Artes Gráficas Editora Unificado, Curitiba PR, 1984.

4. MENDONÇA, RUBENS DE.: HISTÓRIA DE MATO GROSSO. Instituto Histórico de Mato Grosso, Cuiabá, 1967.

16 de agosto – Aniversário da Cidade de Teresina – (PI)

domingo, 1 de agosto de 2010

A capital do Piauí nasceu na Barra do Poty. Na sesmaria do bandeirante Domingos Jorge Velho, conhecida por todos nós, como Chapada do Corisco, que se tornou sede da freguesia de Nossa Senhora do Amparo em 1827, e mais tarde, foi
criada a Vila do município do Poty, nas terras desmembradas de Campo Maior, Valença e São Gonçalo do Amarante.
No dia 16 de agosto do ano de 1852, a Nova Vila do Poty com 1.809 Km2 de área, passou a ser a Capital do Piauí com o nome de teresina, em homenagem à Imperatriz Teresa Cristina. Ela está localizada na margem direita do rio Parnaíba naconfluência com o rio poti. Idealizada  pelo governador da Província  José Antônio Saraiva, a nova capital foi a primeira do Brasil a ser planejada, cujo traçado foi feito a partir do cruzeiro ainda hoje existente no adro da Igreja Matriz do Amparo. Além do governador, o vigário potiense Mamede Antonio Lima e o mestre-de-obra João Izidoro França, lideraram a construção da nova cidade que em pouco tempo foi ganhando ares de modernidade, e se tornou moradia de várias categorias profissionais que vinham de outras cidades, para se estabelecer em Teresina.
No governo de João de Oliveira Junqueira, em 1858, foi fundada a Companhia de Navegação do Rio Parnaíba, dando um importante significado econômico para o Estado. Em abril de 1859, o vapor Uruçui de Teresina a Parnaíba rebocava barcas cheias de mercadorias e passageiros. Foi desta forma que o comércio começou a se
desenvolver, à beira do rio Parnaíba, que aliás, era uma área privilegiada.

Teresina é a capital e o município mais populoso do estado brasileiro do Piauí. Localiza-se no Centro-Norte Piauiense a 366 quilômetros do litoral, sendo, por tanto, a única capital da Região Nordeste que não se localiza as margens do Oceano Atlântico.É a 22ª maior cidade do Brasil, com 802.537 habitantes.Está conurbada com o município maranhense de Timon e, juntos, aglomeram cerca de 1 milhão e 40 mil habitantes. A única barreira natural que as separa é o Rio Parnaíba, o maior rio totalmente nordestino.A cidade representa cerca de 25% da população piauiense e cerca 45% de sua economia, sendo sua região metropolitana 60% do PIB do Piauí.

A cidade é a terceira onde mais acontecem seqüências de descargas elétricas no mundo.Por esta razão, a região recebe a curiosa denominação de “Chapada do Corisco”. Destaca-se como um pólo de medicina, recebendo pacientes de vários estados do Nordeste,e por ser a primeira capital planejada do Brasil.Segundo o IPEA, é a terceira capital mais segura do Brasil (perdendo apenas para Natal/RN e Palmas/TO).

Seu lema é a frase “Omnia in Charitate”, que significa, em português, “Tudo pela caridade”. A cidade é a terra natal de Torquato Neto, poeta do Tropicalismo, e Carlos Castelo Branco, colunista político do Jornal do Brasil.

A origem de Teresina é ligada diretamente ao Rio Poti. As margens desse rio havia um povoado, que depois seria elevado à condição de Nova Vila (do Poti). Essencialmente formada por pescadores e pequenos comerciantes, era cortada por uma estrada que ligava Oeiras, então capital da Capitania do Piauí, a Parnaíba, um dos mais prósperos centros do estado.

