Arquivo de dezembro de 2009

NUMEROLOGIA

domingo, 27 de dezembro de 2009

NUMEROLOGIA

Os números não são apenas números! Cada número carrega um tipo de energia e um tipo de qualidade diferente. Cada letra do alfabeto é ligado com cada número, desde o número 1 até o 9, começando com o número 1 que corresponde a letra A do alfabeto, e novamente começando pelo J que corresponde o número 10 e assim por diante. Adicione todas as letras do seu nome completo reduzindo-o para um único digito, assim você descobrirá informação sobre você! Por exemplo, se o total de números do seu nome for 31, você adiciona 3 + 1 = 4. Consulte a tabela abaixo para ver o que o número 4 fala sobre você.

1 Siginifica liderança e ambição. Também é o número que traz coragem, independência, atividades mentais e físicas, individualidade e realizações. O número 1 é visto como o número para principiantes.

2 Pessoas que tiram esse número provavelmente seguem outras pessoas do que lideram. É o número da sensitividade, grande intuiçãoe trazem equilíbrio em situações. São ótimos parceiros no amor.

3 Na espiritualidade, o número três é visto como o poder da unidade entre a mente, corpo e espírito. O número três é adaptável, alegre, sociável, ótimos comunicadores(as), gostam de manter a harmonia e o equilíbrio em suas vidas.

4 É o número da terra e representa estabilidade e fidelidade. Simboliza as quatro estações do ano, os elementos e as pontas dos compassos. Também são pessoas honestas e capazes.

5 É o número dos sensações e dos sentidos. Representa a liberdade e o espírito de aventura. São animadores de festas, otimistas e adoram viagens.

6 São pessoas intelectuais, imaginativas e sempre estão procurando ser perfeccionistas. São atenciosos com a família, nas relações amorosas e adoram ter responsabilidade.

7 O número sste é visto como um número de grande espiritualidade. Representa os sete dias da semana e as sete cores do arco-íris. São sábios, pensam profundamente nas coisas e se interessam muito por assuntos místicos.

8 É um número prático e pertencem as pessoas sucedidas e organizadoras que se dão bem em negócios. São pessoas que trabalham duro em ambos os aspectos: material e espiritual.

9 São pessoas que se preocupam com outras pessoas e seus direitos. Possuem muitos talentos, fazem de tudo para alcançar seus objetivos, mas nunca tiram vantagem de seu sucesso.

11 É um número espiritual e de intuição. São pessoas que trazem alegria para as pessoas e inspiração. Geralmente são pessoas que tem os pés no chão e algumas vezes podem ser inconvenientes.

fonte:   http://www.mistico.com/p/numerologia.html

Como funciona o horário de verão

domingo, 27 de dezembro de 2009

por Ana França

Todo ano, durante a primavera e o verão, os brasileiros das regiões sul, sudeste e centro-oeste precisam adiantar 1 hora os relógios

É o horário de verão, cujo objetivo principal é promover economia de energia elétrica através do aproveitamento da luz natural dos dias mais longos nesta época do ano.

A medida é mais eficiente nas regiões distantes da linha do equador, porque nestas regiões os dias se tornam mais longos, e as noites, mais curtas.

Já nas regiões próximas à linha do equador, os dias e as noites têm duração igual ao longo do ano, e a implantação do horário de verão nesses locais traz muito pouco ou nenhum proveito.

Dessa maneira, no Brasil, o horário de verão acontece apenas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No Norte e Nordeste a medida não é aplicada.

E a programação da TV, como fica?
Nos estados brasileiros onde não vigora o horário de verão, o único impacto que as pessoas sentem é na programação das emissoras de televisão, que segue o horário oficial do Brasil adotado pelo Distrito Federal.

Um dos principais resultados esperados é diluir o horário de pico, evitando assim uma sobrecarga do sistema energético. Sem o horário de verão, o consumo maior de energia acontece por volta das 18h, coincidindo também com o consumo do comércio e da indústria. Com o adiantamento em uma hora, não há coinciência da entrada da iluminação, pois em sua grande maioria o comércio e a indústria reduzem o seu consumo a partir das 18h.

São Pedro, ajude-nos
O horário de verão 2007/2008 proporcionou uma economia de R$ 10 milhões, apenas um quarto dos R$ 40 milhões alcançados em anos anteriores.

A causa, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), foi o aumento do uso de termelétricas, devido ao baixo índice pluviométrico do período, que diminuiu o nível dos reservatórios das hidrelétricas, impedindo seu pleno uso.

Para exemplificar tudo isso, imagine o seguinte. Nas grandes cidades, as pessoas começam a chegar em casa por volta de 18 horas, ou seja, no início da noite. Chegando em casa a pessoa liga a luz elétrica interna. Nessa mesma hora, entra em operação a iluminação pública, placas de luminosos comerciais, etc. Além disso, as indústrias continuam trabalhando.
Com o horário de verão, as cargas de iluminacão pública e das residências passam a entrar após 19 horas, justamente quando o consumo industrial começa a cair. Com isso há a redução na carga nesse horário.

Na prática o horário de verão costuma gerar em média uma economia de energia da ordem de 1% e na demanda, no horário de pico, de 3,5 a 5%.

Apesar de parecer pouco, isso significa uma enorme economia. No horário de verão da temporada 2006/2007, por exemplo, houve uma economia de cerca de R$ 50 milhões de reais, com 4% na demanda de energia nos horários de pico e 0,5% durante todas às 24 horas dos dias.

Quanta economia!
A economia gerada pelo horário de verão equivale a 2 mil megawatts, o que equivale a produção de 3 turbinas de Itaipu ou ainda ao consumo de Brasília e Belo Horizonte juntas durante o horário de pico,
Fonte: www.agenciabrasil.gov.br

A implantação da medida também proporciona:

• diminuição dos riscos de restrição de carga no horário de ponta num eventual agravamento das condições dos reservatórios com conseqüente redução nas capacidades efetivas de geração por usinas;

• preservação do meio ambiente, evitando-se a poluição que seria produzida pela queima de combustível fóssil através da geração de energia elétrica de origem térmica;

• Melhoria da qualidade de vida da população, propiciada pelo maior aproveitamento da luz solar, obtendo mais tempo para o lazer e maior segurança ao entardecer.

fonte

Ana França.  “HowStuffWorks – Como funciona o horário de verão”.  Publicado em 11 de outubro de 2007  (atualizado em 19 de outubro de 2009) http://empresasefinancas.hsw.uol.com.br/horario-de-verao.htm (27 de dezembro de 2009)

Como é o Réveillon no mundo e no Brasil

domingo, 27 de dezembro de 2009

Tradições

Embora cada povo aguarde a chegada do ano novo com ritos e superstições próprias, a esperança de que o novo ciclo seja melhor do que aquele que se encerrou é comum a todas as pessoas, que aproveitam este momento para valorizar seu desejo de renovação. À espera de prosperidade, saúde, de um novo amor, entre outros desejos, práticas consagradas são usadas para atrair sorte e ajudar a realizar sonhos.

Se comunidades antigas jogavam fora roupas e objetos visando eliminar o que estava “envelhecido”, ou banhavam-se no rio ou mar para acolher o novo tempo, hoje há rituais como o de subir em cadeiras na Dinamarca, limpar a casa para espantar maus espíritos entre os chineses ou usar rolhas de champanhe com moedas como amuleto na Inglaterra. Na Irlanda costuma-se oferecer um pote de arroz doce aos gnomos, enquanto na Turquia pedras de sal grosso são guardadas em sacos com turquesas para proteger as pessoas.

Entre as tradições mais difundidas, há o costume de soltar fogos de artifício e fazer barulho ou tocar música à meia-noite, sempre visando afugentar o mal. Nos Estados Unidos, o mais famoso Réveillon ocorre em Nova York, na Time Square, onde o povo se encontra para dançar, correr e gritar, enquanto na contagem regressiva, uma grande maçã vai descendo no meio da praça e explode exatamente à meia-noite, jogando balas e bombons para todos. De outro lado, no Brasil, grande parte da tradição consiste em usar branco e jogar flores para Iemanjá, rainha do mar no Candomblé.

Réveillon no Rio
Banco de dados da Riotur
Show de fogos de artifício em Copacabana

E a festa é uma das mais valorizadas em Portugal e Espanha. No primeiro, uma das tradições é sair às janelas de casas batendo panelas para festejar a chegada do ano. Nos dias 25 de dezembro e 1º de janeiro, come-se uma mistura feita com as sobras das ceias, chamada “Roupa Velha”, em que o ingrediente principal é o bacalhau cozido. Mais festeira é a tradição espanhola: são dez dias, entre 28 de dezembro, dia dos Santos Inocentes, até 5 de janeiro, da chegada dos Reis Magos, em que as cidades são tomadas por cavalgadas de reis, além das famílias cozinharem a rosca de reis, uma espécie de bolo doce, com figuras e brinquedos para as crianças.  A passagem do ano em Madrid é também um evento de grandes proporções, em que os cidadãos vão à Puerta Del Sol ouvir as badaladas do relógio e fazer pedidos para o novo ciclo.

Diferentes datas marcam comemorações no mundo oriental e árabe. O Novo Ano Chinês é comemorado entre 15 de janeiro e fevereiro de acordo com a primeira lua nova depois do início do inverno. Os mulçumanos têm seu próprio calendário que se chama “Hégira”, iniciado no ano 632 d.C. do nosso calendário, e a passagem do ano novo ocorre em 6 de junho, quando o mensageiro Mohammad fez a sua peregrinação de despedida à Meca. Já o ano novo judaico, chamado “Rosh Hashanah”, é uma festa móvel no mês de Setembro, regada a receitas tradicionais como o “Chalah”, uma espécie de pão, e muito peixe, porque este nada sempre para frente.

Ao longo dos anos, algumas superstições também se transformaram em clássicos nos pedidos de Réveillon, como nunca passar o ano novo de bolsos vazios, usar caroços de romã na carteira para ter dinheiro o ano todo, ou comer lentilha para o crescimento pessoal. Tradições assimiladas e recriadas nas festas brasileiras.

Tradições Brasileiras

A passagem de ano no Brasil tem nome francês, comida italiana e festa no melhor estilo brasileiro, com fogos de artifício, confraternização entre os familiares e amigos e oferendas às entidades do candomblé, umbanda e até para os anjos da guarda. Neste caso, os principais ritos ocorrem nas praias em homenagem a Iemanjá – deusa do mar na religião dos orixás, que protege os fiéis com saúde, amor e dinheiro o ano todo.

Ali ocorre a generalizada tradição de pular sete ondas, que provém de costumes africanos, também em respeito à dona das águas, para que os caminhos sejam abertos. No Candomblé, sete é número cabalístico e representa Exu, filho de Iemanjá, inspirando a prática de um pulo e um pedido a cada onda para sorte futura, sem que jamais se dê as costas para o mar após a homenagem. Acender velas na praia ou jogar rosas no mar completam as comemorações mais tradicionais.