Uma das primeiras construções de Teresina foi a Igreja de Nossa Senhora do Amparo, localizada no Centro da Capital, o que mostra a verdadeira devoção religiosa do povo da antiga vila. A cidade já nasceu, ou seja, foi fundada, em 1822, com o objetivo de tornar-se capital do estado do Piauí, totalmente planejada pelo Conselheiro José Antônio Saraiva, sendo, portanto, oficialmente a primeira capital planejada do Brasil.

Vale ressaltar que a transferência da capital da Província do Piauí de Oeiras para Teresina realizou-se sob vários protestos da comunidade oeirense, que desejava a todo custo, garantir a permanência da capital naquela cidade.

Contudo, apesar da pressão, o Presidente da Província, José Antônio Saraiva, ardoroso defensor das ideias mudancistas, efetiva a transferência da capital. E em 16 de agosto de 1852, dirige circular a todos os Presidentes de Província do Império comunicando o fato, instituindo-a assim, como nova capital do estado.

O nome da cidade remete a imperatriz Teresa Cristina Maria de Bourbon, que teria intermediado com o imperador Dom Pedro II a ideia de mudança da capital, e em sua homenagem deu-se o nome da cidade, que é algo como o diminutivo de Teresa, no idioma italiano. Tornada capital, Teresina passou por um crescimento bastante acentuado, aumentando de 49 para cerca de 8 mil habitantes em duas décadas. Essa foi a primeira cidade do Brasil construída em traçado geométrico. Ela não nasceu de forma espontânea, mas de modo artificial. Saraiva, pessoalmente, tomou as primeiras providências: planejou tudo, com o cuidado de estabelecer logradouros em linhas paralelas, simetricamente dispostas, todas partindo do Rio Parnaíba, rumo ao Rio Poti, principais fontes de água da cidade, até hoje.

No ano de 1860, a nova capital já contava com uma área urbanizada de um quilômetro de extensão na direção norte-sul, com os seguintes confrontos: de um lado o largo do quartel do Batalhão (atual Estádio Lindolfo Monteiro) e do outro o “Barrocão” (atual Avenida José dos Santos e Silva). Na direção leste-oeste o desenvolvimento não ganhou a mesma intensidade. Tomando-se como base o lado do Poti, as ruas findavam a algumas dezenas de metros acima das duas principais praças, a da Constituição, atual Praça Marechal Deodoro da Fonseca (que anteriormente também denominou-se Praça do Palácio e Largo do Amparo), e a do Largo do Saraiva (atualmente Praça Saraiva). Para o lado do Parnaíba, nem todas as ruas chegavam ao rio. A Rua Grande, atual Rua Álvaro Mendes, uma das principais ruas da nova capital teve um papel significante no desenvolvimento da nova cidade.

Teresina é conhecida por Cidade Verde, codinome dado pelo escritor Coelho Neto, em virtude de ter ruas e avenidas entremeadas de árvores. É um Município em fase de crescimento e, atualmente, possui uma área de 1.673 km² e uma população de 800 mil habitantes. É uma das mais prósperas cidades brasileiras, e atualmente destaca-se no setor de eventos, congressos, indústria têxtil e centro médico.

Outros comentam que a criação da capital Teresina teria sido uma medida político-estratégica, sob o fato de que a cidade de Caxias, do estado vizinho do Maranhão, estava ameaçando a hegemonia da região norte do estado do Piauí, tendo então o conselheiro transferido a capital para resolver a questão da centralização no estado.

Teresina foi a primeira capital planejada do Brasil; as outras são Aracaju (1855), Belo Horizonte (1894), Goiânia (1933), Brasília (1960), e Palmas (1989). Todavia, convém ressaltar, que os núcleos fundacionais das cidades de Salvador (1549), São Luís (1612) e Recife (Mauritsstadt – 1637) também foram projetados, embora que os traçados de Salvador e Mauritsstadt tivessem uma malha reticulada flexível.

Fonte: http://www.guiadeteresina.com/ver.asp?id=333