Réveillon em Copacabana
Banco de dados da Riotur
Fogos de artifício no Réveillon de Copacabana

É na praia de Copacabana, Rio de Janeiro, que a queima de fogos e os rituais à beira do mar reforçam o cenário do Réveillon mais conhecido do país, atraindo mais de 2 milhões de pessoas para o espetáculo de quase 20 minutos. Balsas na orla soltam dezenas de toneladas de fogos de artifício, com símbolos de prosperidade, amor e paz. O custo, calculado em cerca de R$ 2 milhões, é coberto pela arrecadação extra – pode chegar a R$ 500 milhões, principalmente graças a turistas estrangeiros.

Em casa, multiplicam-se as tradições e simpatias na noite de 31 de dezembro, como a crença de comer porco e não aves, que podem trazer azar pelo fato de ciscarem para trás, induzindo quem comeu a regredir na vida. Para um ano melhor, à meia-noite é comum as pessoas pularem com um pé só (direito), passar a virada com dinheiro no bolso, dar três pulinhos com a taça de champanhe na mão e jogar tudo para trás para eliminar o que passou de ruim ou cumprimentar primeiro alguém do sexo oposto para trazer sorte no amor.

A sorte no amor passa por crenças como a de usar peças íntimas novas na noite da virada e pela simbologia das cores, que além da tradicional cor branca nas roupas representando a paz e a luz, inclui: azul para a calma e tranqüilidade, amarelo para a riqueza, vermelho para a paixão, rosa para o amor, verde para a esperança e auto-afirmação e violeta para o equilíbrio das emoções.

Festa dupla

O Brasil é o único país equatorial (cortado pela linha do Equador) a utilizar o horário de verão, pois nas nações equatoriais e tropicais (situadas entre os Trópicos de Câncer e Capricórnio), a incidência da luz solar é uniforme quase todo o ano e inexistem muitas vantagens na adoção do horário de verão. Adotado nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, porém, o hábito de adiantar uma hora do relógio no verão implica em até 5% de redução de energia elétrica no horário de pico. Para as comemorações de ano novo e mesmo de Natal, fica a indefinição da hora correta a festejar a passagem. Quando o brasileiro festeja a virada à meia-noite está, na verdade, adiantando em uma hora o ano novo devido a uma adequação social. A polêmica faz com que grupos mais criativos comemorem duas vezes o começo do ano, brindando à meia-noite e à uma hora da manhã, garantindo de todos os lados a realização de seus pedidos. 

fonte:
Heloisa Ribeiro.  “HowStuffWorks – Como funciona o réveillon”.  Publicado em 19 de dezembro de 2007  (atualizado em 23 de dezembro de 2008) http://pessoas.hsw.uol.com.br/reveillon1.htm  (26 de dezembro de 2009)

A História de Patrópolis

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Autor: Antônio Eugênio Taulois
Universidade Católica de Petrópolis
Instituto Histórico de Petrópolis

Fevereiro de 2007

Antecedentes à Fundação

1.0 ANTECEDENTES À FUNDAÇÃO

A Serra da Estrela, onde se encontra Petrópolis, era praticamente desconhecida pelos colonizadores portugueses nos primeiros 200 anos de colonização, salvo por alguma expedição exploratória para tomar posse de sesmarias.  Isso, por causa do enorme paredão montanhoso de mais de 1000m de altura que tinha que ser vencido para se chegar até lá; e, também, pela presença dos bravios índios Coroados que habitavam serra acima. Ali não havia atividade econômica.  Somente quando os bandeirantes paulistas descobriram ouro nas Minas Gerais é que foi aberto o Caminho Novo, em 1704, para facilitar a viagem até as vilas mineradoras. O caminho era “novo” porque havia um outro, o “velho”, desde meados dos anos 1600, muito longo e de difícil trânsito, aberto pelos próprios bandeirantes, constituído de trilhas e picadas até as minas de ouro.

É impossível pensar Petrópolis, Juiz de Fora, Barbacena, São João Del Rei e Ouro Preto sem antes pensar o Caminho Novo.  Também não dá para entender Petrópolis sem a subida da Serra Velha, por onde vieram os nossos pioneiros colonizadores.  Conhecer esses caminhos é conhecer 300 anos da nossa história, que começou em 1724 quando Bernardo Soares de Proença abriu a variante do Caminho Novo, passando pelo alto da serra onde hoje está nossa cidade.

1.1   O CAMINHO NOVO

O Caminho Novo faz parte de uma rede de importantes caminhos do Brasil Colonial aos quais era dado o nome de Estrada Real.  Muitos desses caminhos eram antigas trilhas e veredas abertas pelos bandeirantes que se embrenhavam pelo sertão, na direção de Minas Gerais e Goiás, à procura de ouro e pedras preciosas.  O mais antigo deles, conhecido como Caminho Velho, ia de São Paulo, de Piratininga até Taubaté, subia a Serra da Mantiqueira, passava por São João del Rey e ia para Vila Rica, Caetés, Sabará.  Dali havia extensões para Tijuco (Diamantina), Jaguará, até a região da Fazenda Meia Ponte, hoje Pirenópolis, Goiás.   Mas quem vinha da capital, Rio de Janeiro, tinha de ir em uma embarcação até Paraty, subir e descer a Serra do Mar até Taubaté para encontrar o Caminho Velho e seguir adiante.  Do Rio eram “99 dias de viagem, sendo 43 a pé ou a cavalo”, conforme descrição do Governador Geral Artur de Sá e Meneses, que fez a viagem em 1699, para avaliar as possibilidades da exploração do ouro.  Foi após essa viagem que ficou decidida a abertura de um caminho oficial por onde pudesse ser transportado sob controle, o ouro extraído nas minas e fosse feito todo o suprimento das dezenas de arraiais e vilas que iam surgindo em torno da mineração. (3, p175)

O Caminho Novo foi aberto por Garcia Rodrigues Paes e levava vinte ou trinta dias de viagem, um terço do tempo feito pelo Caminho Velho.  Ele iniciava num porto do rio Pilar, que deságua no fundo da baía da Guanabara, subia a Serra do Mar na altura de Xerém, passava por Marcos da Costa, Paty do Alferes e Paraíba do Sul, onde havia um Registro para a fiscalização colonial e seguia para as Minas Gerais, passando por Juiz de Fora e Barbacena.  Ocorre que, a subida do paredão da Serra do Mar, em Xerém, era muito íngreme, onde muitas vezes, pessoas e mulas carregadas rolavam ribanceira abaixo.  Depois de vinte anos de sofrimento, Bernardo Proença, um rico fazendeiro da região, se propôs abrir uma nova subida da Serra por antiga trilha de índios em sua fazenda.  Aceita a proposta, Proença construiu o Porto da Estrela no fundo da baía da Guanabara, onde é hoje a Praia de Mauá e que se tornou logo numa importante vila, depósito e escoamento de mercadorias.  Esse porto com sua capela em louvor de Nossa Senhora Estrela dos Mares está hoje em ruínas, mas ainda pode ser visitado.  Ele foi o início da variante do Caminho Novo por onde os tropeiros subiam a Serra do Mar, atravessando a exuberante encosta da nossa Serra Velha.  Chegando ao Alto, a Variante de Proença seguia em direção à área onde hoje está situada a Estação de Transbordo Imperatriz Leopoldina, passando pela fazenda do Córrego Seco, onde, mais tarde, surgiria Petrópolis.  Dali os tropeiros tomavam a atual rua Silva Jardim até o Quissamã.  Para chegar a Corrêas, os viajantes percorriam um trecho que até hoje tem o nome de Estrada Mineira. Vinha depois Pedro do Rio, Secretário, Cebolas, até encontrar o Caminho Novo de Garcia Rodrigues Paes em Paraíba do Sul, prosseguindo, então, até a região das minas de ouro.  Em Barbacena, também há hoje um bairro com o nome de Caminho Novo e uma rua Caminho Novo, sobre os antigos trechos da histórica trilha.

Segundo o Registro de Paraíba do Sul em 1824, a cada dia, indo e vindo, passavam em média pelo Caminho Novo 153 mulas dos tropeiros e 77 pessoas. (4, 1o vol, p. 8) Por ela também passaram os importantes viajantes-naturalistas dos anos 1800 como Spitz, von Martius, Saint Hilaire, Walsh, Freireys e muitos outros que, como o Barão de Langsdorff, queriam conhecer as riquezas do novo país para informar as possibilidades de exploração aos seus governos.

Bernardo Proença recebeu pelo seu trabalho, uma sesmaria no Alto da Serra onde hoje está quase toda a cidade de Petrópolis.  Outras sesmarias foram distribuídas ao longo do Caminho Novo e logo a região se desenvolveu muito.  Se ele não tivesse aberto a Variante do Caminho Novo passando pelo Córrego Seco, todo o desenvolvimento da nossa região teria acontecido no eixo Xerém-Paty do Alferes-Miguel Pereira-Paraíba do Sul, que era o traçado original daquela via feita por Garcia Rodrigues Paes.

Bernardo Proença recebe três homenagens em Petrópolis: um monumento próximo à Estação de Transbordo Imperatriz Leopoldina, o nome de uma rua no bairro do Itamarati e o de um conjunto habitacional em Corrêas.  Garcia Rodrigues Paes é lembrado em um monumento em Paraíba do Sul.

O Brasil, antes desses caminhos não existia como unidade geopolítica e administrativa.  Havia algumas feitorias explorando açúcar no litoral e outros núcleos urbanos na Bahia, Nordeste e São Paulo.  Esses caminhos ligaram o interior ao litoral, promovendo uma unificação cultural e de esforços que resultou na ocupação e no desenvolvimento de uma vasta região onde se instalaram fazendas, ranchos, pousos e vendas.  Data daí, também, o início da nossa atividade administrativa pública organizada com o emprego de funcionários para controle da zona mineira, como fiscais, meirinhos, corregedores; a criação dos “Registros” ao longo dos caminhos; monetarização da economia, com a criação da Casa da Moeda, das Casas de Fundição e a formação, enfim, de uma classe média mais sólida, ao lado de outras como a dos mineradores, artesãos, administradores, comerciantes etc.

1.2  AS SESMARIAS E ANTIGAS FAZENDAS DA REGIÃO

As primeiras sesmarias distribuídas no “sertão de serra acima do Inhomirim” pelo governo português datam de 1686 a algumas pessoas que, no momento, se destacavam na vida política e na segurança da Colônia.  Mas devido à presença dos índios Coroados e das dificuldades de subir a serra, somente com o Caminho Novo e com a concessão de novas glebas a sesmeiros, a atividade econômica desenvolveu a região.  Quando Petrópolis foi fundado 130 anos depois, já havia um grande número de fazendas e alguma atividade industrial entre a baia da Guanabara e Vila Rica, conforme descreve o Barão de Langsdorff no primeiro volume de seus diários.  Assim, o trânsito pelo Caminho Novo era muito grande.  Na região onde seria fundado Petrópolis, as fazendas mais importantes eram:

  • Fazenda do Rio da Cidade, na Estrada do Contorno.
  • Fazenda do Pe. Correia, em Corrêas.
  • Fazenda do Córrego Seco, cuja sede era onde hoje está o Ed. Pio XII (Rua Marechal Deodoro, no Centro Histórico).
  • Fazendas Quitandinha, Samambaia, Retiro de São Tomás e São Luiz, Itamaraty, Secretário, que depois deram seus nomes aos bairros da cidade e dos distritos.
  • Fazenda da Engenhoca, onde hoje está a Estação de Transbordo de Corrêas.
  • Fazenda Mangalarga e Fazenda das Arcas, em Itaipava.
  • Fazenda Sumidouro, em Pedro do Rio.
  • Fazenda Santo Antônio, na estrada Philúvio Cerqueira (Petrópolis – Teresópolis).
  • Fazenda das Pedras, na Serra das Araras.

1.3    A FAZENDA DO Pe. CORREIA e D. PEDRO I

Antônio Tomás de Aquino Correia, filho de Manuel Correia da Silva, nasceu no Rio da Cidade em 1759, estudou na Universidade de Coimbra e foi ordenado em 1783, passando a ser conhecido como o Padre Correia. Transformou sua propriedade na mais progressiva fazenda da Variante do Caminho Novo, citada por todos os viajantes estrangeiros que por ali passaram quando o Brasil abriu seus portos ao comércio internacional.  Em 1829, o viajante inglês Robert Walsh cita em seus diários que lá tomou um excelente suco de pêssego. Refere-se também a plantações de café, mostrando dessa forma a importância da fazenda.  A casa grande da fazenda era enorme, com varanda na frente e muito bonita. Havia uma capela consagrada a Nossa Senhora do Amor Divino, cuja imagem está atualmente na igreja de Corrêas. Esse conjunto arquitetônico está preservado até hoje como um dos mais antigos e valiosos monumentos coloniais petropolitanos.

O Padre Correia criava gado mais para corte do que para o aproveitamento de leite. Como o clima era propício havia o cultivo de cravos, figos, jabuticabas, uvas, pêssegos, marmelos, milho e maçãs e outras frutas de origem européia.  Mas a principal atividade do Padre Correia era cultivo de milho e a fabricação de ferraduras para atender à enorme demanda exigida pelas dezenas de tropas diárias que pernoitavam na Fazenda. Lá também, existiam muitos escravos.  O Padre Correia foi um dos grandes senhores de terra da região petropolitana. D. Pedro I esteve na fazenda em março de 1822 e retornou várias vezes passando a ter grande admiração por aquele local.  O Padre Correia faleceu em 1824, com 65 anos, de morte repentina, provavelmente problemas cardíacos, tendo Da. Arcângela Joaquina da Silva, sua irmã, herdado a fazenda.

A Fundação de Petrópolis

2.0 A FUNDAÇÃO DE PETRÓPOLIS

A fundação da cidade de Petrópolis está intimamente ligada ao Imperador D. Pedro I e ao Pe. Correia.  Desde que o Imperador pernoitou na fazenda do padre, de passagem pelo Caminho do Ouro que o levaria às Minas Gerais, ficou encantado com a exuberância e amenidade do clima.   Foi seu desejo então, adquirir a propriedade para seu uso e, em especial, para o tratamento de sua filha, Princesa Dona Paula Mariana de cinco anos, sempre muito doente e que  se recuperou bem quando lá esteve.

2.1 A FAZENDA DO CÓRREGO SECO E A FUNDAÇÃO DE PETRÓPOLIS

Dom Pedro I sentia a necessidade de construir um palácio fora do Rio de Janeiro, pois recebia muitas visitas da Europa não habituadas ao calor tropical. Construir um palácio na fazenda do Padre Correia seria muito oportuno pelo excelente clima da região que agradaria aos visitantes estrangeiros.  Consciente ou inconscientemente, incomodava também ao Imperador, residências muito mais luxuosas que os seus palácios, todos eles muito simples.  Um palácio de verão serra acima poderia ser mais qualificado para a sua condição imperial.  Além disso, sua filha a princesinha Da. Paula, que tinha sérios problemas de saúde vindo a falecer prematuramente aos dez anos, passou um verão na Fazenda do Padre Correia e se sentiu muito bem, repetindo a estadia muitas vezes.  Em 1828, D. Pedro I, agora com sua segunda esposa D. Amélia, continuava a freqüentar a fazenda com Da Paula.  A comitiva imperial nunca tinha menos de cinqüenta pessoas e Da. Amélia sentiu que visitas tão avantajadas estavam trazendo muitos problemas para Da. Arcângela, irmã e herdeira do padre.  Pediu, então, a Dom Pedro que comprasse a Fazenda.  O Imperador se entusiasmou com a idéia, mas Da. Arcângela, alegando questões familiares de herança, não concordou com a venda. Ela mesma, talvez querendo se ver livre das incômodas e freqüentes visitas reais indicou a Dom Pedro I uma fazenda vizinha que estava à venda, a do Córrego Seco, pertencente ao Sargento-Mór José Vieira Afonso.  Assim D. Pedro comprou o Córrego Seco por vinte contos de réis (5, vol 2, p88), preço considerado muito alto para o valor real da fazenda.  A escritura de compra foi assinada em 1830.

D. Pedro I ainda adquiriu outras propriedades no entorno, no Alto da Serra, em Quitandinha e no Retiro, ampliando a área de sua fazenda. Ele poderia afinal realizar seu sonho de 1822, construindo um Palácio de Verão.  Como enfrentava dificuldades políticas na capital, desejando que reinasse paz entre a Nação e o Trono, passou a chamar o seu Córrego Seco de Fazenda da Concórdia, onde pretendia construir um palácio.  Encarregou o arquiteto real Pedro José Pezerat e o engenheiro francês Pierre Taulois de um projeto que denominou Palácio da Concórdia, simbolizando a harmonia entre a Nação e o ramo brasileiro da Casa dos Bragança que tanto desejava.  Mas a obra não foi realizada, pois no dia 07 de abril de 1831, o Imperador foi obrigado a abdicar para retornar a Portugal. O projeto do palácio e o orçamento da obra constam dos arquivos do Museu Imperial, infelizmente sem referência quanto ao local da obra. (6, p.8)

2.2  DOM PEDRO II E O DECRETO DE FUNDAÇÃO

Com a abdicação e morte de seu pai em 1834, D. Pedro II herda essas terras, que passam por vários arrendamentos até que Paulo Barbosa da Silva, Mordomo da Casa Imperial, teve a iniciativa de retomar os planos de Pedro I, de construir um palácio de verão no alto da serra da Estrela. Era uma vultuosa empreitada que iria consumir consideráveis investimentos públicos e privados nos anos seguintes, mas o Império, na década 1840 -50, estava em boa condição financeira, com o afastamento dos ingleses da nossa economia, com a proibição do tráfego negreiro que liberava capitais para investir e, principalmente, com o “boom” do café.  O Mordomo já tinha mandado o engenheiro alemão Júlio Frederico Köeler construir a Estrada Normal da Serra da Estrela para tornar possível o acesso de carruagens à Fazenda do Córrego Seco, uma vez que o Caminho Novo era apenas para tropas de mulas.

Paulo Barbosa e Köeler elaboraram um plano para fundar o que ele denominou “Povoação-Palácio de Petrópolis”, que compreendia a doação de terras da fazenda imperial a colonos livres, que iriam não só levantar a nova povoação, mas, também, seriam produtores agrícolas. Assim nasceu Petrópolis com a mentalidade de substituir o trabalho escravo pelo trabalho livre. (5, I, p. 13 e 14)

No dia 16 de março de 1843, o Imperador, que estava com dezoito anos e recém-casado com Da. Teresa Cristina assinou o Decreto Imperial nº 155 que arrendava as terras da fazenda do Córrego Seco ao Major Köeler para a fundação da “Povoação-Palácio de Petrópolis”, incluindo as seguintes exigências:

1- Projeto e construção do Palácio Imperial.
2- Urbanização de uma Vila Imperial com Quarteirões Imperiais.
3- Edificação de uma igreja em louvor a São Pedro de Alcântara.
4- Construção de um cemitério.
5- Cobrar foros imperiais dos colonos moradores.
6- Expulsar terceiros das terras ocupadas ilegalmente.

O Major Köeler fez a planta geral da povoação-palácio, o projeto do Palácio Imperial e, em janeiro de 1845, colocou na Bolsa de Valores as ações da Companhia de Petrópolis, criada por ele, para a execução de seus planos e projetos. (5, I p. 15 e II p.253) As ações da Companhia foram vendidas em quatro meses e dois meses após, a 29 de junho, começaram a chegar os imigrantes alemães para se instalarem e começar o trabalho.Com recursos financeiros e mão-de-obra livre, a construção da povoação-palácio estava assegurada. Além disso, os governos provinciais de Caldas Vianna, em 1843, e Aureliano Coutinho, em 1845, deram integral apoio ao plano traçado pelo Mordomo Imperial e por Köeler.

O palácio de verão era uma tradição das monarquias européias.  A Casa de Bragança em Portugal veraneava no Paço Real e no Palácio da Pena, ambos em Sintra.  No Brasil, desde de Dom João VI, a Família Imperial, passava seus verões no Convento Jesuíta de Sta Cruz, no Rio de Janeiro, tentando, sem muito sucesso, se livrar do calor do clima de São Cristóvão.  Dom Pedro II não tinha muita simpatia nem pelo Convento nem pela Fazenda de Sta. Cruz.   Em 1850, Dom Afonso, primeiro filho do Imperador, tinha dois anos e a Família Imperial estava desde o Natal em Sta Cruz, quando, sem motivo aparente, o menino apareceu morto no seu berço.  O monarca ficou desolado e tomou horror pelo Convento, decidindo nunca mais ali voltar (5, vol II, p. 29 e 47), passando a se interessar pelo projeto do seu mordomo.  Ele conheceu a Serra da Estrela em 1844, quando esteve na Fábrica de Pólvora.  Em 1845, esteve hospedado com a imperatriz, na casa-grande do Córrego Seco, especialmente preparada desde outubro de 1843 para recebê-lo.  (5, vol II, p.253, 246 e 252)

2.3   O MORDOMO-REAL PAULO BARBOSA DA SILVA (1790-1868)

Paulo Barbosa nasceu em Sabará, MG.  Aos quatorze anos era cadete e, em 1810, foi promovido a alferes.  Como capitão, foi transferido para o Imperial Corpo de Engenheiros. No ano de 1825, embarcou para a Europa em viagens de estudos.  Com a queda de José Bonifácio, tutor do imperador, o coronel Paulo Barbosa da Silva passou a ser, por intermédio de uma nomeação, o Mordomo da Casa Imperial, função que ia desempenhar com grande desenvoltura.

O mordomo Paulo Barbosa, com seu espírito liberal e ecumênico, era contra a escravidão e prestou relevantes serviços ao Império.  A sua participação na fundação de Petrópolis foi decisiva quando mobilizou o seu companheiro de arma, o engenheiro Major Júlio Frederico Köeler.

Além disso, foi Ministro Plenipotenciário na Rússia, na Alemanha, na Áustria e na França, onde, em 1851, foi demitido de sua função diplomática. Retornou ao Brasil a chamado de D. Pedro II, em 1854, novamente como Mordomo da Casa Imperial, falecendo em 1868.

2.4  O MAJOR JÚLIO FREDERICO KÖELER (1804-1847)

Júlio Frederico Köeler era germânico da Mogúncia, no vale do rio Reno, dominada na época pela França de Napoleão, com suas instituições que valorizavam o mérito e a riqueza em lugar das convenções e privilégios. (7, p.224)  Os hábitos e o refinamento franceses marcaram profundamente o temperamento do Mj Köeler e orientaram a sua atuação nos primeiros anos da fundação de Petrópolis.

Ainda jovem, ingressou no Exército prussiano, chegando a alferes.  Em 1928, foi contratado para servir no Exército Imperial, depois de prestar rigorosos exames perante a Academia Militar do Rio de Janeiro.  Casou-se, em 1830, na catedral de Niterói, com D. Maria do Carmo Rebelo de Lamare.

Afastado do Exército por questões políticas quando foram demitidos todos os oficiais estrangeiros não naturalizados, Köeler foi contratado como engenheiro civil na Província do Rio de Janeiro.  Em 1831, já naturalizado cidadão brasileiro, retornou ao Exército e, nos doze anos seguintes, realizou importantes obras públicas na província, uma delas a construção da Estrada Normal da Estrela, que dava acesso a Petrópolis.  Em 1843 arrendou a Fazenda Imperial e iniciou o seu trabalho na região.

O plano urbanístico para Petrópolis era complexo porque a cidade deveria ser levantada entre montanhas, aproveitando o curso dos rios. Ele inverteu o antigo estilo colonial português de construir as casas com o fundo para os rios que eram utilizados apenas como esgoto, como na maioria das nossas cidades.  Passou a aproveitar os cursos de água para traçar pelas suas margens as avenidas e as ruas que davam acesso aos bairros.  Outro aspecto relevante no plano foi a preocupação com a preservação da natureza determinada pelo seu código de posturas municipais.

Köeler faleceu num trágico acidente durante um torneio de tiro ao alvo, na Chácara da Terra Santa, de sua propriedade.  Sua curta administração frente à colônia de Petrópolis foi decisiva para o que foi realizado nos anos posteriores.

2.5  PETRÓPOLIS CIDADE

Como todo povoado colonial, a cidade nasceu de um curato em 1845, subordinado a São José do Rio Preto e um ano depois, foi criada a Paróquia de São Pedro de Alcântara, vinculada à Vila da Estrela.  Em 1857, onze anos após, foi elevado a município e cidade, sem passar pela condição de vila, o que era, na ocasião, inédito.

Mas o Imperador não desejava essa mudança de status para sua Petrópolis, pois sabia que nessa condição haveria uma administração municipal interferindo nas suas relações com a cidade.  O Coronel Amaro Emílio da Veiga, deputado na Assembléia Provincial, depois de duas tentativas sem sucesso por interferência do próprio Imperador, conseguiu aprovar o seu projeto “…elevando a povoação de Petrópolis à categoria de cidade, revogando-se as leis em contrário.” D. Pedro II ficou enfurecido e retaliou, determinando que o Cel. Veiga retornasse ao Exército, impedindo que ele assumisse a presidência da Assembléia Legislativa de Petrópolis, para a qual tinha sido o candidato mais votado nas primeiras eleições municipais.  Desgostoso, o Cel. Veiga pediu a reforma do Exército, afastando-se da vida pública, mas continuou morando em Petrópolis até falecer alguns anos depois.  Hoje, ele dá nome a uma importante rua da cidade.

A Colonização

3.0  A COLONIZAÇÃO

3.1  A COLONIZAÇÃO ALEMÃ

Na primeira metade dos anos 1800, as conseqüências sociais e econômicas da Revolução Francesa, da Abolição da Escravatura e da Revolução Industrial, resultaram numa difícil condição de vida para os povos de língua alemão.  A população estava politicamente desiludida e havia discórdia por toda a parte.  Ricos e pobres endividados, o desemprego era grande no Rhur, o coração do aço alemão, com muitos problemas nas minas de carvão.  Salvo os que viviam da vinicultura, uma parte da população, que, movida pela esperança de vida melhor, deixou tudo e partiu para as Américas.  A maioria dos colonos que chegou a Petrópolis era natural de aldeias localizadas nos bispados de Treves e Mogúncia, na Renânia e Westphália, (Grão-Ducado de Hesse-Darmstadt e no Ducado de Nassau), região atualmente conhecida pelo nome de Hunsrück, localizada na confluência dos rios Reno e Mosel.

Em 1837, aportou no Rio de Janeiro o navio Justine com 238 imigrantes alemães em viagem para a Austrália.  Devido aos maus tratos sofridos a bordo, eles resolveram não seguir viagem, permanecendo no Rio de Janeiro. O Mj Köeler soube da ocorrência e se entendeu com  a Sociedade Colonizadora do Rio de Janeiro para trazer os imigrantes para trabalhar na abertura da Estrada Normal da Estrela, pagando uma indenização ao capitão do navio.  Assim, foi dada permissão aos colonos de desembarcarem no Rio de Janeiro.  Estes, sob as ordens de Köeler, estiveram primeiramente trabalhando no Meio da Serra, depois foram para o Itamarati.

A segunda leva de colonos foi planejada pelos presidentes da província João Caldas Viana e Aureliano Coutinho para trabalhar em obras na província, mas eles acabaram em Petrópolis, locando no terreno, o plano urbanístico traçado por Köeler.   Foram 600 casais de colonos alemães contratados em 1844, exigindo-se que fossem artífices e artesãos com experiência.

Treze navios deixaram Dunquerque com 2.338 imigrantes, o primeiro deles chegando ao porto de Niterói em 13 de junho e o último, em 7 de novembro de 1845, sendo os imigrantes alojados em barracões ao lado da igreja matriz.(8, p.8)  Acertados os trâmites legais, eles foram transferidos para o Arsenal de Guerra do Rio, onde se acha hoje instalado o Museu Histórico Nacional, ficando por lá alguns dias e, então, seguiram viagem pela baía da Guanabara e pelo rio Inhomirim, até o Porto da Estrela.  De lá, para o Córrego Seco, foram a pé ou a cavalo, com escalas na Fábrica de Pólvora e no Meio da Serra, onde existiam ranchos para os viajantes.

Muitos dos colonos que deixaram Dunquerque não chegaram a Petrópolis em conseqüência do mau passadio a bordo e do surto de febres nos depósitos.  Outros, especialmente crianças, não resistiram à penosa subida da serra e foram enterrados pelo caminho.  O diplomata belga, Auguste Ponthos, em seu livro “Avaliação sobre o Brasil”, afirma que 252 imigrantes morreram, sendo 56 nos portos ou na viagem para Petrópolis. (8, p. 83)

Vieram muito mais alemães católicos do que protestantes. No dia 19 de outubro de 1845, na praça Koblenz, dia de São Pedro de Alcântara, num altar ornamentado com flores silvestres, o Padre Luís Gonçalves Dias Correia celebrou uma missa para os católicos e o pastor Frederico Ave-Lallemant professou um culto para os protestantes. O Presidente da Província, Aureliano de Souza e Oliveira Coutinho, compareceu a essa solenidade, tendo feito um grande elogio ao trabalho dos colonos.

Foram muitas as dificuldades iniciais. Logo que aqui chegaram foi necessária a compra de 200 cabras para alimentar as crianças, já que suas mães não tinham leite, devido às agruras da viagem. Köeler planejou uma colônia agrícola em Petrópolis sem estudo prévio da geologia do terreno que resultou no fracasso do empreendimento. Os colonos abriram estradas, derrubaram matas para a construção de residências e semearam suas hortas para consumo e foram utilizados nas obras públicas, retificando os rios, drenando os lodaçais e construindo os prédios da povoação.

Para os alemães se sentirem à vontade e se lembrarem de sua terra, Köeler repetiu os nomes das regiões de origem na Alemanha nos quarteirões da cidade como Mosela, Palatinado, Westphalia, Renânia, Nassau, Bingen, Ingelheim, Darmstadt, Woerstadt, Siméria, Castelânia Westphalia e Worms. Além disso, homenageou as diversas nacionalidades de outros colonos, dando-lhes nomes nos quarteirões: Quarteirão Francês, Suíço e Brasileiro.

Hoje, os descendentes dos colonos estão por toda a cidade e seus nomes de família podem ser encontrados no Obelisco do centro da cidade, nos guias telefônicos e dão nomes a ruas e praças. O progresso dos colonos alemães dinamizou Petrópolis, contribuindo para o seu desenvolvimento. O seu trabalho e a sua lembrança fazem parte da cidade.

3.2  OUTROS IMIGRANTES COLONIZADORES

Aos alemães, os primeiros colonizadores, juntaram-se muitas nacionalidades num caldeirão étnico, a princípio, cada uma fechadas em suas famílias, mas pouco a pouco, se integrando como também aconteceu em todo o Brasil.

Os portugueses, principalmente açorianos, alguns antes mesmos dos alemães, vieram para trabalhar na construção da Estrada da Serra da Estrela, em pedras de cantaria e comércio.  Surgiram em torno da cidade comunidades portuguesas de floricultores.

Os franceses não vieram todos juntos e foram chegando aos poucos e se dedicaram à alimentação, à jardinagem e à confecção de peças de serralheria como as cruzes da Catedral de São Pedro de Alcântara e da Capela de Finados, assim como a inscrição Petrópolis, assinalando o batismo de povoação.(9, p.37)

No início, os italianos trabalharam na Companhia Petropolitana de Tecidos, formando uma comunidade com vida própria, quase independente da cidade.  Aos poucos foram se aproximando de outros grupos.  Atuaram também em panificação, distribuição de jornais e diversas outras. (9 p.37)

Os ingleses se destacaram em hotelariatransportes.  Também merecem destaque os imigrantes suíços, belgas e libaneses, completando a formação cosmopolita do petropolitano.

fonte:

http://fctp.petropolis.rj.gov.br/fctp/modules/mastop_publish/?tac=Hist%F3ria_de_Petr%F3polis

FELIZ NATAL

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Ao Amigos, Clientes e Visitantes

A Equipe Lee Telemensagem, vem desejar a todos os Amigos, Clientes, Visitantes, Parceiros e aos inúmeros participantes com ou sem comentários em nosso Blog, um Natal com muita paz, harmonia, felicidade e todo o nosso carinho e agradecimento.

Esperamos muito que se renovem no coração dos homens, e principalmente dos governantes de nosso país e de todo o Planeta Terra, o espírito de solidariedade, amor e também que todos vivam a renovação e o real manifestar de atitudes de respeito e amor ao próximo.

Feliz Natal, a todos os nossos Clientes do Estado de São Paulo, Campinas, Sumaré, Hortolândia, Americana. Vinhedo, Piracicaba, Paulínia, Santa Bárbara, enfim todas as cidades do interior de São Paulo, da Baixada Santista, Litoral Sul, Litoral Norte, Vale do Paraíba, Vale do Parnaíba e todo o Estado do Rio de Janeiro, que nos prestigiaram, e permitiram nosso crescimento e nos encantaram com sua fidelidade e carinho.

Enfim para todos aqueles que participaram conosco deste Brasil,  um ano de Alegrias e realizações.

Equipe Lee Telemensagens

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